A análise do The Guardian sobre o caso Pinheirinho

Por Marco St.

Relato do The Guardian sobre o massacre da Opus Dei no Pinheirinho

A luta contra o despejo do Brasil Pinheirinho pode ser uma inspiração

guardian.co.uk , Terça-feira 24 de janeiro de 2012 GMT 15,23

A fotografia se espalhou pelo mundo rapidamente: mostra os moradores do Pinheirinho, favela no estado de São Paulo, vestindo capacetes, escudos e barricadas para resistir a uma ordem de despejo. (…)

Pinheirinho foi ocupado por oito anos, sem nenhum esforço do governo para regularizar a área ou desenvolver uma infra-estrutura adequada. Lar de cerca de 6.000 pessoas, a terra pertence a um fraudador do  mercado financeiro, preso em 2008. Estimulado pelo boom imobiliário do Brasil, a administração local tornou-se recentemente ativo na prossecução do despejo, com a cumplicidade de juízes que pareciam querer que isso acontecesse o mais rápido possível.

Depois da primeira imagem do despejo ser divulgada, o governo federal prometeu intervir através da compra de terra e devolvê-la para os ocupantes. Pelos fundamentos expostos, um juiz federal suspendeu o despejo, apenas para ser rapidamente anulado por um outro, que declarou ser uma questão de estado. O Poder Judiciário estadual, em seguida, agiu rápido antes que os advogados dos favelados ‘ pudessem reagir. No domingo, as redes sociais estavam zumbindo com relatos de guerra, como cenas de brutalidade e contos, incluindo a proibição da mídia e bloqueio de celular na área, além de rumores da possível detenção de um deputado federal e um senador que tentaram intervir (mais tarde foi esclarecido que não foram detidos, mas estavam num local fechado, tentando negociar). Até sete mortes foram relatadas, incluindo um bebê, embora nenhum deles confirmado oficialmente até o momento.

Foi principalmente graças aos meios de comunicação social que informações sobre os despejos pôde ser encontrado. No Twitter, a hashtag # Pinheirinho se tornou um top durante um par de horas. Durante todo o dia, a mídia corporativa do Brasil, que tem ligações históricas ao partido no poder [em SP], tanto em nível estadual e local, relatou a história em tons suaves: manchetes destacando uma van incendiada enquanto relevava as casas das pessoas em chamas.

Em lugares como Irã e Egito, a mídia social tem funcionado como uma ferramenta contra o controle estatal da informação. No Brasil, tem ajudado a contornar um monolítico setor de mídia privada, que é sub-regulamentada e altamente concentrada (90% da indústria está nas mãos de 15 famílias). Como outros meios de produção e circulação de informação tornou-se mais facilmente disponíveis, a mídia corporativa do país começou a perder credibilidade. Os meios alternativos foram veementes em sua condenação do Governo do Estado de São Paulo no último domingo, e com razão. Mas em outra parte da esquerda política há indícios de dissimulação.

O quadro mais amplo por trás da história Pinheirinho é boom econômico do Brasil, em que a construção e a propriedade estão jogando um papel crescente. Este processo foi acelerado pelo Brasil ser escolhido como sede da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Um dossiê produzido pela Coordenação Nacional de Comitês Mundial estima que cerca de 170.000 pessoas em todo o país serão expulsas devido à eventos esportivos (os números oficiais nunca foram anunciados). Em última análise, significa o estado entregando áreas públicas – aquelas ocupadss pelos pobres -, enquanto contribuintes bancam todo o processo. Talvez o pior caso até agora tenha sido no Rio , onde os despejos têm sido tão autoritários e unilaterais como a do Pinheirinho, espetacularmente militarizados. Em comparação, as vozes na esquerda têm sido muito mais baixas para denunciar isso.

O desenvolvimentismo que caracteriza o governo de esquerda Rousseff, com sua ênfase no crescimento econômico e indicadores quantitativos em vez de participação proteção ambiental e redistribuição da riqueza, encontra-se em um impasse político. Muitos na esquerda têm encontrado dificuldade para articular uma crítica desses processos. Há agitações que sugerem que isso pode estar mudando, como as campanhas recentes contra a Petrobrás (empresa estatal de petróleo), Vale do Rio Doce (mineração) e construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Eles são pequenos sinais, até agora ainda um pouco isolados, mas pode ser o começo de algo. Se assim for, Pinheirinho poderia revelar-se uma lição, uma acusação e uma inspiração.

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47 comentários
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Nilson Fernandes

Opus Dei. Este é o partido Fascistas.

 

Nilson Fernandes

 
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Mario Blaya

e obvio que vc não conhece a Opus Dei e nem o facismo! 

e apenas um idiota que adora fazer frases de efeito sem nexo ou responsabilidade com o que fala!

