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A campanha contra o Judiciário, por Fernando H. PintoEnviado por luisnassif, qua, 18/01/2012 - 11:24Do Portal Luis Nassif UMA CAMPANHA CONTRA A MAGISTRATURA (E O PODER JUDICIÁRIO)Uma campanha desvinculada de ética e imparcialidade Por Fernando Henrique Pinto em 17/01/2012 na edição 677 Por conta do desvio de algumas dezenas de magistrados, num universo de O mais recente exemplo dessa situação é o quadro apresentado na página A12 Ainda em início de análise, os jornalistas Ranier Bragon e Paulo Gama *30 dias de férias* Também mencionaram o recente recesso de 18 dias no final do ano, ocorrido Adentrando-se, então, no quadro propriamente dito, o que mais chama a Em São Paulo, embora a imprensa não acredite ou não queira que o povo *Alguns morrem antes de receber direitos* Outra omissão importante, relativa à iniciativa privada, foi a Ainda quanto a esse aspecto, é muito comum que empresas privadas custeiem Enquanto isso, os magistrados e servidores do judiciário paulista, com seu *O abono de permanência* Outra matéria importantíssima é o reajuste salarial. Os magistrados não o Importante também mencionar que os trabalhadores da iniciativa privada se Em vez de a *Folha de S.Paulo* mencionar isso, a mesma maquiavelicamente *“Povo” custeia salários milionários* A *Folha de S.Paulo*, ainda, em vez de mencionar apenas o “salário médio” É bom lembrar que, salvo os cargos públicos que dependem de eleição, os Finalmente, e para desmascarar mais um mito, é bom lembrar que os salários Logo, o “povo” custeia os salários e vantagens dos servidores públicos e *** [Fernando Henrique Pinto é juiz de Direito, São José dos Campos, SP]
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Comentários + votados
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Assis Ribeiro
18/01/2012 - 11:38
..."Por conta do desvio de algumas dezenas de magistrados, num universo dequase 15 mil, instalou-se em alguns setores da imprensa brasileira umacampanha difamatória contra o Poder Judiciário"......
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Assis Ribeiro
18/01/2012 - 11:40
..."Também mencionaram o recente recesso de 18 dias no final do ano, ocorridono Judiciário de São Paulo, esquecendo-se que isso ocorreu com resistênciado Judiciário Paulista e para atender pedidos...
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Assis Ribeiro
18/01/2012 - 11:42
..."é corriqueiromagistrados trabalharem muito além de 44 horas semanais, sendo comum otrabalho em finais de semana, feriados,...
Isso é uma verdade que a população precisa tomar conhecimento.
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Assis Ribeiro
18/01/2012 - 11:44
..."Outra matéria importantíssima é o reajuste salarial. Os magistrados não otêm há quase quatro anos, e a defasagem, no cálculo mais conservador, é demais de 15%."...
O senhor poderia ter dito, para...
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Ritinha
18/01/2012 - 11:57
Sabidamente alguns meios de comunicação já se acostumaram em ser o Quarto Poder. Tomaram gosto em construir "verdades" e produzir vítimas segundo os seus interesses. ...
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Erick M
18/01/2012 - 12:08
Com todo respeito, tenho repulsa a qualquer discurso de vitimização.
Não há qualquer ofensiva midiática contra os juízes por parte da imprensa, apenas esse Poder e, por conseguinte, suas mazelas está...
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Zé da Silva
18/01/2012 - 12:29
Entendo a posição dos juízes corretos e honestos. Para eles não deve ser fácil a condição de vítimas das sispeitas generalizadas da sociedade contra o poder judiciário. Acontece que o...
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AlvaroTadeu
18/01/2012 - 12:41
Não estou nem aí se juízes tiram 30 ou 60 dias de férias por ano. Antes de 1988, não pagavam imposto de renda, agora pagam, mas não houve melhoria ou "pioria" visíveis. O que me preocupa é quando as...
