A carta de Obama para Teerã

Por Assis Ribeiro

No Resisitir.info

A Carta Secreta de Obama para Teerão: A Guerra contra o Irão está Suspensa? – "A Estrada para Teerão passa por Damasco"

por Mahdi Darius Nazemroaya [*]

New York Times anunciou que a administração Obama tinha enviado uma carta importante aos dirigentes do Irão a 12 de Janeiro de 2012. [1] A 15 de Janeiro de 2012 o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reconheceu que a carta tinha sido entregue a Teerão através de três canais diplomáticos: 

1) uma cópia foi entregue ao embaixador iraniano nas Nações Unidas, Mohamed Khazaee, pela sua equivalente norte-americana, Susan Rice, em Nova Iorque; 
2) uma segunda cópia da carta foi entregue em Teerão pela embaixadora da Suíça, Livia Leu Agosti; e 
3) uma terceira cópia partiu para o Irão através de Jalal Talabani, do Iraque. [2] 

Na carta, a Casa Branca expunha a posição dos EUA, ao passo que responsáveis iranianos afirmaram que ela constitui um sinal do real estado das coisas: os EUA não podem dar-se ao luxo duma guerra contra o Irão. 

Da carta, escrita pelo presidente Barak Hussein Obama, constava um pedido norte-americano para o início de negociações entre Washington e Teerão visando colocar um termo às respectivas hostilidades. 

"Na carta, Obama anunciava a disponibilidade para negociações e a resolução de desacordos mútuos", declarou Ali Motahari, um negociador iraniano, à agência noticiosa Mehr. [3] De acordo com outro negociador iraniano, desta feita o vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento do Irão, Hussein Ebrahimi (Ibrahimi), a carta prosseguia solicitando a cooperação e negociações do Irão com os EUA baseadas nos respectivos interesses mútuos. [4] 

A carta de Obama procurava igualmente assegurar Teerão de que os EUA não se envolveriam em quaisquer acções hostis ao Irão. [5] De facto, em simultâneo o Pentágono cancelou ou adiou grandes exercícios conjuntos com Israel. [6] Para os iranianos, porém, estes gestos são desprovidos de significado, dado que os actos da administração Obama têm sido sempre contrários às respectivas palavras. Mais amplamente, o Irão está persuadido de que os EUA não atacaram apenas porque sabem que os custos de uma guerra com semelhante oponente são demasiado elevados e as respectivas consequências demasiado arriscadas. 

Todavia, isto não significa que um conflito aberto Irão-EUA tenha sido evitado ou que não possa acontecer. As correntes podem levar em qualquer direcção, por assim dizer. Nem tão-pouco impede que a administração Obama esteja já a conduzir uma guerra contra o Irão e os respectivos aliados. De facto, os blocos de Teerão e de Washington têm prosseguido uma guerra fantasma que se prolonga da arena digital e das ondas televisivas até aos vales do Afeganistão e às agitadas ruas de Bagdad. 

A guerra contra o Irão começou há vários anos 

A guerra contra o Irão não começou em 2012 ou sequer em 2011. A revista Newsweek chegou ao ponto de afirmar num título de página em 2010: "Assassínios, ataques cibernéticos, sabotagem ¯ será que a guerra contra o Irão já começou?" A guerra real pode bem ter começado em 2006. Em vez de atacarem o Irão directamente, os EUA iniciaram uma guerra encoberta e através de proxies. As dimensões secretas da guerra têm sido travadas através de agentes infiltrados, ataques cibernéticos, vírus informáticos, unidades militares secretas, espiões, assassinos, agentes provocadores e sabotadores. O rapto e o assassínio de cientistas iranianos que teve início há vários anos é uma parte constituinte desta guerra encoberta. Nesta "guerra sombra" vários diplomatas iranianos em Bagdad têm sido vítimas de sequestros e cidadãos iranianos em visita à Geórgia, à Arábia Saudita e à Turquia foram detidos ou raptados. Vários responsáveis sírios e importantes figuras palestinianas, bem como Imad Fayez Mughniyeh [dirigente do Hezbollah libanês], foram também assassinados. 

A guerra por proxies começou em 2006, quando Israel atacou o Líbano com a intenção de expandir a guerra em direcção à Síria. O caminho para Damasco passa por Beirute, do mesmo modo que Damasco está na rota para Teerão. Depois do falhanço de 2006, e compreendendo que a Síria era o ponto fulcral do Bloco de Resistência, dominado pelo Irão, os EUA e os seus aliados passaram os cinco ou seis anos subsequentes a tentarem separar a Síria do Irão. 

