A campanha que expôs a mídia - 2

Folha de S.Paulo - Delírios anti-imprensa - 31/10/2010

OMBUDSMAN

SUZANA SINGER - ombudsman@uol.com.br
@folha_ombudsman

Delírios anti-imprensa

Corrida eleitoral gerou paranoia contra a mídia, que nada tem a ver com ceticismo em relação às fontes de informação, mas com desconfiança estéril

MOVIDA A denúncias e ofensas, a exaustiva corrida eleitoral que termina hoje produziu um efeito colateral grave: uma paranoia crescente contra a imprensa. O ódio figadal que tomou os eleitores estendeu-se aos diversos órgãos de comunicação, identificados com um ou outro lado da disputa.

Firmou-se uma convicção de que não existe jornalismo neutro, objetivo e plural. Toda reportagem teria uma segunda intenção, de favorecer alguém. Não interessa, por exemplo, se houve mesmo tráfico de influência na Casa Civil, mas sim que a mídia mainstream deu destaque ao escândalo para prejudicar a candidata do governo.

Não se trata, infelizmente, de um ceticismo saudável em relação às fontes de informação, mas de uma desconfiança generalizada e estéril.

Na guerra de versões sobre a agressão a José Serra no centro do Rio, há 11 dias, um leitor escreveu duvidando até que uma repórter da Rede Globo tenha sido ferida ("Por que não mostram a jornalista que levou um talho na cabeça?", perguntou).

"Vocês acham que nós somos imbecis" foi uma frase que se repetiu muitas vezes nas 1.436 mensagens sobre política enviadas ao ombudsman nos últimos três meses.

São leitores convencidos de que a Folha, embora não assuma, "tucanou". Ficam irritadíssimos com qualquer notícia negativa ao governo e estão descontentes mesmo quando o jornal dá um furo como o da licitação possivelmente dirigida do metrô ("Por que não colocaram o nome do Serra no título?").

Simpatizantes do PSDB reclamam menos, mas são igualmente agressivos. "Vocês querem o dinheiro do governo federal? Vão ter que dividir com o SBT, Record, Band, iG, "Carta Capital", "IstoÉ", entre outros. É o mensalão da mídia", escreveu um leitor do Espírito Santo.

No clima de Fla-Flu que se instaurou no país, cada um enxerga através das lentes do seu "time". A capa de sexta-feira da Folha, com a manchete sobre o papa condenando o aborto e a foto de Serra beijando uma santa, provocou comentários opostos, mas todos enxergando manipulação. "Lamentável. Como um jornal que se diz imparcial e crítico faz uma capa tão tucana?", escreveu um leitor.

Já outro assinante disse: "O responsável pela Primeira Página está trabalhando pela Dilma. Escolheu uma foto em que Serra beija uma santa com os olhos abertos voltados para outra direção. Fica clara a intenção demagógica de fazer média com os católicos".

É verdade que não faltam motivos para críticas. Até o primeiro turno das eleições, a Folha passou por momentos de forte desequilíbrio, mas acertou o prumo e, na reta final, trouxe reportagens importantes que sinalizaram equidistância das candidaturas.

BOATONET

As acusações contra a imprensa nem sempre nascem por geração espontânea. Muitas surgem da militância e se espalham pela web. A rede, saudada como avanço democrático na campanha eleitoral, virou terra sem lei, o reino da boataria, das acusações sem provas. Se uma reportagem passa por pelo menos quatro pessoas antes de ser impressa, na rede, não há filtro: com um clique, qualquer coisa é divulgada.

Os blogs políticos, de "esquerda" e de "direita", incumbiram-se da missão de "revelar a verdade escondida em cada notícia". Baseados em preconceitos e nos próprios interesses, traçam teorias conspiratórias e insultam jornalistas.