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Mário Mota
18/01/2012 - 12:43
Senhor Fernando,
Quando o "povo" compra o jornal, o faz por livre e espontânea vontade, o ato da compra não foi "imposto" a ele. O seu salário é pago com "imposto" do qual não se tem opção de...
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mello
18/01/2012 - 12:45
Quase choro de tanta pena desses "abnegados" e "sofridos" membros da magistratura....Ganham mal, teem ...
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12
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Lamarca
18/01/2012 - 12:46
Olá Dr. Fernando!
Ao invés de comentar seu "arrozoado" prefiro relatar minha experiência, nos últimos 12 meses, com a Justiça paulista. Talvez a "melhor" do Brasil.
Caso 1 - Fui assistir uma...
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Eduardo Petrucci Gigante
18/01/2012 - 12:52
".. alguns morrem antes de receber os benefícios..."
Pois é. E o povo também. Ações que correm na justiça por dezenas de anos não são raras.
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Bento
18/01/2012 - 12:54
Lamentável. Artigos como esse fazem apenas aumentar a repulsa da sociedade aos privilégios da casta - isso mesmo, pois se julgam e de fato estão acima de qualquer "classe" - do Poder Judiciário...
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Ramalho
18/01/2012 - 12:54
Ninguém discordará de que o serviços judiciais no Brasil são péssimos. Caros, demorados e, pasme-se, muitas vezes de má qualidade técnica. Nem se questiona se juízes trabalham muito, ou pouco -...
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16
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paulo sp
18/01/2012 - 12:55
Bem interessante o texto.
Creio que o texto refere-se à situaçao da maioria dos magistrados de 1ª Instancia, e tal.
Porém, o que deixa todo mundo indignado sao os desvios, arbitrariedades, etc...
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Lucinei
18/01/2012 - 13:01
Parei logo no título. Talvez até leia, mas... falar em campanha contra?!
Ora, ora, é o mesmo que falar em companha contra o poder executivo, ou campanha contra o poder judiciário!
Por isso que é...
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Celso Reis
18/01/2012 - 13:05
Não existe campanha contra. O Judiciário é podre mesmo e está exigindo uma "depuração". Com muita pompa, pouco resultado e um alto custo para o contribuinte, que paga as vantagens e aposentadorias...
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andrei barros correia
18/01/2012 - 13:05
O artigo é uma coleção de sofismas, alguns até engraçados. Outros a descortinarem um oportunismo muito próprio do judiciário brasileiro.
Essa conversa de falta de aumentos há quatro anos - ó coitados...
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Cesar Nemes
18/01/2012 - 13:07
Dr. Fernando,
Não tenho motivos para duvidar da sua honorabilidade e tenho certeza que a maior parte dos seus colegas são honestos. Mas isso é pouco, meu caro doutor. Diria mesmo que é uma obrigação...
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..."Por conta do desvio de algumas dezenas de magistrados, num universo de
quase 15 mil, instalou-se em alguns setores da imprensa brasileira uma
campanha difamatória contra o Poder Judiciário"...
Senhor cidadão, também foi por conta de alguns poucos negros que roubam uma quantia ínfima da sociedade que se instalou na sociedade que uma campanha difamatória contra eles.
E o que vimos quando o judiciário julga pretos e brancos? Os famosos 2 HC em tempo recorde a DD é emblemático. Talvez poucos casos, poderão dizer, mas, bem emblemáticos
Assis Ribeiro
Os Juízes brasileiros achavam por acaso que iriam passar incólumes depois de lavarem as maos e permitirem que grupelhos de malandros se locupletassem em nome da Justiça? Aceitaram que os colegas e outros funcionários publicos que reagiram aos marginais togados fossem perseguidos. Deixaram que espertinhos transformassem as leis em argumentações emboloradas e ininteligíveis para bagunçarem a vida da maioria e encherem os bolsos e agora se acham injustiçados. Haja paciência!