Os EUA combatem igualmente o Irão e respectivos aliados na frente diplomática e na económica, através da manipulação de organismos internacionais e de estados satélites. No contexto de 2011-12, a crise na Síria constitui ao nível geopolítico uma frente da guerra conta o Irão. Até mesmo os exercícios conjuntos norte-americanos e israelenses "Austere Challenge 2012" e a correspondente deslocação de tropas visaram primordialmente a Síria enquanto forma de combater o Irão. 

A Síria no centro da tempestade 

O que Washington está a levar a cabo consiste em exercer pressão psicológica sobre o Irão como maneira de o distanciar da Síria, de forma que os EUA e as suas legiões possam desferir o golpe mortal. Até ao começo de Janeiro de 2012 os israelenses têm estado em permanente preparação para o lançamento da invasão da Síria, numa repetição da iniciativa de 2006, enquanto os EUA e a UE têm continuadamente tentado chegar a um arranjo com Damasco, de forma a separá-la do Irão e do Bloco de Resistência. Todavia, os sírios têm persistentemente recusado esses avanços. 

Foreign Policy, a revista do Conselho de Relações Externas (Council on Foreign Relations) norte-americano, publicou um artigo em Agosto de 2011 expondo o que era a visão do rei Saudita acerca da Síria no contexto do ataque ao Irão: "O rei sabe que à parte o colapso da própria República Islâmica, nada enfraquecerá mais o Irão do que a perda da Síria". [7] 

Tenha esta afirmação sido genuinamente proferida ou não por Abdul Aziz Al-Saud, a respectiva concepção estratégica é representativa das razões para visar a Síria. O próprio conselheiro de segurança de Obama disse a mesma coisa, poucos meses depois de a notícia da Foreign Policy ter sido publicada, em Novembro de 2011. O conselheiro de segurança nacional [Thomas E.] Donilon garantiu num discurso que o "fim do regime de Assad constituiria o maior inconveniente regional para o Irão ¯ um golpe estratégico que alterará o equilíbrio de poder na região contra o Irão." [8] 

O Kremlin também produziu afirmações que corroboram a ideia de que Washington pretende separar a Síria do aliado iraniano. Um alto responsável russo para assuntos de segurança anunciou que a Síria está a ser punida pela sua aliança com o Irão. O secretário do Conselho Nacional de Segurança da Federação Russa, Nikolai Platonovich Patrushev, declarou publicamente que a Síria está submetida à pressão de Washington devido aos interesses geoestratégicos apostados na quebra dos seus laços com o Irão, e não em virtude de quaisquer preocupações humanitárias. [9] 

O Irão também deu sinais de que, no caso de os sírios serem atacados, não hesitaria em intervir militarmente em seu apoio. Washington não pretende esse curso de eventos. O Pentágono preferiria engolir a Síria primeiro, antes de dirigir a sua atenção plena e indivisa para o Irão. O seu objectivo consiste em superar cada obstáculo à vez. Não obstante a doutrina militar norte-americana acerca da prossecução de guerras simultaneamente em vários teatros de operação, e de toda a correspondente literatura do Pentágono, a verdade é que os EUA não estão preparados para suportarem uma guerra regional convencional simultaneamente contra o Irão e contra a Síria, menos ainda para o risco duma guerra estendida aos aliados russo e chinês do Irão. 

O caminho para a guerra, porém, está longe de ter chegado ao fim. Por enquanto, o governo norte-americano terá de continuar com a "guerra sombra" contra o Irão, enquanto intensifica as guerras mediática, diplomática e económica.

20/Janeiro/2012

NOTAS 
[1] Elisabeth Bumiller et al., "US sends top Iran leader warning on Hormuz threat," The New York Times,12/Janeiro/2012. 
[2] Mehr News Agency, "Details of Obama's letter to Iran released," 18/Janeiro/2012. 
[3] Ibid. 
[4] Ibid. 
[5] Ibid. 
[6] Yakkov Katz, "Israel, US cancel missile defence drill" Jerusalem Post, 15/Janeiro/2012. 
[7] John Hannah, "Responding to Syria: The King's Statement, the President's hesitation," Foreign Policy,9/Agosto/2011. 
[8] Natasha Mozgovaya, "Obama Aide: End of Assad regime will serve severe blow to Iran," Haaretz,22/Novembro/2011. 
[9] Ilya Arkhipov e Henry Meyer, "Russia Says NATO, Persian Gulf Nations Plan to Seek No-Fly Zone for Syria,"Bloomberg, 12/Janeiro/2012.

