A ausência do prefeito de Salvador

Por Sérgio Troncoso

Do Terra Magazine

Prefeito tenta ir a reunião sobre crise e governador da BA diz: "Se precisar, eu chamo" 

Bob Fernandes


O governador Jaques Wagner em entrevista coletiva, entre o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general De Nardi, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (foto: Manu Dias/Secom/Divulgação)

Final da manhã deste sábado (4), Palácio de Ondina, sede do governo da Bahia. Reunidos o governador Jaques Wagner, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o comandante militar do Nordeste, general Odilson Benzi, o Comandante da 6ª Região Militar, general Gonçalves Dias, e o secretário de segurança do Estado, Mauricio Barbosa. Um assessor se aproxima do governador e informa:
- ...É da parte do prefeito João Henrique no telefone... O prefeito quer vir para o Palácio e participar da reunião...

O governador diz para o assessor:
- ...Fala para o prefeito que não é necessário... Se eu precisar dele eu chamo.

Na quinta-feira Salvador viveu a barbárie. Com parte da PM em greve e a fechar ruas, a exibir armas e a, como se diz por lá, "tocar o terror", o pânico se espalhou.

Naquela tarde e na madrugada seguinte, o número de mortes chegou a 18. E saques pipocaram pela cidade. Fatos óbvios e evidentes à vista de todos. Oportunistas de todos os quadrantes aproveitaram a oportunidade.

Em casa, ou assustada a caminho, a população, que se perguntava por que não se impediu tal greve. Nas ruas, os bandidos - e portando-se como se também fossem marginais, uma porção dos PMs em greve. Na ponta da boataria, alguns dos que miram no futuro e vários dos que se perderam pelo passado.

Hora de tirar uma lasquinha porque o poder é assim mesmo, ocupa e devora espaços vazios.

O prefeito de Salvador, João Henrique, não estava na cidade. Certamente por coincidência não estava desde a véspera, quando 1.500 manifestantes fizeram passeata pelo centro, apoiados num lema: "Desocupa, João".

Os manifestantes querem o impeachment de João Henrique, pedido de resto desnecessário naquela quarta e na quinta-feira da barbárie, já que João estava no Rio de Janeiro.

Na quarta-feira, quando a greve já estava decretada e manifestantes pediam sua saída da Prefeitura, João estava no Rio em reunião com representantes da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU).

No final da tarde do dia seguinte, a quinta da barbárie, com a cidade em pânico exatamente naquele momento, o prefeito João deu um certo azar; a se levar em conta o depoimento da cantora - baiana - Mariella Santiago.

João caminhava pelo calçadão de Copacabana quando a cantora o avistou, revelou Mariella. O relato é dela ao site iBahia:
- Estava voltando do Leme, onde são feitas as homenagens a Iemanjá, quando vi o prefeito. Na hora, não tive reação, fiquei surpresa porque sabia que ele estava fora de Salvador, mas não imaginei que estivesse aqui. Foi só chegar em casa e pesquisar um pouco que soube dos compromissos dele no Rio. Depois, relembrando a cena me dei conta de que ele percebeu, pela fisionomia do rosto, que tinha sido reconhecido. E, aparentemente, ele não esperava por isso...

Mariella, antes de dar entrevistas, escreveu em sua página no Facebook. Contou que João "estava bronzeado, dando aquela corridinha pra manter a boa forma, parecia muito bem e despreocupado".

A assessoria da prefeitura informou ao site que João Henrique estava no Rio de Janeiro para debater com "autoridades e especialistas" o início das operações do metrô.

Na sexta-feira (3), João contatou o secretário de Segurança do Estado, Maurício Barbosa, e prestou sua solidariedade. Convocou algo como um "gabinete de crise" e colocou as 46 câmeras de videomonitoramento à disposição da PM, além de garantir reforço na iluminação pública. Também na sexta-feira a prefeitura decretou estado de alerta na capital baiana.

Neste sábado, 72 horas depois do início da greve e 48 horas após a quinta da barbárie, João buscou assento no comando da operação anticrise. Até o fechamento deste texto, a resposta do governador seguia sendo a mesma:

- ...Fala para o prefeito que não é necessário... Se eu precisar dele eu chamo.