Dispam-se do espírito de corpo que toma conta da categoria, reajam e façam Justiça! É para fazer Justiça que são tão bem pagos pelo povo e não para formarem uma oligarquia privilegiada que perpetua a injustiça. A Democracia Brasileira atual não permite mais uma estrutura tão corrupta atrapalhando o desenvolvimento do país.
Assis, você é juiz? Caramba, parece que não trabalha, fica só comentando.
Juto, seja justo, o excelência só escreveu esse artigo porque está de recesso. Depois vai tirar férias, licença-prêmio, as horas extras acumuladas, os abonos e folgas e etc. O trabalho na magistratura e tão ruim que já há movimento para que a PEC da BENGALA seja votada. Só rememorando, essa PEC aumento em 5(cinco) a aposentadoria compulsória. Noutras palavras, o magistrado aposentado, mesmo ganhando igual o da ativa, quer ficar mais cinco anos no cargo. Isso é o que se pode chamar de amor a toga.
Abs.
Edmar Melo.
O doutor ainda nos tempos da Casa Grande e Senzala quando bastava o acordo entre senhores feudais e tudo se ajeitava. Doutor, pelo amor de Deus: titica, quando mais se mexe mais fede. Conclame seus colegas a limpar, a despoluir, a republicanizar o único poder ainda medieval no Brasil. A fazer valer o princípio do Estado; para que serve o Estado. Depois de limpo, pode apostar: o Judiciário será respeitado. Não temido como tem sido até os dias de hoje, mas respeitado. Caso contrário o povo vai sempre lembrar que juiz de futebol que faz tudo às claras, no meio do gramado e sob os olhos de milhares, rouba; imagina quem está onde tudo é sob sigilio! (alguém disse isso esta semana na TV; não lembro onde e quem).
CEAPS - Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores
Senador(a): FERNANDO COLLOR
Selecione o ano de exercício: Ano 2008 2009 2010 2011
Selecione o mês de lançamento: Mês JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO
Categorias de despesa
Valores em reais
Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes
CNPJ/CPF
Fornecedor
Documento
Data
Valor
reembolsado
00.038.505/0002-26
Conver Combustíveis ...
114201
29/11/2011
100,00
72.639.297/0001-40
Restaurante Kishimot...
662
28/11/2011
1.180,00
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80708
18/11/2011
142,46
33.453.598/0054-35
Shell Brasil Ltda
9325
16/11/2011
4.139,30
33.453.598/0004-76
Shell Brasil Ltda
9439
07/11/2011
10.517,07
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80418
01/11/2011
240,00
33.453.598/0141-83
Shell Brasil Ltda
4644
16/11/2011
9.549,29
33.453.598/0141-83
Shell Brasil Ltda
4619
07/11/2011
9.434,36
72.639.297/0001-40
Restaurante Kishimot...
650
04/11/2011
1.290,00
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80805
24/11/2011
173,62
72.639.297/0001-40
Restaurrante Kishimo...
659
22/11/2011
1.030,00
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80464
03/11/2011
160,00
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80750
21/11/2011
160,00
72.639.297/0001-40
Restaurante Kishimot...
658
16/11/2011
860,00
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80664
15/11/2011
50,00
72.639.297/0001-40
Restaurante Kishimot...
655
10/11/2011
1.350,00
05.000.684/0002-26
Auto Posto Peter Pan...
80665
15/11/2011
160,00
33.453.598/0054-35
Shell Brasil Ltda
9229
04/11/2011
9.975,27
33.453.598/0020-96
Shell Brasil Ltda
5133
14/11/2011
8.215,17
00.038.505/0002-26
Conver Combustível V...