Seria excelente que houvesse um contrapeso ao poder da imprensa e uma forma de coibir abusos, que ocorrem diariamente. Mas o que se viu neste ano não foi isso. Com a ajuda do presidente da República, criou-se um perigoso sentimento antimídia, que é do interesse de muita gente, menos do leitor/eleitor.

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173 comentários
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Edson Joanni

Essa é a ombudsman da Folha, vocês queriam o quê?

 

Nem SOPA nem PIPA! Abaixo a censura na Internet!

 
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Danilo

"...a folha passou por um forte desequilibrio...."  ela mesmo diz no final que a folha é parcial.

 
 
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Ivan Moraes

Que ela nao mentisse no primeiro, segundo, terceiro, e quarto paragrafos.  Ninguem chega ao quinto assim.

Nao li, nao vou ler.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Quadros

Percorrendo os principais sites informativos, a começar pelo Terra, vê-se que a justiça eleitoral está dormindo em berço esplêndido, pois é descarada a forma com que continuam fazendo campanha para o Serra, mesmo que proibido pela legislação. É só dar uma circulada e se verá o quanto a procuradoria-eleitoral é omissa: totalmente omissa. Aliás, começou ontem, na edição do JN e permaneceu, pelo menos na RBS, na Globo e na Bandeirantes que afirmaram que iria chover raios e trovões e que os que tinham ido para as praias deviam voltar antes do cataclisma. E a procuradora-eleitoral, ó, sei não, assistindo à novela? Então, a sujeira é geral e irrestrita nesses órgãos (ainda) da grande mídia. E me vem essa pessoa a dizer que é tudo minha imaginação. Ela acha o quê, que sou idiota ou imbecil. Mas são muito sem vergonha, caras de pau, vendidos e comprados. Conspiradores. Haja paciência. E não se enganem não, pelas declarações dos serristas dematucanados quem sabe ainda não iremos encerrar o dia com a surpresa da fraude total do sistema eleitoral. Tenho medo.

 
 
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Donizeti - SP

 

Sobre " delírios antí-midia " e desculpas esfarrapadas, apenas faço 3  perguntas a Ombudsman da Folha:

 

1. - A Ombudsman da Folha conhece a Sra. Judith Brito,  que também exerce o cargo de Superintendente da Folha e é a atual Presidente da ANJ - Associação Nacional de Jornais ?

2.- A Ombudsman da Folha tomou conhecimento da declaração da Presidente da ANJ, Judith Brito, que também representa as empresas da sua categoria profissional, dita no início deste ano " que a oposição política estava muito fragilizada e porisso a mídia estava fazendo o papél de oposição politica ao governo do Presidente Lula ?"

3.- Que o jornal Folha de São Paulo, em seus ímpetos de imparcialidade política/partidária publicou em Fevereiro de 2009 um Editorial chamando a ditadura militar de 64 de "  DITABRANDA ", fato que motivou manifestação indignada de 600 cidadãos, ex-presos políticos da ditadura e dezenas de entidades de defesa dos direitos humanos em frente a sede do jornal, que foi obrigado a recuar dessa infâmia.   Que    logo em seguida a Folha publicou uma matéria com chamada de capa baseada em uma ficha falsa do DOPS da época da ditadura da então Ministra Dilma e neste ano de 2010 publicou uma matéria sem provas, na qual um desafeto do presidente Lula o acusou de ter tentado estuprar um colega de cela quando esteve preso no DOPS ?

A Folha teria a coragem de fazer esses tipos de publicações criminosas contra algum membro do PSDB ou contra o  candidato tucano José Serra ??!!

Espero que estas questões tenham ajudado a refrescar a memória da impoluta e preocupada Ombudsman da Folha, ajudando ela a perceber apenas um pouquinho porque o povo brasileiro acredita que a Folha tomou partido nestas eleições no barco tucano do Serra.

 
 
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Ana STAI

Muito bem! Essas são as perguntas cruciais! Com certeza a ombusdwoman não as responderá..

 
 
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Rogerio Martins

Será que já terminaram a investigação sobre a quebra de sigilo bancário da filha do Serra?