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64 comentários
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Augusto Soares

Aécio fazendo escola.

 
 
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Aleandro Chavez

Independente de haver um movimento pela saída do João Henrique, ele é o prefeito de Salvador, e o governador deveria se reunir com ele para resolver os problemas que ocorrem hoje na cidade por causa da greve de PMs.


Eu nem conheço esse João Henrique, pra falar a verdade nem tinha ouvido falar dele.


Mas o governador revelou não ser um estadista, ao deixar de ter uma reunião política necessária com o prefeito da capital.

 
 
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Marcia

Se o Prefeito não resolve os problemas  de sua  seara, como ira  ajudar  a resolver os problemas  do Estado?

Tá certo o  Governador. Se precisar  ele chama  João.

Duvidoodó que  ele  chame. E  nem é por  questão política já que o Governador  conversa  com  todos, nada tem de  autoritário nem prepotente.

 
 
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Marcia

Nordeste // bahiaMovimento contra o prefeito de Salvador promete grande passeata nesta quarta-feiraPublicado em 31.01.2012, às 16h09 
de4f7f73a06711a0057bc50b53de5d25.jpgDurante protesto do último dia 20, manifestantes acusaram prefeito de "vender" Salvador à iniciativa privadaFoto: Gustavo Maia / NE10/Bahia


Gustavo Maia Do NE10/Bahia

ATUALIZADO ÀS 16h40

O Movimento Desocupa nasceu da indignação popular, cresceu nas redes sociais e amadureceu na rua. Em uma semana, centenas de pessoas, de diferentes origens e categorias, realizaram dois protestos em Salvador. Um no dia 14 deste mês, o "Desocupa, Salvador" contra a instalação de um camarote privado em uma praça pública no bairro de Ondina, na orla da capital baiana, e outra, dia 20, o "Desocupa, João", contra o prefeito João Henrique (PP), que aprovou a Lei de Ocupação, Uso e Ordenamento do Solo (Louos), contendo itens polêmicos e condenados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). As atenções se voltaram novamente para o mundo virtual, onde o movimento ganhou ainda mais força e se organizou para sua prova de fogo, uma grande passeata, da Praça Campo Grande até a Prefeitura de Salvador, marcada para a tarde desta quarta-feira (1º), a partir das 16h (horário de Brasília).

No primeiro encontro, estima-se, compareceram aproximadamente 500 pessoas. No segundo, cerca de 800. Na internet os números são mais abrangentes. O site lançado para compilar todas as informações, reflexões, imagens e chamados do movimento recebeu mais de 12,5 mil acessos únicos desde seu lançamento, no último dia 24, segundo um dos integrantes, o arquiteto Ícaro Vilaça, 24 anos. Os dois eventos registrados na rede social Facebook somam mais de 5.500 participantes e o fórum criado para abrigar discussões conta com aproximadamente 1500 integrarntes.

As principais bandeiras do "Desocupa" tem relação com o "abandono" do município pelo prefeito João Henrique, que se encontra no último ano do segundo mandato. A "venda da cidade" à iniciativa privada é um dos principais pontos atacados pelos manifestantes. A iniciativa não tem ligação com partidos políticos, mas já recebeu apoio de grupos como o Movimento dos Sem Teto da Bahia, a União dos Estudantes da Bahia, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, entre outras. O Movimento Desocupa foi apelidado de Primavera Baiana, em referência à onda de protestos no Oriente Médio e Norte da África, que fiocu conhecido como Primavera Árabe.

No caso do camarote, os manifestantes argumentam que, em 2011 a Prefeitura de Salvador alugou por R$ 250 mil a Praça de Ondina ao Camarote Salvador que, segundo os cálculos realizados por eles, faturou cerca de R$ 66 milhões. Os responsáveis pelo camarote teriam que reformar o espaço. A entrega ocorreu menos de um mês antes do novo fechamento da área, para as obras do camarote para o Carnaval de 2012. A interdição causou revolta em parte da população, o que motivou o protesto. Até o momento, no entanto, as obras continuam sem interrupções.

