A carga tributária e o PIB

Atualizado às 7h53, com comentário do autor do artigo

É um caso evidente de inversão das relações de causalidade, o estudo abaixo do IPEA. Na prática, acontece o seguinte:

1. Há uma demanda por gastos públicos.

2. Quando o PIB cresce, aumenta a arrecadação nominal, sem afetar a relação receita/PIB.

3. Quando o PIB cai, cai a arrecadação nominal. Para dar conta dos encargos, pressões por gastos e juros, o governo aumenta a carga tributária.

Carga tributária reduz crescimento do País - economia - Estadao.com.br

Segundo pesquisador do Ipea, aumento de 1% na arrecadação reduz o PIB em até 3,8% no longo prazo

23 de abril de 2011 | 0h 00

Renato Andrade / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O aumento do volume dos impostos cobrados dos brasileiros funciona como um freio para o crescimento econômico. A conclusão é do economista Adolfo Sachsida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsável por um estudo inédito sobre a relação entre a carga tributária e seus efeitos sobre o Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o economista, o aumento de 1% da carga de tributos reduz o PIB, no longo prazo, em até 3,8%. O efeito negativo também pode ser sentido no curto prazo. Nesse caso, a mesma elevação do peso dos impostos provoca uma desaceleração de 0,42% na economia. Por se tratar de um estudo econométrico, que mede apenas a relação entre variáveis econômicas, não há uma definição sobre em quantos anos, exatamente, esse efeito é sentido.

"Mais importante do que a magnitude da redução do PIB, é o indício de que a carga tributária está se colocando como um obstáculo ao crescimento de longo prazo da economia brasileira", argumenta Sachsida.

Os resultados foram apurados pelo economista ao analisar o comportamento trimestral da carga tributária e do PIB entre 1995 e 2009. Nesse período, o volume dos impostos pagos pelos brasileiros passou do equivalente a 27,4% do PIB para 34,4%. A economia brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano nesse intervalo. Ao cruzar os dados, Sachsida encontrou uma forte correlação negativa entre os dois movimentos, ou seja, os indicadores analisados variaram em direções opostas.

"Primeiro passo". O economista pondera que o trabalho é apenas um "primeiro passo" na análise da relação entre carga tributária e desempenho econômico. "Mais importante do que a magnitude dos efeitos estimados, é o fato de termos obtido indícios dos impactos deletérios da atual carga tributária brasileira sobre o crescimento econômico de longo prazo do País", diz Sachsida.

Para o pesquisador do Ipea, a conclusão "óbvia" do estudo é que a redução da carga tributária teria potencial para "dinamizar" o crescimento econômico brasileiro, sobretudo, de longo prazo.

A arrecadação federal no primeiro trimestre deste ano bateu mais um recorde. No período, os contribuintes recolheram aos cofres públicos R$ 226,2 bilhões em impostos e contribuições, um aumento real de 11,96% em relação ao valor apurado nos primeiros três meses de 2010.

No ano, a arrecadação de impostos já está R$ 35,7 bilhões superior ao registrado no primeiro trimestre de 2010. Somente em março, a Receita recolheu quase R$ 71 bilhões em tributos.

Por Adolfo Sachsida

Caro Nassif,

Uma vez mais agradeço por seu interesse em meu trabalho. Abaixo segue minha resposta (tal como publicada em meu blog).

No dia 16 de março de 2011 eu publiquei o artigo "Como os impostos afetam o crescimento econômico" no site "Brasil, Economia e Governo". No último sábado, o Estadão fez uma matéria sobre o artigo.

O artigo foi então comentado pelo Luis Nassif. Nassif discorda de meu artigo propondo a seguinte explicação:

"É um caso evidente de inversão das relações de causalidade, o estudo abaixo do IPEA. Na prática, acontece o seguinte:
1. Há uma demanda por gastos públicos.
2. Quando o PIB cresce, aumenta a arrecadação nominal, sem afetar a relação receita/PIB.
3. Quando o PIB cai, cai a arrecadação nominal. Para dar conta dos encargos, pressões por gastos e juros, o governo aumenta a carga tributária
".

