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A celebração ideológica de um futebol falidoEnviado por luisnassif, seg, 12/07/2010 - 19:32Por Geraldo Recos A falta de diálogo entre os diversos cadernos de um jornal sempre foi um problema para a imprensa. Enquanto um diz uma coisa o outro diz outra coisa. No Estadão de hoje há um perfeito exemplo disso. No caderno de economia, Sardenberg tese loas ao sucesso da Espanha na Copa atribuindo-o ao liberalismo. Para ele, o mercado livre do futebol espanhol só contribuiu para o sucesso da seleção local. Aproveita para narrar os supostos benefícios desse livre comércio. Já no caderno de esportes, reportagem desenha um retrato bem diferente, mostrando o estado falimentar de vários clubes espanhóis. O título já dá uma boa idéia: "Jogadores milionários e clubes endividados . Os links são estes: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100712/not_imp579907,0.php http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100712/not_imp579833,0.php A Fúria, produto do livre mercado Carlos Alberto Sandenberg O sucesso da seleção espanhola, a Fúria (*), demonstra como é correta a tese favorável aos mercados abertos. Na verdade, o que acontece no futebol espanhol é a realização completa dessa ideia, tão cara a muitos economistas. Há muito tempo os clubes espanhóis contratam jogadores estrangeiros. Como em qualquer outro setor, importa-se o que de melhor têm os países exportadores. E estes só conseguem colocar lá fora os seus produtos mais competitivos, isso definido por uma combinação de qualidade e preço. No caso do futebol, isso fica muito claro. Só faz sentido - no início do processo, ao menos - contratar jogadores melhores do que os disponíveis internamente, pagando salários mais elevados. Ainda hoje os estrangeiros Cristiano Ronaldo e Kaká são os mais caros na Espanha. Também faz sentido importar jogadores de qualidade apenas um pouco superior à média local, mas cuja contratação seja mais econômica. Em qualquer caso, a consequência é a elevação do nível do futebol importador. Os jogadores locais, para conseguirem vaga nos times, precisam evoluir até o ponto em que estão os estrangeiros, com os quais passam a competir. Muita gente diz que a importação livre acaba com a produção local, seja de geladeiras ou de jogadores. O caso da Espanha prova o contrário. Nunca o time espanhol teve tantos craques, nunca jogou tão bonito. Tal foi a mudança que os jogadores espanhóis - antes colocados em segundo nível no mundo - passaram também a ser exportados para outros centros de excelência. Isso fecha o processo, o mercado tornando-se ao mesmo tempo importador e exportador. Nos clubes, a combinação do local e do importado, num nível superior. Consideremos o Barcelona, campeão espanhol, vice da Europa. Entre os seus 20 principais jogadores, nove são estrangeiros. E nada menos do que sete espanhóis foram titulares da Fúria na Copa do Mundo da África do Sul. Perguntará o leitor: e a Itália e a Inglaterra, também fortemente importadoras, mas que deixaram a Copa logo no começo? Foi circunstancial. Não se deve esquecer que a Itália foi a campeã de 2006, com uma seleção de craques (quando já era importadora), e chegou à África do Sul com um time envelhecido e cansado. Problema de gestão. A Inglaterra, onde está a maior legião estrangeira, formou agora, com um técnico importado, a melhor seleção dos últimos tempos. Nunca teve tantos craques no mesmo time. Acontece, apenas, que eles não estiveram bem na Copa, estavam ou cansados ou machucados. Lembrando: a seleção foi muito bem na fase de classificação, que é sempre muito difícil na Europa. Vira e mexe, sai essa discussão na Europa. Na própria Espanha, o fracasso na Copa passada foi atribuído por muitos analistas locais à "invasão estrangeira". Aliás, os cartolas italianos acabam de limitar o número de estrangeiros em seus times. É a mesma coisa que pedem produtores locais de qualquer país e qualquer setor quando submetidos