 

Essa senhora vai tomar outra traulitada e será obrigada novamente a escrever outro artigo reconhecendo o papel podre que a mídia, inclusive a do patrão dela desempenharam...

 
 
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ricardo k

Patrão não, ela é daquelas jornalistas que chamam o patrão de colega!

 
 
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ricardo k

Patrão não, ela é daquelas jornalistas que chamam o patrão de colega!

 
 
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luka

Não fosse esse um debate mundial, eu poderia dar toda razão ao que está escrito.

O que corrobora o fato de a imprensa ter deixado de ser a imprensa dos fatos é seu próprio histórico não só no Brasil. O debate acontece e é questão central nos EUA, dito o maior palco das liberdades.

Por lá a imprensa foi e anda é motivo de desequilíbrio por interesses unicamente financeiros.

 

 

 

 
 
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Robson Porto

Essa moça necessita, com urgência, de um psiquiatra...

 

Que jornal ela lê? Quantas manchetes da Folha - o seu jornal - foram elaboradas apenas para ser mostradas por Serra em seu programa eleitoral?

 

A Folha somente começou a "parecer" imparcial a partir da matéria sobre o aborto de Mônica Serra quando a vaca (perdão pela má palavra...) já tinha ido para o brejo.

 
 
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Hamilton

Que só foi feita porque ainda mantém em seus quadros uma jornalista da elegância e qualidade de Mônica Bergamo. Absolutamente "low profille", tranquila e profissional.

 
 
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fabio de oliveira ribeiro

Curiosa a reação desta ombudsmam.

A mídia quis enfiar um candidato goela abaixo da população brasileira. A população brasileira reagiu e a jornalista diz que isto é paranóia, não bom senso. Parece que ela acredita piamente que a maioria da população teria que votar conforme a vontade da mídia e não conforme seus próprios interesses. O autoritarismo da mídia brazuca e desta ombudsmam é tão evidente... 

E por falar em paranóia, a mim me parece que os paranóicos não são os brasileiros. São os jornalistas que disseram que Serra sofreu atentado (com bolinha de papel), que a filha dele foi vítima de quebra de sigilo a mando do PT (apesar da PF ter apurado que o sigilo dela foi quebrado em benefício de Aécio), que mostraram uma ficha policial falsa da Dilma e que disseram que a lama do metrô em São Paulo era culpa do PT e não do governo tucano. Os paranóicos não conseguem adequar suas conclusões aos fatos, exatamente como os tais jornalistas que a ombudsmam defendeu. Coitadinha...

Se quer ver paranóicos a ombudsmam deve olhar seus colegas... ou no espelho.

 

 

 
 
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Laércio Nunes

Ela é ombudsman de quem afinal, da imprensa ou dos leitores?

 
 
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Ginah

Pois é, ao invés de fazer uma leitura crítica do jornal, critica os leitores. Neste passo, talvez devesse propor uma venda censitária do jornal, selecionando apenas aqueles que o jornal  considera aptos, ou censurar os comentários nos jornais e na internet, já que a pessoa que se expressa na rede, ou em e-mail, é incapaz e deve ser submetida ao crivo de revisores e editores. Este último argumento é tenebroso! Em vez de cobrar responsabilidade, leva à censura.

 

Ginah

 
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Paulo Cavalcanti

Prezado Nassif,

"Profunda" a análise da ombudsman, Suzana Singer, que em nada, se parece com o pai, Paul Singer, uma pessoa de conduta reta e ilibada.

É sabido até pelas pedras, o papel que cumpre a Folha, só para ficar no exemplo dela própria. Os Frias, não estão aqui para vender isenção e isso já ficou provado desde o golpe de 64.

Na campanha das Diretas Já, a Folha, tentou ganhar credibilidade, se colocando como "protagonista" - quando na verdade, foi tragada pelos fatos e à reboque deles, teve que "enxergar" o óbvio.