113596
16/11/2011
50,00
58.776,54
Serviços de Segurança Privada
CNPJ/CPF
Fornecedor
Documento
Data
Valor
reembolsado
04.850.792/0001-44
Citel Service
00711
22/11/2011
15.372,62
15.372,62
Total
R$ 74.149,16
..."Também mencionaram o recente recesso de 18 dias no final do ano, ocorrido
no Judiciário de São Paulo, esquecendo-se que isso ocorreu com resistência
do Judiciário Paulista e para atender pedidos incessantes da OAB, AASP e
Iasp, com apoio do Conselho Nacional de Justiça, para que os advogados
pudessem ter um descanso...
Que o judiciário é mandado pela elite política e econômica, alguns dizem. Mas que ele é mandado pelos OAB, AASP e Iasp, isso é novo.
Assis Ribeiro
Por favor, Assis, não force a barra ao ponto de distrocer o pensamento do articulista. A dedução de que o Judiciário é mandado(sic) pela OAB e outras institutos é sua. E acredto que você entendeu muito bem onde queria chegar o magistrado ao aludir a esse pedido.
Liberdade de expressão, sim. Liberdadede distorcer, não.
Já escutei várias vezes esse argumento cínico de que o judiciário entra em recesso no final do ano por causa dos advogados.
Mas me explique uma coisa: por que então os digníssimos magistrados não fazem suas férias coincidirem com o recesso?
NEGATIVO! Eles querem férias E recesso.
O cinismo em relação ao recesso é afirmar que ele decorre de pedido da OAB.
Ora, a OAB quer no final do ano que os prazos sejam suspensos para que o advogado possa tirar férias, isto não significa que o Poder Judiciário tem que fechar, é só suspender os prazos e ficar trabalhando, porém eles se aproveitam desta situação para justificar um recesso que sempre existiu em beneficio dos juizes.
..."é corriqueiro
magistrados trabalharem muito além de 44 horas semanais, sendo comum o
trabalho em finais de semana, feriados,...
Isso é uma verdade que a população precisa tomar conhecimento.
Assis Ribeiro
Sei, têm um monte de recessos, licenças, férias, feriados emendados e quer que a gente acredite que trabalham no final de semana? Tem dó né?
..."Outra matéria importantíssima é o reajuste salarial. Os magistrados não o
têm há quase quatro anos, e a defasagem, no cálculo mais conservador, é de
mais de 15%."...
O senhor poderia ter dito, para acrescentar informações, quando ganha um magistrado, e traçar um comparativo com um leque maior da sociedade.
Assis Ribeiro
Além do que, o salário INICIAL de um juiz já se aproxima do teto do funcionalismo.
Esse post está duplicado no blog...
Sabidamente alguns meios de comunicação já se acostumaram em ser o Quarto Poder. Tomaram gosto em construir "verdades" e produzir vítimas segundo os seus interesses. Agora, quem sabe, o Judiciário estando na roda este possa ter a empatia pela situação de muitos já sofreram para obter, no mínimo, um direito de resposta.
Mas quer saber. O x da questão é o controle externo. Ninguém quer ter controle, nem o Judiciário nem os Meios de Comunicação.
Com todo respeito, tenho repulsa a qualquer discurso de vitimização.
Não há qualquer ofensiva midiática contra os juízes por parte da imprensa, apenas esse Poder e, por conseguinte, suas mazelas está na vitrine, graças às ações da AMB e decisões polêmicas do STF. Do contrário, haveria uma permanente ofensiva contra os políticos, porque, quase todo dia, alguma denúncia está nos jornais. Além do mais, as informações que estão sendo expostas (salários, benefícios etc.) são públicas. Nada mais justo que os cidadãos, que pagam a conta, sejam informados.
Se é verdade que os juízes corruptos são uma minoria, é ainda mais verdade que as ações contestando a fiscalização do CNJ, da qual os juízes honestos não deveriam temer, são patrocinadas por associações que representam a coletividade dos juízes.