à competição com os importados. Claro que é preciso cuidado com dumping, preço vil, concorrência desleal. Mas isso é simples de administrar. É muito diferente de instalar um sistema protecionista, que bloqueia de algum modo a entrada dos importados. Isso sempre levou à estagnação econômica e a prejuízos para o consumidor, que só tem acesso a produtos piores e mais caros. Se a Espanha tivesse proibido a importação de jogadores, teria times piores, que ofereceriam espetáculos piores e, portanto, com faturamento muito menor. A importação elevou o nível do futebol local e, na verdade, com a constituição dos grandes clubes, cada vez mais atuantes nos campeonatos europeus, abriu espaço para a formação dos craques locais. Exportador. Nesse mercado, o Brasil está no papel de exportador, grande exportador, como a Argentina e, de resto, toda a América do Sul. Isso tem enfraquecido o futebol local, sem craques e, pois, com menos faturamento. Vai daí que muita gente acha que proibir a exportação, em especial dos jovens, é uma saída. Um baita equívoco. Primeiro, porque seria uma violação da liberdade de ir e vir e de trabalhar. Então, um clube europeu oferece uma nota ao jovem pobre e ele é obrigado a jogar no Brasil por salários muito menores? Não é justo, não é legal. Nem eficiente. Os jogadores vão embora porque os clubes não têm dinheiro para lhes pagar em níveis internacionais. E por que não têm dinheiro? Porque dirigentes amadores e incompetentes, para dizer o mínimo, não conseguem tornar mais rentável um negócio que empolga milhões de pessoas que poderiam perfeitamente pagar mais caro por espetáculos mais bem organizados. O atraso mede-se pela preparação da Copa de 2014. No país campeão do mundo cinco vezes não há um único estádio de padrão Fifa. E esse padrão não é nenhum excesso dos cartolas. O que se exige são estádios que ofereçam conforto ao público consumidor e boas condições de trabalho para os jornalistas, especialmente para a televisão, de onde vem a maior parte do faturamento desse negócio. É tão ruim a gestão do futebol no Brasil que cria até uma esperança. Alguma profissionalização já produziria resultados. (*) Escrevo na sexta-feira, mas, independentemente do resultado da final da Copa do Mundo, o time da Espanha mostrou classe e eficiência. JORNALISTA. E-MAILS: SARDENBERG@CBN.COM.BR E CARLOS.SARDENBERG@TVGLOBO.COM.BR Jogadores milionários e clubes endividados Seleção espanhola é a mais valiosa do Mundial, mas clubes acumulam dívidas por má administração 12 de julho de 2010 | 0h 00 Almir Leite, André Cardoso, Daniel Akstein Batista, Jamil Chade, Wilson Baldini Jr. - O Estado de S.Paulo ENVIADOS ESPECIAIS JOHANNESBURGO Vitoriosos dentro de campo, os jogadores da seleção espanhola já formavam, antes da final, a trupe mais valiosa do mundo. Com o título, as projeções são de uma valorização ainda maior. Baseado nos direitos econômicos dos jogadores de cada seleção, o site português Futebol Finance estimou que a Espanha, com atletas como Fábregas, Xavi, Fernando Torres, Iker Casillas e David Villa, acumula um valor de 565 milhões (R$ 1,25 bilhão). Até antes da queda, o Brasil vinha em 2.º lugar, com 515 milhões (R$ 1,14 bilhão). O título, além de valorizar os novos campeões que ganharam R$ 50 milhões da Fifa, pode ajudar a atrair investidores. Um levantamento realizado por economistas da Universidade de Barcelona, obtido recentemente pelo Estado, aponta que o endividamento do futebol campeão do mundo é de 2,8 bilhões (R$ 6,2 bilhões). Dívidas não são novidade no futebol espanhol e o problema passou a ser crônico nos últimos anos. Como consequência, alguns clubes já foram colocados em administração judicial para evitar que sejam dissolvidos. Outros venderam seus estádios e campos de treinamento. Só ao Fisco, os clubes devem mais de 600 milhões (R$ 1,33 bilhão). O mais endividado é o Real Madrid, com 527 milhões (R$ 1,17 bilhão), acima de seu orçamento anual de 366 milhões (R$ 815 milhões). Em