Para Nassif a relação de causalidade é do PIB para a carga tributária, e não o contrário (como proposto por mim). Honestamente acredito que Nassif esteja equivocado. Mas vamos por pontos:

1) Em teoria Nassif pode estar certo. Contudo, quase tudo é possível em teoria. É por isso que os pesquisadores, na esmagadora maioria das vezes, estão interessados no que é provável (e não no que é possível). Por exemplo, é possível que alguém ganhe 5 vezes seguidas na mega-sena. Contudo, isso não é provável. Em ciência ocorre o mesmo.

2) Nassif propõe que "Quando o PIB cai, cai a arrecadação nominal. Para dar conta dos encargos, pressões por gastos e juros, o governo aumenta a carga tributária". Ou seja, ele propõe que a carga tributária seja contra-cíclica. Novamente, em teoria, quase tudo é possível. Mas será mesmo que isso faz sentido? Carga tributária contra-cíclica quer dizer que o governo AUMENTA a carga tributária quando a economia esta em RECESSÃO!!! Ou seja, pelo argumento de Nassif, o governo aumentaria os impostos quando a economia estivesse em crise.

3) Os gastos públicos podem ser contra-cíclicos. Afinal, alguns gastos públicos (tal como o seguro-desemprego) claramente aumentam em épocas de recessão. Tais gastos são conhecidos em economia como estabilizadores automáticos (pois aumentam durante épocas de crise, e diminuem em fases de crescimento econômico, tentando estabilizar a demanda agregada). Mas dizer que a carga tributária seja contra-cíclica é justamente dizer que o governo PIORA a intensidade da crise (não que eu discorde disso...:) em vez de atenuá-la.

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52 comentários
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JB Costa

O economista frisa bem "há indícios", ou seja, por enquanto há apenas uma correlação inversa  dos índices envolvendo a elevação da carga tributária e o crescimento. 

Obviamente que o Estadão se apega em qualquer coisa que vá ao encontro do seu perfil ideológico. E impostos é uma palavra maldita para um liberal que se preze. 

Acho que seria também bem vindo um estudo acurado acerca da equação custo/benefícioenvolvendo os impostos que pagamos. 

 
 
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aliancaliberal

Quem precisa de estudo e quem não usa um hospital publico, nossos "burgueses socialistas" não sabem da realidade do nosso país.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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JB Costa

Burgueses capitalistas + burgueses socialistas = 0

Noves fora o AL. 

 
 
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aliancaliberal

Burguese capitalistas +10(produzem) - burgueses socialistas -10( parasitam) = 0 

 

"Os comunistas sempre souberam chacoalhar as árvores para apanhar no chão os frutos. O que não sabem é plantá-las"Roberto Campos.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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DanielQuireza

Se voce não sabe, com relação à saúde, o setor público é muito mais eficiente que o setor privado no Brasil.

 

@DanielQuireza

 
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aliancaliberal

Então deve ser por isso que Dilma vez o tratamento dela em hospital privado para ajudar a melhorar a imagem dos hospitais privados.

Deve ser por isso que Lula mandou um aviao da FAB pegar o presisdente do paraguai para se tratar em um hospital privado no Brasil.

Deve ser por isso que os funcionarios do ministério da saude tem plano de saude pago pelo contribuinte ao custo de 200 milhões de Reais por ano.

Como disse deve ser para melhorar a imagem mesmo.

Somente quem não é "vitima" dos serviços do estado o defende.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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DanielQuireza

Meu caro anonimo, voce realmente não sabe o que é eficiencia ou finge que nao sabe ? Eficiencia é custo/benefício não significa que é melhor em todos os níveis. Claro que dependendo do tratamento, para quem tem recursos, é melhor a iniciativa privada. O que não muda a maior eficiência, volto a dizer, do sistema público.