LOUOS - As causas da indignação pela aprovação da Louos foram descritas no panfleto distribuído pelos participantes do protesto do último dia 20. "Após sete anos de desmandos e descuidos, o prefeito João Henrique e a maioria da bancada de vereadores aprovaram, inconsequentemente, uma alteração na lei que regulamenta o uso do solo, permitindo a ocupação de áreas de proteção ambiental e a ampliação de edifícios da orla, de forma que farão sombra nas praias na maior parte do dia."

A Lei de Ordenamento do Uso e Ordenamento do Solo, ou Louos, como ficou conhecida, foi sancionada pelo prefeito no último dia 16, um dia antes de ele viajar para a Europa. Ela foi aprovada no fim do ano passado poela Câmara de Veradores de Salvador, contendo nove emendas com o mesmo conteúdo do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) da Copa do Mundo de 2014, que teve a tramitação suspensa pela Justiça. O Ministério Público da Bahia (MPBA) acionou os vereadores favoráveis ao projeto e estuda uma punião ao prefeito João Henrique.

Confira imagens do protesto ocorrido no último dia 20, em frente à prefeitura:

A assessoria do prefeito informou na tarde desta terça-feira (31) que ele não vai se pronunciar sobre o movimento. De acordo com o secretário municipal de comunicação, Diogo Tavares, os manifestantes não entraram em contato com a Prefeitura e nem apresentaram uma pauta de reivindicações. "Se eles apresentarem, vamos nos organizar para marcar uma reunião", afirmou.

http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/nordeste/noticia/2012/01/31/movim...

 
 
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Edmundo Adôrno

Sr Aleandro,

Como se vê abaixo, em suas próprias palavras, o senhor não conhece o prefeito.

"...Eu nem conheço esse João Henrique, pra falar a verdade nem tinha ouvido falar dele..."

 O senhor não conhece a criatura mas se atreve a emitir opinião desabonadora a respeito de alguém que ao contrário do senhor o conhece bem.

Se oriente meu senhor, pense duas vezes antes de falar e outras tantas mais antes de escrever o que lhe dá na telha. Por favor, respeite a inteligência dos outros.

 
 
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Marcia

Ele era casado, recentemente  se  separou.

Conheço  João desde jovem. João era um menino bom, educado, boa índole. Não tem vícios. Nunca teve  vícios.

 
 
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alex85_

@marcia, o vício dele é o rivotril com gardenal. hehehehe

 
 
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P Pereira

Fazer troça com a necessidade do uso de medicamentos é coisa de babaca.

 
 
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Emilio GF

Nem o vício do trabalho, pelo jeito.

 
 
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Edmundo Adôrno

Sr Emílio e demais,

O prefeito Joao Henrique é aquilo que se chama de um homem frouxo. É isso, ele é um frouxo. Nem mais, nem menos.

É isso.

 
 
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Geraldo Galvão

O bom menino João foi corrompido pela especulação imobiliária. É o segmento econômico dos mais vorazes; se depender dos empresários da construção civil, não fica pedra sobre pedra. Se bobear eles constroem uma torre de 50 andares no local do forte da Barra. O forte São Marcelo que se cuide: ou logo, logo vira uma boate. Empresários da construção civil não tem escrúpulo e se o prefeito for um cara venal sai de baixo.

 
 
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Marcia

João  Henrique é filho  do ex Governador  e  atual Senador João Durval Carneiro. Seu pai é  ex Carlista, casado com uma grande  educadora. João Durval não é odiado na Bahia como  era  seu criador Malvado. João Durval  foi excelente  Governador  para os  servidores públicos.

João  Henrique também não é odiado mas é muito  criticado pelo  abandono  de Salvador.

O Prefeito de Salvador não é  autoritário nem prepotente mas é fraco e tem medo  de governar. Nas  crises  ele desaparece. Dá  a impressão que não suporta pressão.

É uma boa  pessoa  e péssimo administrador.

 
 
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Marcia

Prefeito de Salvador João Henrique Barradas Carneiro é punido pela admissão irregular de vigias e porteiros

 

O Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta quinta-feira (13/10), julgou procedente a denúncia formulada pelo Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Regional do Trabalho da 5ª Região contra o prefeito de Salvador, João Henrique de Barradas Carneiro, em razão da admissão irregular de pessoal no exercício de 2010 e 2011.