situação mais crítica está o Atlético de Madrid. Tem uma dívida de 430 milhões (R$ 957 milhões), mas os prejuízos se avolumam. O projeto de construir um novo estádio foi abandonado. O Barcelona tem uma dívida de 388 milhões (R$ 864 milhões). Segundo seu ex-administrador de finanças, Ferran Soriano, o déficit é sustentável e do que o futebol espanhol precisa é de uma gestão profissional. "A constatação é de que o resultado em campo está diretamente ligado ao que fazemos fora dele", analisa. "A gestão é central para qualquer resultado. As decisões não podem ser tomadas com base na paixão." O Valencia, com dívidas de 286 milhões (R$ 637 milhões), estaria prestes a declarar-se insolvente, sem ter como pagar os empréstimos. Além disso, não consegue negociar com bancos novas linhas de crédito. Se os grandes e tradicionais clubes sofrem, os pequenos têm a corda no pescoço. Sporting Gijón, Málaga e Real Sociedad estão sob administração judicial. O Celta está no tribunal de comércio e só não foi dissolvido graças a uma maquiagem em suas contas. A esperança é que, depois do título, empresas queiram investir no futebol e sanar dívidas dos clubes. Tarefa de fôlego.
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Comentários + votados
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LEOSPHERA
12/07/2010 - 19:39
O que não querem dizer é que a Espanha é uma campeã limitada, de uma Copa medíocre.
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Valdir Fiorini
12/07/2010 - 19:49
Sardenberg escreveu, um ano antes do mundo derreter, que a economia mundial crescia de forma sustentável, sem problemas no horizonte, sem especulação nenhuma e somente os índios da América do Sul...
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Fuhgeddaboudit™
12/07/2010 - 19:52
Sandenberg deveria evitar escrever em colunas econômicas, que pessoas mais bem informadas e esclarecidas leem.
Ele é muito simpático, mas, apenas um generalista. Serve para rápidos...
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Rodrigo Machado
12/07/2010 - 19:52
interessante citar a Espanha como exemplo, pois este país tem um modelo peculiar de gerenciamento, em que todos os clubes foram obrigados a virar empresa, mas com algumas exceções: Real Madrid,...
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hc.coelho
12/07/2010 - 19:58
O Sademberg tira agua de pedra para continuar "adorando" o liberalismo total. A quebra dos bancos livres para agir com o mercado e o enorme desastre que se seguiu e que têm como vítima maior os...
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Roberto F
12/07/2010 - 20:01
O Sandenberg pinça um exemplo, aproveitando a euforia da final da copa, para martelar idéias que deveriam ser discutidas em outra esfera.
Esta discussão sobre a importação de jogadores é antiga na...
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Rubens campinas
12/07/2010 - 20:03
O Sandenberg já tinha falado isso ontem a noite no jornal da Globo. Esqueceu de citar que o caso de inglaterra, que derruba completamente sua tese. A grande quantidade de atletas do exterior só serve...
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Eduardo CPQ
12/07/2010 - 20:03
Luna, amigo,
Sardenberg, uma figura mais para folclórica, por vezes se excede.
Não me atrevi a ler a "tese" dele, besteirol de anjico, garantido pelo dono da pena, que dá pena.
Todos os do ramo...
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Jorge Nogueira Rebolla
12/07/2010 - 20:08
sardenberg é uma pessoa muito inteligente, lembra-me o Eremildo Gaspari.
Não sou muito ligado ao futebol há muito tempo, mas com certeza esta foi a maior asneira que li na minha vida a respeito de...
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Leonidas de Souza
12/07/2010 - 20:30
Eles esqueceram de citar que o futebol europeu virou uma grande lavanderia de dinheiro supeito, a Máfia Russa que o diga.
Não citaram também a manipulação de resultados pelas grandes casas de apostas...