 

@DanielQuireza

 
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Alexandre Weber - Santos -SP

Penso que eficiência no governo é difícil de definir, mas não eficiência, no varejo e no atacado, é ler os diários oficiais do Brasil, está lá com todas as letras a definição de desperdicio e mau gerenciamento da coisa pública.

 

Follow the money, follow the power.

 
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Mauricio Carneiro

Gostaria de saber como é medida a eficiência do sistema de saúde tanto o público quanto o privado. E comparativamente o que segue o que é um "tratamento" indicado. Não adianta por exemplo dizer que um paciente ortopédico é atendido na rede pública ao custo de R$ 20,00 e na rede privada ao custo de R$ 200,00 se na rede pública ele não recebeu o tratamento mais indicado. Fato é minha experiência como usuário do serviço público de saúde me mostrou que ele é ineficiente no sentido em que me faz perder muito tempo e não ter o tratamento adequado e a tempo.

 
 
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Luis Alberto

Sr Daniel,

É inacreditável sua afirmação, a de que o sistema público de saúde é mais eficiente que o privado. Não vou nem lhe sugerir que assista ao Globo Reporter de há algumas semanas. A este qualquer cidadão comum, sem muita instrução teve acessso. Vou lhe relatar um caso pessoal. Sou de Campinas, há 5 anos, eu tinha condições de pagar um plano de saúde para meus pais. Nesta época, meu pai foi diagnosticado com um linfoma, morreu dignamente num hospital privado em Campinas, o Centro Médico, num leito descente, tendo a disposição os medicamentos mais caros da época, o Mabitera, que precisava tomar a cada 30 ou quarenta dias que custava 8.000 a dose. Atualmente, não tenho mais possibilidades de pagar plano de saude e miinha mãe teve um AVC. Foi internada pelo SUS no hospital da PUC. Quando ele chegou la o tomografo esta quebrado, teve que ser deslocada para a Unicamp para fazer a tomografia e eu, presenciei médicos brigando e prorrogando o chamado da ambulancia que a deslocaria até a Unicamp por não entrarem em acordo de quem pagaria o descolamento. Depois a tomografia foi inconclusiva e solicitaram uma angioarteriografia... Adivinhe:  Não tinham equipamento  e dada a urgencia, eu e minha familia decidimos tirala de la para fazer o exame particular (2.000 reais). Quando propus que pagaria o exame sem que ela saisse do hospital ouvi o seguinte:  Não pode... Se vc fizer isto o SUS não paga mais nada... Feito o exame o levei imediatamente para os médicos da PUC... Isto tem dois meses e ate agora, quando ligamos, ouvimos que estao analisando o resultado para determinarem os proximos passos.. Então meu caro, este é um relato pessoal.... E estou na região mais desenvolvida do Brasil ... eixo regiões  metropolitanas de São Paulo e Campinas... Acorde para a realidade meu caro...

 
 
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Geraldo Siqueira

              Caro , ou cara aliancaliberal.

              Você não é nenhuma novidade no cenario nacional.

              Já te conhecemos no planejamento econômico no Governo Castelo Branco e sua obsessão antisocialista nos demais governos  militares.

              Conhecemos no governo Collor e nos oito anos de FHC. Sempre nos presenteando com "choques de capitalismo" e loas ao tatcherismo.

               Conhecemos por tanto tempo que o povo se encheu de tantos "burgueses capitalistas eficientes" e os enxotou atraves das urnas.

                O sr, ou sra tem alguma novidade ou é o mesmo do mesmo ?

 

Geraldo Siqueira

 
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 Roberto Campos?? Afê......me faz lembrar do Projeto Jari, Daniel Ludwig...me faz lembrar da venda do Brasil ao capital estrangeiro....me faz lembrar em neoliberalismo no seu estado mais puro....a maior preocupação de Roberto Campos sempre foi a de alinhar o Brasil com investidores estrangeiros...não podemos esquecer que Roberto Campos, por conta da carreira diplomática, teve acesso a grupos internacionais poderosos...banqueiros e investidores ávidos por dilapidarem nosso país...com este grupo que Roberto Campos sempre se  identificou.   