Com relação ao PT e ao Lula, desde aquele episódio do jantar, em que Lula se levantou e deixou Seu Frias, com cara de "ué" - nunca mais engoliram o sapo barbudo. Basta ler (quem tem estômago) a coluna de Eliane Cantanhede, Clovis Rossi, Gilberto Dimenstein e tantos outros, para ver a quem serve aquele jornal.

A menos de uma década, a Folha tinha uma tiragem dominical de 1,3 milhão de exemplares, hoje sua tiragem dominical, não passa de 250 mil - ainda distribuindo jornal de graça em bomba de gasolina, para justificar sua tiragem.

Com Lula, o bolo publicitário do governo federal, que tinha como donatários, no máximo 400 veículos de comunicação, sendo que o filão, era da Globo, Folha, Estadão e Veja, foi pulverizado para mais de 3.000 veículos, hoje qualquer cidadezinha que você chega, tem publicidade estatal no jornal local e não tenho dúvidas, que a "gênese" desse ódio, está nessa grana que faltou no caixa do baronato falido da velha e carcomida mídia.

 

 
 
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Lázaro Amorim

Perfeito, Paulo, o comentário!

Me empresta a caneta pra assiná-lo embaixo...

 
 
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zejustino

Segundão na fila de assinatura.

 
 
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Luís Felipe

Nossa!

E com um texto desses, ainda conseguem se sair bem na fita!
É pra pedir desculpa de todas as porcarias que publicaram nesses últimos meses. Como se um texto desse apagasse o esforço que Folha fez para prejudicar Dilma, mesmo que com fatos falsos. 

 
 
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Volnei João Meller

Cao Nassif,

Lendo os comentários do Janio e da Suzana, permaneceu a dúvida em relação à capacidade de autocrítica da direita que controla os grandes meios de comunicação. A sensação é de que continuarão na aventura de mistificação da realidade de acordo com suas posições e preferências políticas.  A Jânio Freitas , para justificar as bobagens que o Serra falou sobre pesquisas e institutos, argumenta que o PT  & Cia. reclamou das pesquisas no primeiro turno. Ora nada mais fantasioso pode ser dito.  

 
 
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sergio m pinto

Vai ser cara de pau assim na Dersa.

Por acaso essa onbudswoman não trabalha no mesmo jornal da Dna. Judith Brito, a tal do partido da imprensa?

 

 
 
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João Alberto

 

LN

Sabe que eu acho que toda essa exposição foi muito boa...e vai abrir novas disputas mesmo que exageradas entre as partes.

É uma processo de "limpeza" que temos de passar e (tomara) aproveitar para refeltir e melhorar nossas próprias opiniões, sem ficar repetindo o que outros pensam e escrevem. Acho que foi de certa forma bem democrático. 

O brasileiro tem que aprender a discutir política, idéias, projetos e não  dar somente ênfase a escândalos.

abs

 
 
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Geraldo Siqueira

    "simpatizantes do PSDB reclamam menos", porque sera? Que curioso não Sra. ombudsman dos leitores.

      Dos "escandalos" da Casa Civil  inventados pela Folha merece destaque aquele emprestimo que não hove pedido pelo náo-empresario que não pagou a propina pelo projeto que não dizia o lugar onde seria feito. E no BNDES.Que tal a Sra. abordar esse escandalo ?Ou a eleição passou e não interessa mais ?