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Victor Saless
12/07/2010 - 20:38
Se fosse por isso outros países europeus, que exportam jogadores de todos os confins do mundo como Itália e Inglaterra, eram para ter tido grande sucesso na Copa ou a própria Espanha já deveria ter...
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Jose de Almeida Bispo
12/07/2010 - 20:55
Parafraseando o Romário: o Sardenberg calado é um poeta. Ou, simplesmente como diz um filósofo de pé de calçada: o Sardenberg é gaitoso (de gaitar, falar nordestino que significa rir de alguém...
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Henrique P
12/07/2010 - 21:07
"O sucesso da seleção espanhola, a Fúria (*), demonstra como é correta a tese favorável aos mercados abertos."
Onde entra nessa "demonstração" toda a crise que vem ocorrendo desde 2008?
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francisco bt
12/07/2010 - 21:26
Sardenberg inaugura o milagre de um novo mundo ideal (sem uma lei de conservação para atrapalhar): Trabalhadores milionários em empresa falidas.
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Lucas
12/07/2010 - 21:29
Pois é Nassif,
Será falta de assunto? O que o Sardenberg tem que falar de futebol ??
É interessante ver que todas as matérias da PLIM-PLIM (seja no rádio, TV ou internet) fazem referencia a como as...
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Henrique Marques Porto
12/07/2010 - 21:47
Nassif e amigos,
Não me tomem como intolerante ou antidemocrático, mas as opiniões desse Sardenberg não valem um zero X zero em jogo da terceira divisão de alguma pequena cidade brasileira ou...
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Douglas Ciriaco
12/07/2010 - 21:53
Essas teses do Sardenberg seriam cômicas se não fossem trágicas.
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severino rodrigues
12/07/2010 - 22:39
Pior, a teoria das vantagens comparativa diria que a espanha não investiria em futebol, já que seus clubes podem ser abastecidos de jogadores africanos e brasileiros "produzidos" com baixo custo de...
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willian kaizer de oliveira
12/07/2010 - 22:51
Assino embaixo. É isso aí, esta foi a pior copa do mundo que já vi desde de 90, quando comecei a entender alguma coisa de futebol. Muita violência, erros de arbitragem, fraca qualidade técnica,...
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Flavio Leme
12/07/2010 - 22:54
Esse tal de Sardenberg entende tanto de futebol como de economia....Italia campeã de 2006, um time de craques...depois dessa, o polvo Paul deveria virar colunista de economia....
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O que não querem dizer é que a Espanha é uma campeã limitada, de uma Copa medíocre.
Assino embaixo. É isso aí, esta foi a pior copa do mundo que já vi desde de 90, quando comecei a entender alguma coisa de futebol. Muita violência, erros de arbitragem, fraca qualidade técnica, pragmatismo exagerado.
Estou travando uma discussão forte no blog do Juca a respeito da qualidade dessa Espanha, que para mim foi o time de 94 sem Romário. E toda a mídia cantando o retorno do futebol arte (que para mim foi a Alemanha que praticou).
Sobre a sandice do Sandenberg, dois pontos: um, vejam que ele diz que Itália e Inglaterra são circunstanciais. Realmente...as equipes são excepcionais, tanto que na Itália já repensam a idéia de um monte de estrangeiros no time. Ele falou do Barcelona. E o Real Madrid? Quantos titulares têm mesmo na seleção? Quem são os principais do time mesmo? Não podemos esquecer que, no Barcelona, o principal jogador e carregador do time não é espanhol, mas argentino. Que lógica idiota. Para as seleções, todo os especialistas sabem que deve retornar o limite dos 3 estrangeiros por time, tanto para permitir aos jogadores naturais jogar quanto para não se perder a característica do futebol local. O fato de se ter muitos jogadores nacionais nos times é uma coisa típica do Barcelona, e não do futebol espanhol. O liberalismo está matando a maioria das seleções européias.