 

Cosi è, si vi pare!!!

 
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meiradarocha

Aqui está a realidade, Liberal:

O Brasil teve, em 2009, a 22ª carga tributária no mundo. Dos países que tinham carga tributária maior que a nossa, 14 eram países desenvolvidos europeus.

O país mais rico do mundo, a Noruega, tinha carga tributária de 43,6% e arrecadou 25 mil dólares per capita. O Brasil tinha carga tributária de 38,4% e arrecadou 4 mil dólares PPC per capita.

Gostaria que os liberais mostrassem como fazer o milagre de se ter serviços de 25 mil dóleres arrecadando 4 mil.

https://spreadsheets.google.com/ccc?key=0AuERPic3WeZGdHdWRDcxNTNjdE51OU5...

 
 
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Mauricio Carneiro

Duvido que alguém espere serviços de USD 25.000 no Brasil, mas atualmente não tenho serviços sequer de USD 2.000 e isso porque vivo sem grandes centros urbanos. Se o Brasil arrecada em impostos este valor percentualmente alto, mas percaptamente baixo então existe uma parcela da população que paga valores absurdos de impostos utilizados para financiar o governo como um todo. Até que ponto isso é justo?  Inúmeras vezes em que precisei do governo ou tive que pagar muito por isso ou simplesmente tive que recorrer ao serviço privado. E falo isso como um usuário que a até alguns anos atrás utilizava muito o serviço público de saúde.

Se eu não tenho serviços nem de USD 4.000 porque tenho que pagar os USD 25.000 de impostos? Será que isso não é desestimulante para quem trabalha ou para o empresário?

 
 
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Albertovcavalcanti

 

MeiradaRocha....

 

Pois é rapaiz, mais primeiro eles ficaram ricos e depois que cobraram os impostos. Nós já estamos cobrando mesmo sendo probres, o que nem precisa dizer que trava o nosso crescimento neah.

 

Abraço!

 
 
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Nicholas Gimenes

Bacana o ponto de vista.

Mas o argumento de que o PIB per capita do Brasil é baixo ($ 10.900 em 2010) não explica a carga tributária tão alta.

O PIB per capita da India é beeem menor ($ 3.400 em 2010), é um país parecido com o Brasil e tem carga tributária de 17,2%.

A saúde não tenho ctz pra falar, mas a educação com certeza é beeeem melhor.

PIB per capita
http://www.indexmundi.com/brazil/gdp_per_capita_%28ppp%29.html
http://www.indexmundi.com/india/gdp_per_capita_%28ppp%29.html

Coréia, México, Costa Rica, Chile, Peru - tem em média metade da carga tributária brasileira.

Não verifiquei de todos, mas com certeza alguns desses tb têm o PIB per capita menor que no Brasil.

Será que a qualidade dos serviços públicos também são metade pior que a brasileira, assim como a carga tributária?

abraço!

 
 
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José Carlos Lima

O AA fez escola por aqui, o assunto da postagem é um mas o AL vem com o trololó ideológico que não tem nada a ver, se bem que o AA usa de tal artifício para firmar seu ponto de vista pró-EUA, tudo a mesma bobagem, que bom se o post fosse usado para debater a mensagem que ele propõe: a carga tributária

 
 
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André Gavazza

E a pressão ideológica pelo estado mínimo não dá trégua. Se amatéria mostra que a relação de causalidade se sustenta sobre bases frágeis, a repetição de termos como "aumento do PIB" e "crescimento econômico" como metas inquestionáveis é uma constante.

Assistindo há pouco um vídeo de exaltação ao "milagre econômico" dos militares (http://www.youtube.com/watch?v=sN7PfKz7MLA&feature=player_embedded), notei que não há qualquer conflito entre os termos desenvolvimento e crescimento. Será que continuamos no mesmo lugar?

 
 
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Gunter Zibell - SP

Não deve ser usual, mas pelo visto o IPEA tem seus dias de Millenium. Sem maiores explicações está parecendo uma correlação espúria conveniente para um discurso.