A comparação com a iniciativa privada é igualmente equivocada. Utilizando o raciocínio do autor, entrar na iniciativa privada também é fácil: basta pedir a exoneração do cargo público e enviar curriculuns a potenciais empregadores. Poucos servidores públicos, muito menos juízes, fariam isso, seja por comodismo seja porque estão contentes em suas profissões. Se é assim, que arquem com os ônus e, o que me parece ser maior, com os bônus de suas escolhas.
No mais, a "desmascaração do mito", com a imputação a profissionais da iniciativa privada, em especial os jornalistas, os mesmos deveres de agentes públicos porque seriam também pagos pelo povo é falaciosa. Lê e compra a Folha quem quer, já os impostos são compulsórios. Ou, traduzindo, paga os salários dos jornalistas da Folha quem assim desejar, já o dos juízes não há escolha.
Erick
ERICK
MUITO BOA AS SUAS OBSERVACOES.
A matéria da FOLHA pode conter algumas distorções , mas a defesa desse juiz não fica atrás.
A que mais me chama a atenção e que geralmente aparece em todo discurso de funcionário público defendendo seu cargo é esta : esquece-se de forma retumbante uma coisa essencial no exercício de um emprego público : A ESTABILIDADE.
Como quantificar esta vantagem em termos econômicos ? Vamos comparar um juiz e um executivo de um banco ou multinacional , os dois no mesmo patamar salarial.
Um juiz vai dormir e sabe que se acordar vivo na manhã seguinte seu emprego está lá lhe esperando. Mas um executivo do Unibanco em 2008 , por exemplo , foi dormir e no dia seguinte , ao chegar no escritório para trabalhar , SURPRESA : o banco foi vendido para o ITAÚ e você foi promovido para a RUA ! O mesmo ocorreu com diretores da Casas Bahia , e outras grandes empresas que foram vendidas , faliram.
Enfim , na iniciativa privada se está sujeito às arbitrariedades do mercado e dos caprichos humanos.
Outro ponto : se o cara for um diretor do Bradesco , um executivo da Unilever ou coisa assim , terá metas mensais a cumprir. Seja de vendas , produção , ou outra coisa.
E o juiz , quem cobra a sua produção ? Apesar da enorme carga de trabalho acumulada , o quê acontece a um juiz se num certo mês ele , ao invés de ir para o Fórum , resolveu dar uma enforcada e esticou até o Guarujá toda quinta feira do mês , só retornando na segunda feira ? Quem fiscaliza , quem cobra , como ele responde ? Processos que estão correndo há 7 , 10 , 15 ou até 20 anos a quem reclamar ?
Outras duas distorções absurdas na argumentação desse magistrado , que pra mim mais adquirem conotação de escárnio ou hipocrisia da grossa :
1. os demais cargos públicos são alcançáveis mediante concurso público, de forma que, se alguém da iniciativa privada quiser usufruir das “vantagens” de ser agente público, basta fazer como fizeram tais agentes, ou seja, estudaram horas a fio durante anos, sem prejuízo do trabalho para sustentar a família, e um dia foram aprovados por seus esforços. Isso significa “mérito”, e somente em regimes comunistas totalitários é visto como “privilégio”.
A não ser que se encare o cargo público ( e o pior é que a maioria encara dessa forma) como uma forma de loteria , em que você ganha e depois é só deitar e rolar , esse argumento é inadimissível para se justificar qualquer coisa em termos de benefícios usufruídos.
2. o “povo” custeia os salários e vantagens dos servidores públicos e agentes políticos, tanto quanto custeia os salários milionários de jogadores de futebol, artistas e apresentadores de televisão, gerentes e diretores de empresas, de bancos etc.
Com a " SUTIL " diferença de que jogadores , artistas , etc , eu posso escolher se quero consumir ou não , e geralmente consumo se me derem prazer , satisfação. Portanto eles têm que matar um leão por dia pra chegarem aonde estão. Já juízes e demais servidores eu sou obrigado a engolir goela abaixo , ainda que sejam morosos , arrogantes , desrespeitosos , folgados , deêm carteiradas em filas de lotéricas , cinema , etc.