A relatoria solicitou a formulação de representação ao Ministério Público, imputou multa máxima de R$ 33.823,00, ao gestor e determinou a suspensão das contratações irregulares denunciadas. Ainda cabe recurso da decisão. A denúncia foi oferecida à Procuradoria Regional pelo SINDIVIGILANTES – Sindicato dos Empregados em Empresa de Segurança e Vigilância do Estado da Bahia contra o Município de Salvador, segundo a qual a Administração Municipal “após rescindir os contratos com algumas empresas de segurança, que culminou na dispensa de três mil vigilantes, teria recontratado parte desses trabalhadores sob a nomenclatura de vigias e porteiros, em desvio de função”, mediante convênio celebrado entre a Prefeitura e FEA – Fundação Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia, em flagrante violação à regra do concurso público, inserta no art. 37, II, da Constituição Federativa. De acordo com o processo, o Município de Salvador, através da Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer – SECULT, celebrou o Convênio nº 093/2009 com a Fundação Escola de Administração da UFBA – FEA, datado de 01 de dezembro de 2009, subscrito pelo então Secretário Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Ribeiro Soares e o Superintendente da FEA, Luiz Marques de Andrade Filho, no valor inicial de R$ 21.711.824,00, depois acrescido, por termo aditivo, em R$ 36.024.652,00, perfazendo o total de R$ 57.736.476,00. O objeto do convênio é a cooperação técnica e financeira para o desenvolvimento, planejamento, execução e avaliação de projetos técnicos nas áreas de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, visando a efetivação de estudos, planos, programas e ações voltadas para a melhoria e elevação da qualidade de ensino das creches e escolas da Rede Municipal de Ensino de Salvador, Educação Infantil e Fundamental, a partir do Planejamento Estratégico desta Secretaria, com foco na Educação oferecida pela Rede Municipal de Ensino e na Realização de Jornadas Pedagógicas Qualificação de Profissionais de Educação. Analisando-se o detalhamento das atividades, tanto na cláusula de compromisso da conveniada, como no Plano de Trabalho, verificou-se que tais atividades referem-se a elaboração de material didático-pedagógico, confecção de material áudio visual, ciclo de palestras, avaliação de rotinas administrativas, locação de espaços e outras assemelhadas, relacionadas ao objeto do convênio, mas delas não consta a prestação de serviços de vigilância e de portaria, que, aliás, nem poderiam, porque estranhas ao seu objetivo. Em esclarecimento no procedimento preparatório, instaurado pela Procuradoria Regional do Trabalho, a própria Prefeitura admitiu a contratação de vigias e porteiros, com a utilização do convênio, à justificativa de que “a grande maioria das escolas municipais encontram-se em local de alto risco social, e atendendo ao apelo de diretores e funcionários e professores das escolas, de forma emergencial, que se deu por intermédio de convênio firmado com a FEA Fundação da Escola de Administração da UFBA; que a referida contratação permanece até os dias de hoje”.No mesmo procedimento preparatório, disse a FEA que o convênio “inicialmente, teve como objeto a disponibilização de Técnicos de nível superior, médio e Analistas Técnicos que desempenhavam atividades administrativas junto a SECULT: que os profissionais, embora indicados pela SECULT, tinham suas Carteiras de Trabalho Previdência Social assinadas pela FEA: que este projeto ainda vige,” e que “o convênio atual tem como objeto apenas a disponibilização de vigias e porteiros para as escolas municipais e órgãos ligados a SECULT“ e, finalmente, que “todos os profissionais contratados e que fazem parte do convênio foram indicados pela SECULT”. Desta forma, tem-se que, de maneira induvidosa, o convênio com o objetivo de “planejamento, execução de projetos técnicos nas áreas de Educação, Cultura, Esporte e Lazer”, teve o nítido proposito de burlar à regra do concurso público para a admissão de pessoal no serviço público.Ademais, a indicação de pessoal à contratação, no âmbito do convênio, pela própria Prefeitura, conforme admitido, fere os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, abrigados no caput do art. 37, da Constituição Federal.   http://www.jornalgrandebahia.com.br/materia.asp?id=35034Redação do Jornal Grande Bahia

Redação do Jornal Grande Bahia


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Marcia

São pessoas diferentes, não consigo ver semelhanças. Acho que o Prefeito, apesar de péssimo  administrador,  não  faz o  estilo "mauricinho", playboy.