Mas não é por aí, depende de como os impostos são usados.

A Europa na OCDE é a região mais estatizada do planeta, arrecadações de 40-45%/PIB não são incomuns. O Japão é o oposto na OCDE, com 25% (e menos que 10% de funcionalismo público.) Mas tanto sua trajetória econômica (crescimento do PIB/capita) nos últimos 30 anos como a concentração de renda são semelhantes.

O que importa para taxas de crescimento econômico é o crescimento da oferta de fatores de produção e de sua produtividade.

 

Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!

 
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Art

"A Europa na OCDE é a região mais estatizada do planeta"

E que tal Cuba, Coreia do Norte? Não fazem parte do planeta?

 
 
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Gunter Zibell - SP

Fazem parte do planeta mas não são tão desenvolvidos economicamente, então podem ser comparados com países liberais não-desenvolvidos.

O argumento furado do texto é que carga tributária/PIB influiria em taxa de crescimento econômico, mas no caso brasileiro é apenas uma correlação espúria. Compara-se um momento do Brasil com outro olhando apenas essa variável, sem lembrar o mais importante : o que se faz com a arrecadação.

 

 

Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!

 
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Geraldo Siqueira

 

        E Serra Leoa , Haiti, etc...?

        Mas que papinho ....

 

Geraldo Siqueira

 
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provocação barata  ..afrimação sem pé nem cabeça  ..achismo conjectural travestido de ciência institucional

assim não  ..assim não dá graça falarmos de economia

conta outra zé?  ..se não sabe, então eu conto,  ..ou melhor, repasso

DESABAFO DE UM BOM MARIDO
Luís Fernando Veríssimo

Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras. 
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Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. 
Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. 
Daí comprei pra ela uma cadeira elétrica. 
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Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.. 
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Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. 
Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. 
Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'. 
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No começo Deus criou o mundo e descansou. 
Então, Ele criou o homem e descansou. 
Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso. 
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Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.. 
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. 
Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei.. 
'- Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.' 
Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'. 
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'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...

 

 
 
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Gilberto Marotta

Ô, Romanelli! Vc já não sabe que o coitado do LFV NÃO É o autor dessas piadinhas? pô, tira o nome dele disso! O cara é bacana, não merece...

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

 
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aliancaliberal

A pergunta pertinente a questão e qual é o "peso" do governo nas costas do trabalhador, quanto o estado confisca da renda do trabalhador brasileiro.

Considerando que é o trabalhador que realmente paga integralmente os encargos sociais da folha de pagamento, já que para o empregador tanto faz pagar ao estado ou ao trabalhador.

Desta forma simplificando, o confisco antes de receber o salário e de 34% e após receber o salário e de 35%, totalizando 69% do que um trabalhador "gera" de renda vai para o estado, não cabe aqui saber a natureza do confisco estatal, e se o confisco é compulsório ou permanente, se tem retorno ou não.

E o pior de tudo o que ele recebe em troca.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Juliano Santos

Ninguém gosta de pagar imposto, até aí morreu Neves. Mas o Estado, até mesmo o mínimo, precisa de caixa para existir, certo? A outra maneira, que não seja cobrando imposto, seria imprimir dinheiro, não? O trabalhador ganharia mais, no entanto seu salário perderia poder de compra com a inflação. O que acabaria dando no mesmo    

 

Juliano Santos

 
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aliancaliberal

Não da na mesma não, com dinheiro no bolso a dependencia para com o estado reduzia se a quase zero.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Assim.....só a título de curiosidade...este dinheiro no bolso....viria de onde mesmo???

 

Cosi è, si vi pare!!!

 
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Angelo G.Frizzo

Não sei de que país vocês estão falando, mas aqui no Brasil é assim;

- Mais de 80% dos impostos arrecadados pelo estado(municipios, estados e federal) são incidentes sôbre o CONSUMO. Dizem que só os combustíveis, energia elétrica e telefonia, são responsáveis hoje, por mais de 50% da arrecadação, pois são "práticamente "insonegáveis.