Rafael Wüthrich
Sardenberg escreveu, um ano antes do mundo derreter, que a economia mundial crescia de forma sustentável, sem problemas no horizonte, sem especulação nenhuma e somente os índios da América do Sul seguiam na direção contrária, rumo ao desastre...
http://bit.ly/9aYcmK
Essas teses do Sardenberg seriam cômicas se não fossem trágicas.
Sandenberg deveria evitar escrever em colunas econômicas, que pessoas mais bem informadas e esclarecidas leem.
Ele é muito simpático, mas, apenas um generalista. Serve para rápidos comentários superficiais em telejornais (nesses, nem se sonha pagar o alto custo, diário, de um DELFIN NETO) onde 80% dos que ouvem, não se interesam pelas suas análises nem conclusões.
É tal qual aquele da "gravata borboleta". Quando, na ativa, no mercado, chegava a ser irritante ouvir suas análises e informações. As fontes deviam ser formadas de simples "amadores".
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
interessante citar a Espanha como exemplo, pois este país tem um modelo peculiar de gerenciamento, em que todos os clubes foram obrigados a virar empresa, mas com algumas exceções: Real Madrid, Barcelona e outros dois clubes (se não me engano os Atléticos Madrid e bilbao, mas não estou certo disto). Ou seja, "a eficiência administrativa" advinda do modelo empresarial foi restrita aos clubes menos populares.
Por outro lado, concordo em parte porque defendo o livre mercado e a livre circulação de mão de obra - algo que Estados Unidos e Europa não defendem, pelo que sei. Eles sim são contra o livre mercado. Apenas creio que os gastos com formação (seja de cientistas, seja de jogadores) deveriam ser adequadamente ressarcidos - hoje os clubes formadores não ganham nada e ficam refém dos clubes especuladores e seus agentes.
Desde a década de 80 a Espanha é importadora de craques, já formou seleções mais favoritas do que essa, nesse período o Brasil sendo exportador de craques já conquistou duas e quase ganhou outra na França. Mas até que um pouco de lógica isso, depois que começou a saida de craques do Brasil o campeonato brasileiro piorou muito e até timinhos que não valiam nada puderam ganhar alguns títulos, como flamengo, são paulo e cruzeiro, por exemplo.
A conclusão imediata de quem lê seu post cheio de ressentimento é que o seu time, seja ele
qual for, há muito tempo não ganha o Campeonato Brasileiro.
O Sademberg tira agua de pedra para continuar "adorando" o liberalismo total. A quebra dos bancos livres para agir com o mercado e o enorme desastre que se seguiu e que têm como vítima maior os trabalhadores da america do norte e da europa cujo número está crescente, nem um pouco lhe toca. É uma viuva do mercado que canta suas virtudes e nega que o marido tenha morrido. Patetico. Ou simplemesnte bobo?
O Sandenberg pinça um exemplo, aproveitando a euforia da final da copa, para martelar idéias que deveriam ser discutidas em outra esfera.
Esta discussão sobre a importação de jogadores é antiga na Europa. Nas palavras de muitos britânicos: -se o preço que devemos pagar para ter uma premier league do mais alto nível é conviver com uma seleção medíocre, que seja. A seleção joga de 2 em 2 anos (Eurocopa e Copa do Mundo) enquanto toda semana tem jogo da premier league. Se existe algum consenso sobre importação de jogadores e nível técnico da seleção o consenso é que o primeiro atrapalha o segundo.
A Espanha sempre importou jogadores e só agora montou uma seleção decente. A Inglaterra, terra dos inventores do futebol, não monta uma seleção decente há décadas. A Itália, campeã da última copa, possui tradição neste esporte desde sempre. Sem vínculo com a recente febre de importação de jogadores. O Brasil é o maior campeão de copas do mundo e não importa jogadores. Este texto forçou muito a barra.
O Sandenberg já tinha falado isso ontem a noite no jornal da Globo. Esqueceu de citar que o caso de inglaterra, que derruba completamente sua tese. A grande quantidade de atletas do exterior só serve para sufocar os talentos locais.