      Essa obra prima da picaretagem da Folha  está empatada com o "caraca, 200 mi !?l" da Veja

 

Geraldo Siqueira

 
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Silvio H. Imafuku

A última frase desta ombudsman resume toda esta matéria, a falta de foco e a visão estrábica da folha: Quem nos dera que o presidente "criasse" "um perigoso sentimento antimídia", sendo que Lula foi até um bundão neste assunto, até por que ele tinha que trabalhar. Eu espero até, que Dilma seja ela mesma, dura, rigorosa, exigente, tanto quanto a ditadura tenha sido a ela, para botar nos trilhos a imprensa e ensinar a estes jornalistas como deve-se exercer esta importante e maravilhosa profissão que é o jornalismo. Esta folha, estadão e a globo não valem o que comem. Uma pobreza de espírito, de conhecimento, de Brasilidade, de amor à pátria e a seus habitantes, está repleta em cada página, edição, palavra, pontos e erratas destes que ainda não tem vergonha de se declararem meios de comunicação. Uma podridão só. Dilma neles! É o que pede a minha alma neste momento.

 
 
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Sanzio

Agora é tarde demais para a Folha tentar se passar por isenta. O editorial de hoje  é um acinte ao leitor com mais de dois neurônios. Primeiro porque tenta igualar as duas campanhas na virtude e na baixaria, segundo porque insiste na tecla de que ambos, assim como Lula, representam a continuidade do magnífico governo FHC.

Não seria ingênuo a ponto de esperar que o jornal admitisse seu papel nas baixarias contra o governo e a candidata Dilma. Mas seria menos hipócrita se simplesmente se calassem nessa hora.

Minha vontade é de comemorar a vitória soltando fogos na frente desse jornal indecente, para usar um termo caro ao seu candidato.

 
 
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André Oliveira

É verdade que não faltam motivos para críticas. Até o primeiro turno das eleições, a Folha passou por momentos de forte desequilíbrio, mas acertou o prumo e, na reta final, trouxe reportagens importantes que sinalizaram equidistância das candidaturas.

Nesse parágrafo ela entregou a rapadura.   Forte desequilíbrio é um eufemismo não é?

 
 
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Paulo Cavalcanti

Nassif,

Só mais uma observação, com relação ao Jornal Nacional de ontem, comandado pelo "casal 45" - que elaborou matérias "equilibradas" - sobre os dois candidatos.

Para demonstras "justiça" - a primeira matéria, foi com Dilma, que está na frente nas pesquisas, falou de campanha, das polêmicas, e de vida pessoal.  Com José Serra, foi na mesma linha, afinal, têm que demonstrar que são "isentos".

OLHA O DETALHE SÓRDIDO:

No final da matéria com Dilma, a repórter, pergunta: "Candidata, o que mais a senhora queria agora?" - E Dilma, responde: "Tudo que mais queria agora, era dormir, pois a correria de campanha, me fez dormir muito pouco"

Em seguinda, no bloco do Serra, a jornalista, mostra um candidato, que com 68 anos, levantou muito cedo, mostra o dia de campanha, com o fechamento às 21hs, num comício, numa cidadezinha do Rio Grande do Sul - e pergunta ao candidato: "E aí como está o pique?" - Serra óbvio, aproveita a levantada de bola: "Estou com toda a energia do mundo, e tranquilo" - Em seguinda a reporter: "Já são, 1h30 da madrugada, e Serra sentado numa cadeira, noot book no colo, twittando, mostrando que o cara é de fibra"

Então você percebe?  Essa "sutileza" de tamanduá - que edita as falas, mostrando um, querendo dormir, e o outro, 1h30 da madrugada, ainda twittando? 

É esse o jornalismo isento do Brasil.

 
 
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ana santeiro

Só que a mensagem do notebook era sobre uma música, "Risque", que ele ainda cantarolou. Pois é, seguiremos a primeira linha da letra: Risque, o seu nome do meu caderno, já não posso viver esse inferno!  O cara não dá uma dentro!

 
 
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Toninho Leite

 Parabens Cavalcante, pessoas como você tem que escrever sempre.Assisti o jornal nacional como você e não percebi a sutileza no final.Seu poder de analize e observação me fez ver o que havia passado despercebido.Mais uma vez, parabens.

 

 
 
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Luiz Americo Costa

POr isso que o candidato acordou agora, às 11:30 e alguém deve tê-lo lembrado de ir votar. De olheiras.

 
 

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