Ele  deu um tremendo  azar. Coitado.

 
 
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Marcia

João Henrique CarneiroOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.João Henrique CarneiroJoão Henrique CarneiroPrefeito de Salvador Bandeira de Salvador.svgMandato1 de janeiro de 2005
em exercícioAntecessor(a)Antônio ImbassahySucessor(a)-Deputado Estadual da Bahia BahiaMandato1995-2004Vereador de Salvador Bandeira de Salvador.svgMandato1989-1995VidaNascimento19 de Junho de 1959 (52 anos)
Feira de Santana, BAPartidoPDT (1989-2007)
PMDB (2007-2010)
PP (2011-presente)verO Commons possui uma categoria com multimídias sobre João Henrique Carneiro

João Henrique de Barradas Carneiro (Feira de Santana, 19 de junho de 1959) é um político brasileiro, filho do ex-governador e atual senador baiano João Durval Carneiro.[1] É evangélico da Igreja Batista e casado com a deputada estadual Maria Luíza Orge Barradas Carneiro, com quem tem dois filhos.

Índice [esconder

[editar] Biografia

João Henrique Carneiro estudou no Centro Educacional Sophia Costa Pinto, em Salvador, 1978. É Economista formado pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduou-se em Desenvolvimento Econômico pela Université du Québec à Montréal, no Canadá, em 1984.

[editar] Carreira Política

Começou sua carreira política em 1989, quando foi eleito vereador de Salvador. Após ser reeleito em 1993 cumpriu metade do segundo mandato de vereador até 1994, ano em que foi eleito deputado estadual. Como vereador foi líder do PSDB, vice-líder do governo na câmara e Presidente da Comissão de Direitos Humanos. Autor do projeto de lei dos Conselhos Tutelares de Salvador. Premiado pela imprensa especializada como o "Melhor Vereador do Ano" nos anos de 1990, 1991, 1992 e 1993. No ano de 1992 foi homenageado pela UNICEF como "O Melhor Vereador da Cidade".

Eleito deputado estadual em 1994 reeleito nas duas eleições seguintes: 1998 e 2002. Premiado em 1998 pela impresa especializada como "Destaque Parlamentar". Nas eleições de 2002 foi o mais votado deputado estadual eleito. Foi líder do PDT na Assembléia Legislativa em 1999 e 2000 e vice líder do bloco PDT, PSDB e PSB.

Na sua atuação parlamentar na Assembléia Legislativa da Bahia foi membro da Comissão Permanente da Seca em 1995 e da Comissão de Recursos Hídricos em 1996 e 1997. Foi titular da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turístico e da Comissão Especial de Combate à Fome em 1998; e da Comissão de Constituição e Justiça em 2001. Na Comissão de Defesa do Consumidor foi vice-presidente de 1995 a 1998 e presidente de 2001 a 2003.

[editar] Prefeito de Salvador

Em 2004, foi eleito prefeito da cidade de Salvador no segundo turno com 74,69% dos votos. Em abril de 2007, trocou o PDT pelo PMDB e no ano seguinte foi reeleito prefeito de Salvador no segundo turno com 58,46% dos votos válidos.[2] Atualmente faz parte do PP.[3] Em 02/02/2012 foi visto correndo na praia de Copacabana na cidade do Rio de Janeiro enquanto a cidade começava a ser sitiada pela própria polícia do estado e pelos bandidos e seus arrastões.