Luna, amigo,
Sardenberg, uma figura mais para folclórica, por vezes se excede.
Não me atrevi a ler a "tese" dele, besteirol de anjico, garantido pelo dono da pena, que dá pena.
Todos os do ramo dizendo que a Espanha, a par de importar craques (alguns simples promessas, como o Messi), há umas quadras resolveu criar seus próprios jogadores, investindo em sua formação, fato claro no Barcelona. Fica muito mais barato. Resultado: na seleção titular, seis ou sete atletas eram do Barcelona, dois ou três do Real e um de outro clube. Investem nas ditas "pratas da casa". Caminho similar parece seguir a Alemanha, que se apresentou com uma bela equipe jóvem, a desabrochar na próxima Copa. E a nossa veio composta de jogadores que estão para virar o fio, a maioria.
Acho que o Sardenberg quis fazer uma brincadeira com nossa paciência. Por puro mau gosto ou malatesta.
Abraços.
sardenberg é uma pessoa muito inteligente, lembra-me o Eremildo Gaspari.
Não sou muito ligado ao futebol há muito tempo, mas com certeza esta foi a maior asneira que li na minha vida a respeito de algum esporte.
Duvido que a espanha volte a ganhar outra copa do mundo nos próximos oitenta anos. Ela sempre foi uma ávida contratadora de jogadores de outros países. A seleção deles em 1962 era comandada pelo argentino Di Stefano e pelo húngaro Puskas. Que sempre apareceram entre os cinco maiores de todos os tempos. Então para o livre mercado gerar retorno são necessárias pelo menos cinco décadas.
Com este nível de argumentação tenho certeza ao dizer: pobre liberalismo, no Brasil você está fadado ao fracasso devido ao nível, ou falta de, dos seus defensores.
A declaração do infeliz está no mesmo nível do futebol científico dos soviéticos ou a jabulani testada em túnel de vento. Podem ser qualquer coisa, menos ter algo a ver com futebol.
O Sardenberg repetiu o que falou no jornal da globo esse dias. Numa conversa de boteco ninguém lhe levaria a sério.
Se a Espanha se abriu e foi campeã por isso, a Inglaterra que foi arregaçada pelo capital estrangeiro (russo) com venda de times e enxurrada de jogadores é que deveria ser a campeã.
Esse cara é muito ruim...
Quem dá ouvido a sofisma, ouve sofisma!
Nenhum dos dois textos explicita a realidade do futebol moderno mundializado e financeirizado.
Deixo aqui, Nassif, um texto que explica esse problema passado por clubes brasileiros, no momento em que impuseram ao futebol nacional o mesmo modelo de gestão dos europeus: empresarial focado no lucro imediato.
http://torcidaganhajogo.blogspot.com/2010/06/lenda-da-profissionalizacao-do-futebol.html
No mesmo blog há outros textos sobre o "Futebol Moderno", numa visão crítica à sua mercantilização, em oposição a ambos os textos.
Se quiser usar no seu blog tá liberado e fico até grato. Abraço.
Essa tese maluca só teria a minima validade se fose apenas com o futebol.
O Problema é que a Espanha vem se dando bem em vários esportes, o futebol em evidência é claro.
Como diz o próprio Estadão:
http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,copa-do-mundo-consagra-cresc...
Essa mistura de alhos e bugalhos é a mais pura simplificação de algo totalmente complexo que é a economia.
Copa do Mundo consagra crescimento da Espanha como potência esportiva Para jornalistas espanhóis, há um consenso que as Olimpíadas de Barcelona, em 1992, mudaram a mentalidade do país.
A conquista da Copa do Mundo pela Espanha é uma consagração não só do futebol, o esporte mais popular e mais praticado no país, como também coroa um período de excelência esportiva espanhola.
Ao longo dos últimos dez anos, a Espanha viu surgir ídolos e campeões em diversas modalidades. Na Fórmula-1, esporte de pouca tradição no país, a Espanha revelou Fernando Alonso, bicampeão em 2004 e 2005.