[*] Sociólogo, autor premiado e investigador associado do Centre for Research on Globalization (CRG), Montreal. Está especializado em questões do Médio Oriente e da Ásia Central. Tem contribuído para discussões relativas ao Grande Médio Oriente em numerosos programas internacionais e em estações televisivas tais como a Al Jazeera, a Press TV e a Russia Today. Escritos seus foram publicados em mais de dez idiomas. Escreve para a Strategic Culture Foundation, SCF, Moscovo. 

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=28736 . Tradução de JCG. 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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20 comentários
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Ivan Moraes

Nao eh o que parece, gente.  Eh um golpe neocon perto da perfeicao.  Todos os americanos acreditarao.  So que esta superarquitetado demais pr0 meu gosto.

Simultaneamente temos

1-uma carta de Obama para o Iran pedindo mais "negociacao" que nunca terminara, mostrando o bom, excelente esforco que os EUA esta fazendo pra evitar guerra (coisa mais acreditavel do mundo, ne?  Note se o cinismo do "respectivas hostilidades" no texto.)

2--o Iran dizendo que a carta mostra sinal do pouco desejo americano de entrar em guerra

3-a carta "secreta" vazada para a media mostrando Obama e posicao de ser atacado pela extrema direita

4-zero mencao a energia nuclear, zero mencao ao "desenvolvimento" da bomba, zero mencao a Israel -que esta por traz disso.

Alguem alem de mim ta vendo como e porque esse "evento" foi cuidadosamente arquitetado?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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é, que na verdade, se trata de uma carta anônima!!!

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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RafaBB

Ivan, eles vão precisar de uma false flag. O caso está coberto por uma neblina densa, como o Iraque esteve entre 1998 e 2000 (alguem se lembra da Madeleine Albright?).

O fato é quando isso vai acontecer, mas o principal a se observar é que será uma guerra contra um país e não uma guerra para caçar "terroristas". A questão é muito dificil pra eles, tanto os americanos como israelenses.

 

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Que as cartas, junto aos escritos levem uma pequena e simbólica bandeira: a BRANCA, da PAZ !

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Bruno Aguiar Santos

"Para os iranianos, porém, estes gestos são desprovidos de significado, dado que os actos da administração Obama têm sido sempre contrários às respectivas palavras."


De fato, triste decepção. Muito teatro, e as ações mostram um branco neoliberal comum, só difere dos republicanos pelos discursos. Não sei se ele de fato é amarrado pelo Congresso ou se ele continua feliz no clima red scare.

 
 
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Raí

Até acredito, que no fundo, o Pres. Obama gostaria de uma solução pacífica, para esta questão com o Irã, porem há "fôrças ocultas"demais no Pentágono, que o impedem de prosseguir as negociações ora iniciadas, através destas cartas, ao governo iraniano.


Tanto é assim, que o seu próprio negociador, que foi enviado pelo Depto de Estado,à Europa, para negociar um embargo ao Irã, teve suas ações diplomáticas desconsideradas, e um grande grupo de países europeus, liderados pela França,acaba de conseguir um acôrdo pelo qual, quase todas as nações europeias deixarão de comprar petróleo iraniano, levando o Irão a uma contra-ofensiva diplomática de retaliação, ao ameaçar impedir a passagem dos petroleiros vindo do Oriente Médio, pelo Estreito de Ormuz, o que impediria o tráfego daquelas embarcações condutoras do petróleo necessário ao mundo ocidental.


A reação iraniana, é na medida da compreensão diplomática, é uma retaliação perfeitamente admissível, nestas circunstancias. Restam aos Estadistas ora chamados para a mesa de conversação, via pedido por carta do Pres.Obama a diplomatas extrangeiros, e ao governo iraniano, resolver estas arestas e selarem uma convivencia pacífica. 

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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M L

Até hoje não entendo porque deram um nobel da paz para o Obama. So falta agora concederam a Havelange, com o apoio de sua fantastica ordem da Filosofia.

 

 

 

 Maria Luisa

 
 
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Assis Ribeiro

Será igual a tal carta enviada por Obama ao Brasil pedindo intermediação no caso Irã/desenvolvimento nuclear?