[editar] Popularidade Baixa

Em 2009, o prefeito teve a popularidade medida em 5,1 de 10 pelo instituto da Datafolha. Essa média foi a mais baixa entre todas capitais medidas e justifica-se principalmente pelo descaso com a mobilidade urbana e a segurança na cidade. Outro fator que ajudou nesta impopularidade foi o atraso excessivo nas principais obras de Salvador como o metrô e a passarela do Estádio Roberto Santos (Pituaçu).[4]

Segundo pesquisa do IBOPE, com 79% de rejeição ao seu mandato[5], João Henrique repete o baixo desempenho de antes. Apesar destes fracos índices, sua reeleição ocorreu em 2008 quando Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) ocupava o cargo de ministro da integração nacional, tendo privilegiado o estado baiano com 90% das verbas liberadas, segundo auditorias do Tribunal de Contas da União[6]. Sendo o principal responsável pela reeleição de João Henrique com estas manobras orçamentárias, Geddel conseguiu ainda a neutralidade do então presidente Luís Inácio Lula da Silva nas eleições para governador da Bahia em 2010, tendo sua candidatura feito frente à de Jaques Wagner (PT-BA).

Os fatos que justificam esta desaprovação estão no abandono da rés pública em que a cidade se encontra, evidenciada em fatos como a violenta desapropriação das barracas de praia, executada sem nenhum plano de amparo ou de geração de emprego e renda, injetando do dia para a noite mais de mil desempregados na cidade, além da permissão para devastação das reservas de mata atlântica ao longo da Avenida Paralela, do caos no trânsito com pistas esburacadas, com escassez de sinalização vertical ou horizontal e da apresentação do polêmico Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) que privilegia grupos econômicos e empreiteiras, tendo diversas contestações da parte do Ministério Público[7][8][9]por abrir mão de uma urbanização sustentável de longo prazo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Henrique_Carneiro

 
 
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Paulo Ribeiro

Ainda não ouvi a opinião do Serra e do tucano-mor FHC sobre esta greve na Bahia. Muito estranho o silêncio do tucanato. Por que será?  Hummm.....

 
 
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Aleandro Chavez

O governador da Bahia viaja para o exterior com uma greve da PM decretada, e se recusa a se reunir com o prefeito da capital, e o estranho é o Serra não ter se pronunciado sobre a greve???


 


Caramba...

 
 
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Marcia

O Governador  estava na  cidade. Não falem o que não  sabem. E o Prefeito, infelizmente,  nada faz por  Salvador. Digo isso com tristeza porque votei nele, eu e a maioria  dos  soteropolitanos. Uma decepção o João.

 
 
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Marcia

João Henrique reassume prefeitura e está na mira do MP24/01/2012 - 12:37 | REDAÇÃO

Foto: Divulgação

Após viagem de uma semana à Espanha, onde foi conhecer os sistemas de metrô de Madri, Barcelona e Bilbao, o prefeito João Henrique Carneiro (PP) deve desembarcar em Salvador, nesta terça (24) e reassumir o comando do Palácio Thomé de Souza.

O prefeito viajou em busca de informações que contribuam para colocar em operação a Linha 1 do Metrô (Lapa-Rótula do Abacaxi).

Ao reassumir, porém, o prefeito vai encontrar uma agenda que reúne muito mais que as dificuldades para colocar o metrô para funcionar.

O Ministério Público da Bahia avalia a possibilidade de mover uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para suspender os efeitos da Lei do Ordenamento de Uso e Ocupação do Solo (Louos) e outras novas legislações, aprovadas pela Câmara dos Vereadores de Salvador e sancionadas pelo prefeito, no último dia 16.

Segundo a promotora Cristina Seixas, o empreededor que hoje queira utilizar a Louos como regulamentação para novos projetos estará se arriscando muito.

A principal alteração autorizada pela Louos é o aumento de 50% no gabarito de prédios a serem construídos na Orla, o que poderá resultar em sombreamento de vários pontos das praias da cidade.

As emendas também modificam o zoneamento de diversas áreas da cidade; libera o uso de Transcon (Transferência do Direito de Construir) na Orla e extingue a área de proteção ambiental do Parque do Vale Encantado.

Emendas acrescidas à Louos no dia 29 de dezembro, quando foi votada na Câmara de Vereadores, correspondem a artigos que constavam no PDDU da Copa, cuja tramitação foi suspensa judicialmente.

Protesto na praça - Enquanto o prefeito estava viajando, a Praça Municipal foi palco do protesto de jovens que se mobilizaram, nas redes sociais, contra a entrada em vigência da Louos. No Facebook, eles ainda prometem nova manifestação para o dia 1º.