A desmoralização de qualquer dos tres poderes da republica é anti democratica e alimenta o ovo do golpismo. O abuso de criticas no Brasil já se tornou achincalhe. Não há um trabalho serio da imprensa, com honrosímas excessões, quando trata de criticas. A apenas escandalização. Todo poder tem suas mazela e estas devem ser apontadas e sanadas. A questão é a irreponsabilidade com que o jornalismo trata-as. Criticam um aumento no legislativo e não informam que é para a legislatura vindoura, por exemplo. Quanto as férias acho que todos as deveriam ter em maior empo. A atividade jurídica, advocacia, promotoria e juizes é altamente descastante: Os desencontros da sociedade marcam encontro em nossos escritórios e gabinetes. Não é como a atividade de engenharia por exemplo onde 2+2 sempre serão 4. A novida agora, e isto não deixa de ser salutar, é que o judiciário tambem entrou na dança. E tem motivos para dançar, principalmente as instâncias superiores. Ai é que estão incrustados os grnades problemas: "as facilidades" para pouco abonados e o inferno para a maioria. Na primeira instância os juizes, principalmente nas comarca menores se arrebentão de tanto trabalhar. Sou testemunha pois milito em forum do interior tambem. Nas capitais eles tendem a se acomodarem.
Concordo plenamente. O pior é que nossa mania irresponsável de criticar - com desconhecimento de causa e, principalmente, sem ser propositiva - somente agrava o que já está ruim.
Cada um ouve ou lê e entende da forma que bem aprouver!Eu não consigo perceber nenhuma desmoralização do Poder Judiciário quando se noticiam desvios e roubalheiras praticados por membros do poder,tampouco quando se trata do Poder Legislativo.Acredito,até,que se coisas desse tipo levassem ao fim da Democracia,então Inglaterra,França,Coréia do Sul,entre tantos outros,já viveriam períodos do mais puro autoritarismo.Sempre que se criticam juízes ou legisladores,ou trabalhadores fazem greve,ou o MST invade alguma fazenda,aparecem as vozes que alertam para o perigo do autoritarismo e blá-blá-blá...É sempre a mesma ladainha sem futuro.Vade retro!
Não há escandalização nenhuma. Se houvesse, as mordomias do judiciários já teriam acabado há muito tempo. Precisamos sim, aumentar o tom contra este poder corrupto.
Concordo plenamente com você. No judiciário o buraco está é mais em cima.
A questão maior é verificar a média salarial de um empregado privado (um executivo, por exemplo), COM RESPONSABILIDADE SEMELHANTE A DE UM JUIZ DE DIREITO (compararar com todas as faixas salariais é demagogia barata), e confrontá-la com a média salarial dos juízes. Tenho certeza que será verficado que a média do empregado é muito maior...Cade o privilégio?
A matéria da Folha é, de fato, absurda. Uma coisa é criticar a ausência de controle pelo CNJ, principalmente sobre os desembargadores e ministros (todo advogado sabe que um juiz de primeira instância - onde estão a maioria esmagadora dos juízes - é controlado, sim, por sua corregedoria); outra coisa é falar de vantagens salariais que não resistem a uma análise mais aprofudada. Quer-se pagar menos para os juizes? Então a sociedade assuma o ônus de ver piorada ainda mais a prestação jurisidicional (o Judiciário, de fato, presta um serviço ineficiente, cujas causas são muito mais profundas do que o senso comum do " juiz vagabundo").
Há também uma justificável preocupação dos magistrados em relação ao CNJ. Quais os limites do CNJ? Pode haver persguição política? Cabe lembrar o caso do Juiz Federal (de primeira instância,é óbvio) que foi perseguido após prender duas vezes um banqueiro solto por um ministro, que também era membro do CNJ...Houve persguição ou controle do CNJ?