- Portanto , as empresas NÃO PAGAM impostos, só COBRAM e recolhem (ou deviam recolher)ao estado(os tres níveis). Como a maioria delas NÃO recolhe (vendendo sem nota ou com notas reduzidas, ou corrompendo fiscais,etc), acabam ganhando mais em impostos do que em lucros reais. Mesmo o IR , que seria pagamento direto das empresas, só é pago p/raras delas, que não tem como esconder tudo.

- Como a empresas, os ricos também não pagam impostos, coisa que até mesmo um economista desinformado sabe. Todo mundo sabe também, ha dezenas de anos, que: De cada tres reais que o Brasileiro paga de impostos, só um é efetivamente recolhido ao Estado. Perguntem aos contadores (eu também fui) e confirmarão isso.

- Contribuições sôbre salários ?. Mesmo que chegassem realmente a 100% ainda assim teríamos a mão de obra mais barata do mundo, incluindo a maioriadospaíses da A.Latina e da Africa. Na minha opinião aliás, 600 reais é salário escravo (dos ruins,pois os bons custavam pelo menos uns tres mil reais mensais)

Amém

Por isso, basta dividir a tal carga tributária por TRES e terão a real. A grana ghrossa mesmo? Deve estar dentro de alguns "colchões".

 

 
 
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carlos do maranhão

do mesmo Estadão em 20.04.2011 : "Secretário da Receita Federal nos oito anos do governo FHC, o hoje consultor tributário Everardo Maciel não tem dúvidas de que arrecadação tributária será recorde em 2011.

O que explica o crescimento recorde da arrecadação?

Os dados são impressionantes. A receita desde 1995 vem mantendo sucessivos recordes de arrecadação, exceto de 2008 a 2009. Isso tem muito a ver com eficiência. No entanto, é verdade que a receita crescente em termos reais se explica também pelo crescimento econômico"

 

Agora pergunto: E qual seria o efeito da criação de novos empreendimentos sobre a arrecadação, tendo em vista o crescimento econômico e o aumento da eficiência da Receita?: Só para lembrar,  1 milhão se  cadastraram como micro-empreendedores. 

Tucano por tucano, fico com a explicação de Everado Maciel, ex-secretário da Receita nos "áureos tempos" de FHC, que entende de arrecadação.Veja o que ele disse ao mesmo Estadão em 20.04.2011, em reportagem de Marcelo Rehder, que parece dessa vez se enganou de consultor

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110420/not_imp708614,0.php  ou aqui  http://bit.ly/hvMNPi

Veja as demais perguntas:

E a alta das alíquotas do IOF, adotada recentemente?

A elevação das alíquotas do IOF teve importância na arrecadação, porém secundária. Não é um imposto de grande repercussão na receita.

O governo se esforça para desacelerar o ritmo de crescimento econômico para controlar a inflação. A arrecadação vai acompanhar esse movimento?

A arrecadação não desacelera na mesma velocidade e proporção, por causa da defasagem entre os períodos de apuração e os fatos econômicos.

Tudo indica que 2011 será ano de arrecadação recorde?

É muito provável que isso aconteça. A arrecadação terá crescimento real sobre a do ano anterior e alcançará recorde.

Vai aliviar o quadro fiscal do País?

Não creio que a ponto suficiente de fazer com que sejam alcançadas as metas de superávit primário constatadas em anos anteriores, de 3% a 3,5% do PIB. Aí, por conta do crescimento desproporcional das despesas no ano anterior.

Ah, sim! O título da matéria: 'Crescimento da arrecadação não ajudará a obter superávit primário''

O PIG ou a "velha mída", para expressar de modo politicamente correto, está perdido (a). Alguém sugere um título diferente, caso o "Niger" tivesse sido eleito?  Aposto em  

''Crescimento da arrecadação é resultado dea maior eficência da Receita''

(simples assim, nada de palavras negativas no título)

 

carlos do maranhão

 

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