 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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ruyacquaviva

É óbvio que esse trollzão conhece muito bem a Opus Dei e o fascismo, tanto que os defende com unhas e dentes.

 
 
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marcelo

gargalhei muto aqui! muito... logo quem pedindo responsabilidade no que fala!!!

Mas entendo, sr. tangente. Não podendo defender seu fascistas  só te resta desfocar o assunto principal.

 
 
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Arnaldo

Blá-blá-blaya: vc pode não concordar com o comentarista, mas daí a chamá-lo de idiota vai uma grande distância. Civilidade não faz mal a ninguém, mesmo a vc, que realmente deve conhecer muito da Obra e de fascismo. Ah, só no embalo: para mim, idiota é quem escreve "faCismo". Respeite a memória de seu ídolo, o Mussa...

 
 
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j@iro, de sp

Blaya, dobre a língua antes de chamar alguém de idiota.


Esse adjetivo já deveria ter sido empregado há muito tempo para qualificar você, diante dos despautérios que costuma enviar.


E, mais uma vez, porque você não aprende mesmo: o nome do autor suiço que você cita é Max FRISCH, e não Max Frich.


Deu para entender ou ainda está difícil?


 


 


 


 

 
 
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Wandihkleysson Piragibe

Um traço marcante de todos regimes fascistas foi a sua ligação com a Igreja Católica (o menos católico foi a Alemanha, mas foi muito mais católico do que os alemães).


a Utopia da Opus Dei é um regime fascista.

 
 
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Renato Lira

"Pungente" a defesa que Blaya faz de sua turma.

Esquenta não, Nilson, a reação dos fascistas é essa mesmo, como a do Blaya.

P.S.: Quamdo Blaya escreveu a expressão "idiota", certamente tinha um espelho a sua frente.

 
 
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Demarchi

Não sei como inserir esse vídeo.

Então, copiar e colar :

http://vimeo.com/35575713

 

Demarchi

 
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Demarchi

Desculpem-me, estou atrasada.  Não vi que esse documentário foi assunto do Post das 14:59 h.

 

Demarchi

 
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Roberto

É triste ver que a grande maioria dos  doutos que no video aparecem, usem um balandrau. Liberdade, "fraternidade e justiça", somente para os amigo$.

 
 
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Marco St.

 2012 ou 1932 ??

 

Campo de guerra

 

 

 

Despacho para reintegração previa confronto entre polícias militar e federal

 

Ao ordenar a reintegração de posse do assentamento Pinheirinho, no município de São José dos Campos (SP), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Ricardo Garisio Sartori, previu a possibilidade de enfrentamento entre a Polícia Militar e a Polícia Federal. É o que revela a leitura do despacho assinado pelo desembargador no sábado 21.

 


Justiça previa possibilidade de enfrentamento entre PM e PF

 

Ao autorizar o despejo das 1,3 mil famílias que ocupavam a área, Sartori destacou a necessidade de a PM paulista repelir “qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal, somente passível de utilização quando de intervenção federal decretada nos termos do art. 36 da Constituição Federal e mediante requisição do Supremo Tribunal Federal, o que inexiste (grifo do desembargador).”

 

Na ocasião, havia uma disputa entre as Justiças estadual e federal pela competência de decidir sobre o impasse. Somente na noite da segunda-feira 23 o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, considerou legal a decisão da Justiça paulista, que ordenou a reintegração de posse. O ministro negou o pedido de liminar feito pela União para validar uma decisão da Justiça federal que impedia a remoção das famílias.

 

No sábado 21, no entanto, o impasse ainda não estava resolvido. A 6ª Vara Cível de São José dos Campos havia decidido pela reintegração de posse, mas ainda era válida a decisão da Justiça Federal pela suspensão do despejo.

 

 

Mesmo antes de o STJ, a instância superior, decidir sobre a competência do caso, o desembargador Sartori ordenou o “imediato cumprimento” da ordem expedida pela Justiça paulista, ainda que a Polícia Federal pudesse se colocar contra a remoção das famílias.

 

O desfecho da história é conhecido: às seis da manhã de domingo, os policiais militares pegaram os moradores desprevenidos e ordenaram, com uso da força e de bombas de efeito moral, a remoção das famílias – a maioria, apenas com a roupa do corpo, levada a abrigos improvisados. Até agora nem estado nem a prefeitura explicaram aos moradores por que a área deveria ser evacuada naquelas condições.

 


"Não deu tempo de pegar nada", relata moradora

 

CartaCapital procurou o desembargador Sartori para pedir esclarecimentos sobre o despacho, que indica a possibilidade de enfrentamento entre as forças de segurança do estado e da União.

 

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo informou que apenas o desembargador Rodrigo Capez, designado por Sartori para acompanhar a reintegração de posse, poderia se pronunciar sobre o caso.