Por fim, resta a questão de esclarecer que o CNJ não resolve o principal problema do Judiciário, qual seja a falta de controle sobre sua cúpula: quem controla um ministro do STF? O CNJ é que não é.
Todos os dias, nos chamados "blogs sujos", são veiculadas críticas a coberturas da mídia contra governos de esquerda. Mas, quando a cobertura da mídia foca os " privilégios dos juízes" (leia-se, de primeira instância, porque muitos dos ministros são queridinhos da imprensa) nenhuma crítica é realizada.
Vamos pensar a quem interessa desmoralizar os juízes e o judiciário. Ou vamos ter que concordar com os Frias e os Mesquitas?
Te garanto que é melhor ser executivo, que além de ganhar na média o mesmo que um juiz(14 a 20 mil reais) e até mais. Ganha outras vantagens a mais, como abonos generosos e participação nos lucros.
Só que um executivo não tem vitaliciedade, pode ser demitido a qualquer tempo, por incompetência, por exemplo.
Além disso, se um executivo é apanhado ROUBANDO a empresa, ele é demitido por justa causa na hora, e os outros executivos não ficam defendendo o malandro por puro corporativismo. Muito menos é "aposentado compulsoriamente".
Executivo demitido na hora? Talvez o subalterno, pessoal "de cima" não, como foi no caso da Olympus. Até porque na cúpula dessas empresas não tem nenhum santinho...
Entendo a posição dos juízes corretos e honestos. Para eles não deve ser fácil a condição de vítimas das sispeitas generalizadas da sociedade contra o poder judiciário. Acontece que o corporatiivismo deles tem impedido uma ação efetiva contra a impunidade colocando no mesmo balaio os bons e os maus juízes. Os juízes honestos deveriam, a rigor, ser os maiores interessados na faxina do judiciário. Se os juízes corruptos e desonestos fossem efetivamente punidos e excluídos, as suspeitas não estariam tão disseminadas.
Dizem que nós mineiros damos um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair, pois eu,entrego o boi e a boiada para não entrar no judiciário...
Não estou nem aí se juízes tiram 30 ou 60 dias de férias por ano. Antes de 1988, não pagavam imposto de renda, agora pagam, mas não houve melhoria ou "pioria" visíveis. O que me preocupa é quando as associações nacionais de juízes não se pronunciam quando um ministro do STF concede dois habeas corpus num período de 48 horas, para um cidadão que tentou subornar um delegado federal. Que tantos assassinos e estupradores sejam soltos no Natal, Dia das Mães, Páscoa, etc., e Suzanne Von Richstoffen (corrijam a grafia), que assassinou os pais e seu crime é tão horrível quanto os outros, não tenha a mesma regalia. Sabem por quê? Seu pai foi presidente da DERSA (mesmo cargo do Paulo Preto) e acusado de ser o principal arrecadador de fundos para o PSDB em São Paulo. Investigaram a fundo a vida sexual da moça, o interesse na fortuna do pai, mas ninguém se preocupou como um funcionário público amealhou tal fortuna. O autor diz que os juízes só pedem "'1" assessor, como se fosse pouco, porque os parlamentares os têm às pencas. Se for concursado, senhores juízes, quantos assessores quiserem. E last, but not least, tenho ouvido murmúrios sobre a lisura de diversos concursos para juízes. Nem um pio das associações. Há mais: na segunda instância do TRT do Rio de Janeiro, um desembargador ficou dois anos com um processo trabalhista contra um grande banco, envolvendo milhares de pessoas. Esse processo tinha transitado em julgado em 1995. Recurso pra cá, recurso pra lá (como pode haver recurso, com outro nome, contra processo transitado em julgado? ), o tal desembargador deu ganho de causa ao banco, dizendo que os empregados não tinham direito às horas extras. Mas o processo não era sobre horas extras, o desembargador não leu e o pleno do tribunal aprovou! Que respeito merecem esses magistrados?
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