 

Assis Ribeiro

 
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Ivan Moraes

"Será igual a tal carta enviada por Obama ao Brasil pedindo intermediação no caso Irã/desenvolvimento nuclear?":

Nao, aquela foi real.  A do caso em questao agora eh trama neocon, e Obama nao escreveu nem necessariamente sabia da existencia dela.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Raí

Assis, aquela "carta" existiu e foi escrita pelo Pres. Obama, e entregue à diplomacia brasileira, para ser entregue às autoridades iranianas, pelo Chanceler Celso Amorim, pois aquele diplomata, tinha fácil acesso e bom conceito junto ao governo iraniano.
Aquela representação diplomática feita em conjunto com o tambem Ministro das Relações Exteriores da Turquia, só não obteve o sucesso desejado, pela fôrça contrária, usada pelos adversários da teocracia iraniana.
Esta nova carta, que parece ter saído, não do Depto de Estado norte-americano, e sim diretamente da Casa Branca, é mais uma tentativa desesperada do Presidente americano, de amenizar o baixo índice de satisfação com sua política externa, por parte da comunidade internacional.
Todos sabemos que o Irã está investindo maciçamente em energia nuclear, para fins pacíficos, e é claro, tambem para defender-se dos agressores, que não aceitam que uma nação de médio porte, tenha autonomia e destemor, pelas ameaças à sua soberania.
Se Israel pode desenvolver armas nucleares, com nítidas intenções belicistas, porque seus ameaçados visinhos, não podem ?

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Francisco Ernesto Guerra

Que a CIA e o Mossad são organizações terroristas já sabemos, as vezes agem em conjunto e as vezes separadamente.

Se considerarmos que há sinceridade na carta de Obama, então a CIA está agindo a revelia do presidente, algo que não podemos descartar. Lembremos do jornal judaico de Atlanta claramente pede o assassinato de Obama:  http://www.cessarfogo.com/2012/01/jornal-judeu-dos-eua-sugere-que-mossad... o que demonstra a insatisfação de parcelas do sionismo com a postura de Obama.

Por outro lado, tudo isso, a carta de Obama, as manifestações de descontamento de sionistas, inclusive brasileiros (Caio Blinder), pode ser apenas um hoguinho de cena e tentativa de iludir aqueles que defendem a paz. Não podemos nos esquecer da "sacanagem" feita por Obama contra Lula e Erdogam, no episódio do acordo de enriquecimento de urânio.

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Enquanto Teerã não explodir sua bomba as hostilidades não cessarão. Bandidos - pouco importa se individuais ou mesmo nações bandidas - não poem a cara onde há algum tipo de risco, salvo se em estado de desespero, o que é raro. Mas, se encontrar mole... ohhhh se lambuza todo!

 
 
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Fr@ncisco

Na dúvida, perguntem a Lula:


Carta de Obama vale tanto quanto assinatura do Zé Bolinha, registrada em cartório.


 

 
 
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Ana Cruzzeli

 Dizem que o Obama está se esquivando das cobras pelo caminho. Deu a Libia para assegurar conter a sede de sangue dos israelenses.

 Isso é dificil de acreditar, afinal Israel sempre teve problemas ali mais perto e não engole a revolução islamica no Irã desde sempre.

 O Obama está sim construindo a guerra contra o Irã, só que ele sabe que ao contrário dos outros paises invadidos pelos EUA, o Irã  é mais dificil. Depois do avião drone¨ derrubado¨ isso ficou  bem claro.

 Se os EUA tivessem certeza que os iraneanos são frágeis em sua defesa com  toda a certeza a invasão já tinha acontecido faz tempo. O Obama está comendo pelas beiradas e realmente a invasão no Irã depende de DAMASCO. Só que Damasco não é como a banana, é meio azeidinha, vai ser mais dificil, os russos que o digam.

  

 
 
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drigoeira

Esta carta é um perfeito boi de piranha.

 
 
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Almeida

Por falar no Resistir, de sua página vem a informação sobre a frase um dos candidatos presidenciais nas eleições americanas:

"O assassinato de cientistas iranianos é uma coisa maravilhosa".

Rick Santorum vocaliza o que a elite dominante do EUA pensa mas não diz. Ele vai mais adiante e estende a ameaça até os cientistas russos. Parece querer ressucitar a Guerra Fria de forma a torná-la quente. Os trogloditas dominam o cenário político americano e já fazem escola por aqui. O Marechal Alckmin, o Duque do Pinheirinho, que o diga.