No tênis, os espanhóis viram o início da era Rafael Nadal. Desde 2008, o espanhol alterna-se na primeira posição do ranking masculino com o suíço Roger Federer. No basquete, os espanhóis foram campeões mundiais em 2006, o primeiro título da história do país.
Em esportes olímpicos, a Espanha também deu um salto, desde que sediou o evento em Barcelona, em 1992. Até então, o recorde de medalhas olímpicas do país eram seis em uma só edição, com apenas um ouro. Desde 1992, quando os espanhóis conquistaram 22 medalhas, a média subiu para 17 medalhas por edição.
A Espanha ainda não é uma potência olímpica, mas já soma 29 medalhas de ouro nas últimas cinco edições. Nas 15 olimpíadas anteriores que disputou, a Espanha somava apenas cinco medalhas de ouro.
A consagração, no entanto, veio no futebol. A Espanha já esteve entre as favoritas em outros torneios, mas nunca havia conquistado um grande título, até a Eurocopa de 2008, quando bateu a Alemanha na final, por 1 a 0.
A conquista da Copa do Mundo é vista como a mais importante da história do esporte nacional, já que o futebol se destaca na preferência da população.
Olimpíadas
Alguns jornalistas espanhóis ouvidos pela BBC Brasil afirmam que entre os espanhóis há um consenso que confirma que o ponto de virada do esporte nacional foram as Olimpíadas de 1992, em Barcelona. Desde que a cidade espanhola sediou o evento, a infra-estrutura de esportes do país ganhou investimentos e passou a produzir resultados.
"Tudo começou em Barcelona. Se fez um plano para ajudar a atrair pessoas para o esporte. Desde então, a Espanha vem assistindo ao surgimento dos seus melhores atletas em todos os tempos", afirmou à BBC Brasil Carlos Bustillo, da rádio madrilhena Cadena Ser.
A Espanha investiu bastante não apenas na criação de estádios, centros de treinamento e campos, como também em desenvolvimento de atletas, com bolsas e investimento em clubes esportivos.
Os primeiros resultados vieram no tênis ainda nos anos 1990, quando Carlos Moyá e Arantxa Sánchez Vicario se tornaram os primeiros espanhóis a liderar os rankings mundiais do esporte.
Para Dario de la Peña, espanhol que trabalha para a mexicana OTI, os investimentos em esportes mudaram a mentalidade do país diante dos esportes.
"A partir de um sistema novo, tudo mudou no país. E a partir disto, estamos agora vendo o fruto de todos estes investimentos", afirmou ele à BBC Brasil.
Carlos Saéz, da rádio Cadena Cope, de Madri, afirma que a Espanha não teria conseguido colher os resultados se não tivesse colocado muito dinheiro nos esportes, e que a visão nacional só mudou a partir das Olimpíadas.
"As Olimpíadas de Barcelona foram o momento mais importante da história do esporte nacional, pelo número de medalhas e pelo investimento em esportes", disse ele à BBC Brasil. "Foi a partir dali, que na Espanha se passou a pensar que esportes é algo mais do que apenas entretenimento, mas que poderia ser algo a mais para a cultura espanhola." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Eles esqueceram de citar que o futebol europeu virou uma grande lavanderia de dinheiro supeito, a Máfia Russa que o diga.
Não citaram também a manipulação de resultados pelas grandes casas de apostas, fato mais que comprovado.
Acho que deveríamos começar a importar comentaristas com mais honestidade intelectual.
Se fosse por isso outros países europeus, que exportam jogadores de todos os confins do mundo como Itália e Inglaterra, eram para ter tido grande sucesso na Copa ou a própria Espanha já deveria ter obtido resultados relevantes nas Copas anteriores.
e o desemprego na Espanha ?? O liberalismo levou 70 anos pra ganhar a copa !