A assessoria de Capez ainda não respondeu ao pedido de entrevista

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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Jose de Almeida Bispo

E viva Sua Magestade imperial Don Juan Carlos "por que no te callas" e seus súditos opusdeisianos, "magnânimos" deuses da justiça paulista e seu capitão-mor, D. Geraldo Alckmin; além dos padres Luizinhos da vida, é claro.

 
 
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Mel

E esses caras dizem crer em Deus. Falam em nome de Deus com uma facilidade espantosa. Qual é o Deus deles?

 
 
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Manuela(2)

O deus "dinheiro".

 
 
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Homero Pavan Filho

"O desenvolvimentismo que caracteriza o governo de esquerda Rousseff, com sua ênfase no crescimento econômico e indicadores quantitativos em vez de participação proteção ambiental e redistribuição da riqueza, encontra-se em um impasse político. Muitos na esquerda têm encontrado dificuldade para articular uma crítica desses processos. Há agitações que sugerem que isso pode estar mudando, como as campanhas recentes contra a Petrobrás (empresa estatal de petróleo), Vale do Rio Doce (mineração) e construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Eles são pequenos sinais, até agora ainda um pouco isolados, mas pode ser o começo de algo. Se assim for, Pinheirinho poderia revelar-se uma lição, uma acusação e uma inspiração."

 
 
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josé justino de souza neto

??? 

Prezado Homero,

Você destacou esse trecho porque concorda com alguma coisa dele ou porque é uma mixórdia de opiniões (copia/cola) que o The Guardian rebuscou no lixo midiático da "oposição" brasileira (ou oposição lixo, tanto faz)?

 
 
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Ivan Moraes

(Destaquei o mesmo texto abaixo, Justino.  Eh uma sopa de lesma com feijao e torresmos e so poderia ter sido escrito por quem nao entende nadinha do Brasil.)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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paulo sp

Interessante a opiniao do Guardian sobre a midia brasileira. É um escâdalo tao grande o seu alinhamento com o PSDB que nao existem meias palavras.

Apesar da tragédia das  famílias pobres do Pinheirinho, o fato eh que os acontecimentos servem para mostra o que o PSBD sempre foi: o pior, o lado mais tacanho, a latrina da Elite brasileira, mormente concentrada em SP. Geraldo Alkmin eh o ser mais emblemático dessa gente, para quem a insenssibilidade para o problema social eh um VALOR MORAL.

Entretanto, confesso que estou incomodado com o que parace ser falta de estratégia do Gov Federal diante dos fatos. Era pra deitar e rolar...... E MARCAR DIFERENÇA SIM !!!

Nao adianta o Gov Dilma pensar em "agradar" essa gente, pq se dependesse desse eleitorado de SP, Serra seria presidente e Dilma uma terrorista.

 
 
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Ivan Moraes

A reportagem eh particularmente devastadora exceto num ultimo paragrafo onde mistura todas as bolas:  so tem burrada!

"Muitos esquerdistas acham dificil articular uma analise desses processos quando nao sao praticados pela direita. Ha indicacoes que isso pode estar se modificando, como a recente campanha para a Petrobras, Vale, e a construcao da hidroeletrica de Belo Monte. Sao sinaizinhos, ainda meio isolados, mas podem ser o o comeco de algo.  Se assim for, Pinheirinho pode se tornar uma aula por si mesmo, uma condenacao e uma inspiracao."

Tem tanta coisa errada com esse fim de reportagem que nao da nem pra contar!!!

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Rabuja

Talvez seja problema da tradução.

Eu queria ver o texto original, mas não tem link.

 
 
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Demarchi

Demarchi

 
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Edelmar

O texto sendo escrito por um brasileiro, nao tem uma versão dele em portugues?

O último paragrafo da tradução acima não faz sentido e parece ter sido traduzido misturando blocos no texto em inglês.

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"The gargantuan developmentalism that characterises the left-leaning Rousseff government, with its emphasis on economic growth and quantitative indicators rather than participation, environmental protection and wealth redistribution, finds itself in a political impasse. This gigantism brings the government, even as it mobilises old anti-imperialist tropes, closer to big mining, agribusiness and construction interests and further from old allies like Brazil's landless workers movement.

 

Many on the left have found it hard to articulate a critique of those processes when they are not carried out by the political right. There are stirrings that suggest this may be changing, such as recent campaigns against Petrobrás (state oil company), Vale do Rio Doce (mining) and the building of the Belo Monte hydroelectric plant. They are small signs, so far still somewhat isolated, but it might be the start of something. If so, Pinheirinho could prove itself to be a lesson, an indictment and an inspiration."

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O desenvolvimentismo grandioso que caracteriza o governo esquerdista de Russeff, com ênfase no crescimento econômico e indicadores quantitativos ao invez de participação, proteção ambiental e redistribuição de renda (?!), encontra-se em um impasse politico. Este gigantismo leva o governo - mesmo que reuna esquerdistas tradicionais* - para perto de grandes mineradoras, agrobusiness e interesses imobiliários, e o distancia dos velhos aliados como o MST. 