 

Almeida

 
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Ivan Moraes

Nao falei que Israel estava atraz disso?  Por sinal, existem zero provas que o Iran esta "desenvolvendo" bombas atomicas na usina.  Zero.  Nenhuma.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Reginaldo Gomes

"...Aproximadamente três bilhões de seres humanos em todo o mundo vivem com menos de 2,5 dólares por dia; e mais de um bilhão de seres humanos não comem sequer uma refeição suficiente, e regularmente, por dia. 40% das populações mais pobres do mundo partilham apenas 5% da renda global. E 20% dos mais ricos do mundo dividem entre eles 75% da renda global total. Mais de 20 mil crianças inocentes e pobres morrem diariamente no mundo, por causa da pobreza. 80% dos recursos financeiros dos EUA são controlados por 10% da população dos EUA; 90%  da população tem de sobreviver com apenas 20% desses recursos.  

Quais as causas e as razões que subjazem por trás dessas desigualdades? Como se pode remediar tal injustiça?

Os que dominam e comandam os centros do poder econômico global culpam ou o desejo do povo por religião e a busca por trilhar o caminho dos divinos profetas, ou a fraqueza das nações, ou o mau desempenho de grupos de indivíduos. Afirmam que só o que aqueles mesmos centros do poder econômico global pensem, decidam e prescrevam poderia salvar a humanidade e a economia mundial.

Caros colegas e amigos

Não lhes parece que as causas-raiz desses problemas devam ser procuradas na ordem que hoje domina o mundo, ou no modo como o mundo é governado? 

Gostaria de chamar a gentil e atenta atenção de todos para as seguintes questões:

Quem arrancou à força dezenas de milhões de pessoas de seus lares na África e em outras regiões do mundo, durante o sombrio período da escravidão, fazendo daquelas pessoas vítimas da mais cega ganância materialista?

Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos, a todo aquele mundo? Quem ocupou terras e massivamente assaltou recursos naturais que eram patrimônio de outros povos, quem destruiu talentos e empurrou para a destruição os idiomas, as culturas e as identidades de tantos povos?

Quem deflagrou a primeira e a segunda guerras mundiais, que fizeram 70 milhões de mortos e centenas de milhões de feridos, de mutilados e de sem-tetos? 

Quem criou a guerra na península da Coreia e no Vietnã? 

Quem, servindo-se de hipocrisia e ardis, impôs os sionistas, durante 60 anos de guerras, destruição, terror, assassinatos em massa, na região do mundo onde ainda estão?

Quem impôs e apoiou durante décadas ditaduras militares e regimes totalitários em países da Ásia, da África e da América Latina?

Quem atacou com armas atômicas população indefesa e desarmada e guarda milhares de ogivas nucleares em seus arsenais?

Quais são as economias que dependem, para crescer, de criar guerras e vender armas?

Quem provocou e estimulou Saddam Hussein a invadir e impor guerra de oito anos contra o Irã? Quem o assessorou e equipou-o para que atacasse nossas cidades e nosso povo com armas químicas?

Quem usou os misteriosos incidentes de setembro 11 como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque – matando, ferindo, deslocando milhões de seres humanos de seus locais tradicionais de vida nos dois países –, exclusivamente para alcançar a ambição de controlar o Oriente Médio e seus recursos de petróleo?

Quem aboliu o sistema de Breton Woods e imprimiu trilhões de dólares sem qualquer lastro em ouro ou em moeda equivalente? Esse movimento desencadeou feroz inflação em todo o mundo, que serviu para facilitar a pilhagem de ganhos econômicos que outras nações tivessem.

Qual o país cujos gastos militares superam anualmente uma centena de bilhões de dólares, mais que todos os orçamentos militares de todos os povos do mundo, somados?

Qual, de todos os governos do mundo, é hoje o mais endividado? 

Quem domina os establishments da política econômica em todo o mundo?

Quem é responsável pela recessão econômica mundial, que hoje impõe suas pesadas consequências aos povos de EUA e Europa e de todo o planeta?

Que governos estão sempre prontos a bombardear com milhares de bombas outros países, mas sempre são lerdos e hesitantes, quando se trata de distribuir comida, para povos atormentados pela fome, como na Somália e em outros pontos?