Sobre o assunto este é um artigo interessante:
http://yaleglobal.yale.edu/content/world-play-soccer-takes-globalization?utm_source=newsletter1&utm_medium=email&utm_campaign=YGNewsletter
Sardenberg é ótimo para umca conversa de bar ou então naquele canalzinho de tv.
O "Sarna & Berne", como está sendo chamado por aí, precisa decidir se a importação fez bem a Espanha ou fez bem a Itália e Inglaterra...
As teorias contorcionistas do "brilhante" comentarista para esconder números bons e ressaltar némeros ruins de Lula é hilária.
A entonação da sua fala lembra aquele cara que está cansado, de ter que falar, todo dia, o que até ele sabe que é tragicômico... Mas deve ter um belo salário... e isso conta...
Parafraseando o Romário: o Sardenberg calado é um poeta. Ou, simplesmente como diz um filósofo de pé de calçada: o Sardenberg é gaitoso (de gaitar, falar nordestino que significa rir de alguém desengonçado).
P.S. O (a?) Leosphera sintetizou tudo. Perfeito.
Nem o João Amazonas tinha um discurso tão redondinho.
É incrível a semelhança existente entre a forma de pensar da nova direita e a da velha esquerda. Usam o mesmo esquemão para explicar tudo. O que não entra por bem, entra por mal.
A matriz dessa turma toda - Sardemberg, João Amazonas, etc. - é o discurso religioso. No fundo, são todos carolas enrustidos.
"O sucesso da seleção espanhola, a Fúria (*), demonstra como é correta a tese favorável aos mercados abertos."
Onde entra nessa "demonstração" toda a crise que vem ocorrendo desde 2008?
Sardenberg inaugura o milagre de um novo mundo ideal (sem uma lei de conservação para atrapalhar): Trabalhadores milionários em empresa falidas.
Pois é Nassif,
Será falta de assunto? O que o Sardenberg tem que falar de futebol ??
É interessante ver que todas as matérias da PLIM-PLIM (seja no rádio, TV ou internet) fazem referencia a como as outras seleções têm conseguido feitos incríveis, como os técnicos são competentes, ou como os clubes são organizados, como uma forma de desvalorizar o nosso futebol, os nossos técnicos e a nossa organização.
Bom, mas não poderia-se esperar muito mais de um comentarista que apenas retransmite opiniões ouvidas dos ditos "especialistas"... outro dia ouvi uma matéria sobre um estudo da FGV a respeito da análise do projeto brasileiro para a Copa 2014. Como toda análise de projetos eles fizeram um estudo usando as 9 áreas de conhecimento de projetos: integração, escopo, tempo, custo, qualidade, aquisições, RH, comunicações e risco.
Um estudo que prometia ser muito interessante explorar, pois usa as melhores metodologias de gerenciamento de projetos para analisar a copa do Brasil. Ao invés de "cavar" mais informações sobre o estudo com o entrevistado, tudo o que se ouviu foi "Qual o risco ? De o governo não liberar as licitações à tempo ?"... como se um projeto dessas dimensões só tivesse um risco... como se não fosse interessante mostrar as demais considerações do estudo... como se o ouvinte fosse idiota e precisasse ser massificado com a mensagem de que o governo brasileiro seria ineficiente para gerir um projeto dessa dimensão...
É, Nassif, para os nossos COLONISTAS do PLIM-PLIM a grama lá fora é muito verde e a nossa já estaria mais do que queimada...
E viva a desinformação!!
Nassif e amigos,
Não me tomem como intolerante ou antidemocrático, mas as opiniões desse Sardenberg não valem um zero X zero em jogo da terceira divisão de alguma pequena cidade brasileira ou província menor da Espanha. O cara é a voz oficial da bobagem, não importa qual seja o tema.
Aliás, a presença de Sardenberg nos jornais da Globo News é um mistério. Comenta mal, pergunta errado, fala mal e tem imagem desgraciosa. Mas está lá, firme e forte.
abraços
Henrique Marques Porto
Henrique, Henrique,
é para fazer contraponto ao genial Merval Pereira, percebe?
Putz
Fui.
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