Ainda na semana passada, o Conselho Baiano de Turismo divulgou uma carta aberta ao prefeito como forma de protesto contra o que classifica de estado de abandono de diversas áreas da cidade, entre as quais, o Parque do Abaeté, Farol da Barra, Complexo do Contorno/Comércio, Península de Itapagipe e Centro Histórico.

João Henrique decidiu não recorrer à Justiça contra a rejeição de suas contas do ano de 2010, pelo TCM (Tribunal de Contas dos Municípios). Prefere tentar resolver o assunto na Câmara de Vereadores. O prazo para interposição de recurso já acabou e o assunto está agora com o Legislativo.

A saída é convencer pelo menos 28 vereadores a votarem contra o parecer do TCM que apontou o descumprimento de exigências legais, como a aplicação de 15% do Orçamento na área de saúde e 25% em educação . Como a maioria dos vereadores é governista, o prefeito se mantém otimista.

A Câmara reinicia os trabalhos legislativos no dia 6 de fevereiro, quando as contas da Prefeitura de Salvador serão analisadas pela Comissão de Finanças num prazo de 30 dias.

O parecer da comissão será submetido ao plenário em votação secreta. Se o prazo não cumprido, o assunto trava a pauta.

Servidores – Na agenda negativa do Palácio, existe, ainda, o problema relativo a servidores municipais de Salvador que ameaçam paralisar as atividades durante o Carnaval. Eles exigem aumento no valor da hora trabalhada na Operação Carnaval e melhores condições de trabalho durante a folia.

http://www.bahiatodahora.com.br/destaques-esquerda/noticia_destaque3/joa...

 
 
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Edmundo Adôrno

Sr Aleandro,

O paulo Ribeiro estava sendo ironico. É por essa e outras que eu acho que deveria existir um sinal gráfico para indicar a ironia, assim como a exclamação e ainterrogação.

Se oriente sr Aleandro.

 
 
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Marcia

Qual a  autoridade moral que  Cerra tem para falar  sobre esse  assunto? E FHC que,  todo mundo  sabe, não  gosta de nordestinos e muito menos  dos índios da Bahia?

 
 
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Paulo Ribeiro

Esta  gree deve ser analisada sob a ótica dos possíveis beneficiários e aí fica clara a participação do PSDB no incitamento ao movimento, que acabou tirando o massacre do Pinheirinho das páginas dos jornais

 
 
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Marcia

Exato, Paulo.

 
 
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evandro condé de lima

Caríssimo, os de esquerda a culpar o PSDB pelo que de ruim acontece, os de direita, por sua vez, apontam o PT e a população- na grande maioria apartidária- sofrendo sabe-se lá por quê. Dê uma olhada em outros blogs e verás que não estou de todo errado.

 
 
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Bruce Guimarães

Eu gostaria de ver a opinião do ex-presidente Lula!!! Você já ouviu?

 
 
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Marcia

Lula  exerce  algum cargo? Não.  Tenho   certeza  absoluta que Lula deve  estar  satisfeito  com  a postura de Wagner, Dilma nesse triste  episódio.

 
 
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Henrique Neves

Em 2001, o PT queria "o quanto pior, melhor" na Bahia porque isso fazia parte de seu projet0 de poder.


Em 2012, o PT quer "o quanto pior, melhor" em São Paulo porque isso faz parte do seu projet0 de poder.

 
 
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Valterlei

Que divertido. Antigos amigos se estapiando. E por falar em passear, como estava Varadero, Sr. Wagner? Continuem assim que vocês conseguem ressussitar o ACM por meio de seu neto.

Já em relação aos grevistas, não sei se acompanho a exposição do Sr. Lula:

“‘A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve.”

A frase foi proferida em relação à greve da polícia baiana, só que no ano de 2001. 

 
 
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Marcia

Valterlei, nunca  foram  amigos. São políticos, e o Prefeito é gente de Gedel Vieira Lima adversário político   do Governador.

 
 
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Marcia

Difícil "grampinho" se tornar Governador da Bahia. Só quem gosta dele são  as  viúvas  do Carlismo.

'Grampinho", como  é  conhecido na  Bahia, é inimigo número um  de Lula/Dilma. 'Grampinho" é o  atraso, é  a treva.

 
 

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