Quem domina o Conselho de Segurança da ONU, ao qual caberia zelar pela segurança internacional?

E há outras dezenas de perguntas semelhantes e, para todas elas, as respostas são claras."

ÍNTEGRA no link abaixo:

24/09/2011: Discurso do presidente Ahmadinejad à 66ª Sessão da ONU

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/09/discurso-do-presidente-ahmadinejad-65.html

Re: A carta de Obama para Teerã
Re: A carta de Obama para Teerã
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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junior50

    Uma carta nestes termos e veiculada em um jornal como o NYTimes é apenas mais uma amostra de que a "guerra" já se iniciou, e no momento está, já há algum tempo, ainda restrita a apenas tres dimensões do espectro que compreende a guerra moderna: o 5. Virtual ou Cibernética e ao 6. Midia & Marketing 7. "cinza" secreta e opsis - psicológica/social. ( os demais são: 1. Terrestre 2.Naval 3. Aereo 4. Espacial). Aliás algumas coisas importantes que estão ocorrendo e irão ocorrer não se coadunam com o texto:


     1. O exercicio conjunto PineTree/Arrow/Patriot, a ser realizado entre USA e Israel, foi cancelado alegando-se em publico razões orçamentarias, papo-furado: foi cancelado devido a proposta americana de extensão do exercicio (destinado a defesa antiaérea e balistica) englobando os estados do Conselho de Cooperação do Golfo, o que foi recusado pelo gabinete de segurança de Israel, inclusive semana passada o Gen. Dempsey do CENTCOM esteve em Israel para tentar revitalizar o exercicio, e tentar explicar a membros do gabinete israelense a razão dos USA, terem fornecido ao CCG armamentos no "estado da arte", inclusive o sistema THADD que somente os USA possuem (recusaram até para a NATO).


      2. Os navios russos da Frota do Mar Negro, não estão estacionados ao largo de Tartus em excursão de pesca turistica.


       3. Sergey Lavrov - min.relações exteriores da Russia - declara sobre o recente fornecimento de armas e munições a Siria, na semana passada: " a Russia não é guiada por sanções unilaterais impostas por outros paises, e bloqueará qualquer tentativa ocidental de uso da força contra a Siria".


       4. 23/01/2012 - Jornal Kommersant (Russia) - informa a assinatura de um contrato de fornecimento de 36 jatos Yak-130 para a Siria, no valor de aprox. US$ 600 milhões, informação não confirmada ou desmentida pela Rosoboronexport.


        Esta "carta" é tipica operação tipo 6. Midia & Marketing, da qual o proximo e importanmte passo será desfechado no mês de fevereiro, quando  o Conselho dos Guardiões da Revolução Islamica (o topo do poder no Irã), irão colocar a publico quais os candidatos a candidato, entre mais de 6000 postulantes inscritos, foram autorizados a concorrer nas eleições legislativas iranianas, em 02/03/2012, os descontentes (não autorizados) farão barulho e a midia ocidental poderá reivindicar uma primavera iraniana, via facebook e twitter. Lembrem-se o buxixo que deu a apenas uma iraniana morta nos protestos de 2010, será um novo show de mkt anti Irã.


        É só aguardar. 

 

junior50

 
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RicardoKR

Na minha opniao tudo oq os EUA querem e q o Ira atkes seus navios,ou bloqueiem o estreito de Ormuz.

Pois isso ja da um casus Belic.

Porem oq preocupa e a russia dizendo nao deixaram o ocidente atakar a siria e Ira.

fazendo exercicios Militares na regiao do caucaso q fika perto do ira.

 

(talvez seja a guerra Fria de volta)

apesar de eu achar q as armas atomicas garantem a Paz,pois senao,ja estariamos na 4guerra mundial.

 

porem quando a 3 chega nao havera a 4 .(nos tempos de hoje)

eu sinceramente nao gostaria q O Ira obte-se as armas nucleares pelo principio dos Radicais islamicos esses sao lunaticos,apesar do Ira nao ter ligamentos com eles(pelo q se noticia)

O Inimigo do meu Inimigo,e meu Amigo,e pode se tornar um pretexto para q essa armas caiam em maos de terroristas fundamentalistas q atcam a populaçao sem Pena.

 

segundo o principios deles,e acabar com os Imperialisas,e converter o Mundo em so uma religiao q eles acham a verdadeira o Isla.(os Fundamentalistas)

 
 

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