Muitos esquerdistas acham difícil criticar estes processos, quando eles não são executados pela direita. Movimentos indicam que isto pode estar mudando, como as recentes campanhas contra a Petrobras (?), Vale do Rio Doce (?) e a construção da usina de Belo Monte. São sinais pequenos, por enquanto isolados, mas podem ser o começo de algo. Se for, Pinheirinho pode  se tornar uma lição, uma acusação e uma inspiração.

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* Nao sei traduzir esse floreio de 'anti-imperialist tropes', não faz sentido pq metade do governo é PMDB!

Para um autor brasileiro, o texto comete várias omissões e distorções, é como se considerasse o processo político brasileiro perfeito e ilibado, e não esse caos fisiologista onde o máximo que um governo pode fazer é o 'possível'. Também não sei que campanhas contra  aquelas empresas ele se refere... Da vale seria o caso agnelli? isso é tão velho... perdi algo mais novo?

 
 
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mpaiva

Edelmar , o artigo provavelmente se refere a essa campanha , que está sendo amplamente divulgada pela comunidade contra Belo Monte :

http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1987

"Uma das maiores transnacionais brasileiras, a mineradora Vale, presente em 38 países nas Américas, África e Ásia, pode receber, no final de janeiro, um dos principais prêmios internacionais da vergonha corporativa. Escolhida entre dezenas de candidatas, a Vale está entre as seis finalistas do Public Eye Award 2012, que concede anualmente o título de pior empresa do mundo a uma corporação, eleita em concurso internacional por voto popular, durante o Fórum Econômico Mundial na cidade suíça de Davos. Do quinto lugar na primeira semana de votação do premio, lançado em 5 de janeiro, a Vale assumiu a liderança pela primeira vez na tarde desta sexta-feira (20). Clique aqui para acompanhar a votação (em inglês).

De acordo com os organizadores do concurso – as ONGs Declaração de Berna e Greenpeace Suíça -, as empresas finalistas são escolhidas em função da gravidade dos impactos e problemas sociais, ambientais e trabalhistas decorrentes de suas atividades. Além da Vale, concorrem este ano a japonesa Tepco, empresa do setor de energia responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, a britânica Barklays, complexo bancário envolvido em especulações mundiais sobre preços dos alimentos, a americana Freeport Mcmoran, mineradora com atuação desastrosa em Papua Nova Guiné, a sul-coreana Samsung, multinacional acusada de expor seus trabalhadores a substancias altamente tóxicas, e a suíça Syngenta, produtora de agrotóxicos banidos em muitos países e responsável pela contaminação de centenas de lavouras com espécies transgênicas."

 

mpaiva

 
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Ivan Moraes

Edelmar, minha traducao foi direto do ingles e esta correta tambem. O ultimo paragrafo eh uma sopa de lesma com chocolate assim mesmo, como foi escrito no original.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Jaide

   Mas o último parágrafo dessa análise do The Guardian está esquisito.  Junto com a afirmação de que o governo Dilma foca no crescimento em detrimento de questões ambientais e de distribuição de riqueza há informações  duvidosas (campanhas contra a Petrobras e Vale do Rio Doce?).  Juntaram tudo às manifestações do caso Pinheirinho, como indicativo de que algo maior possa ocorrer (primavera brasileira?).


  Sei não. Relatando a desocupação de Pinheirinho, o jornal inglês fez na verdade uma crítica ao governo federal do Brasill e até arranjou uma  desculpa para aquela desocupação, qual seja, é similar a tantas outras que vem ocorrendo, em especial no Rio de Janeiro, "espetacularmente militarizadas" (expressão do The Guardian).

 
 
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KURK

Folha, Estadão, Veja e adjacências toma:

Pinheirinho se tornou um top durante um par de horas. Durante todo o dia, a mídia corporativa do Brasil, que tem ligações históricas ao partido no poder [em SP], tanto em nível estadual e local, relatou a história em tons suaves: manchetes destacando uma van incendiada enquanto relevava as casas das pessoas em chamas.

 
 
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José Vitor

Agora vai sobrar pro Lula expiicar ao mundo que não foi a "polícia brasileira" que praticou essa barbaridade,  mas a "polícia paulista", sob o comando dos arqui-inimigos de seus arqui-inimigos. O pior de tudo é ter que aguentar a Dilma cheia de sorrisinhos para essa gente.

 
 
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João Paulo Ferreira de Assis

Apoiado. Dilma, em plena greve dos professores mineiros pelo cumprimento da Lei 11738, no dia da inauguração do relógio da contagem regressiva da Copa em Belo Horizonte, não é que a Presidenta chamou o governador fora da lei de ''meu querido''?

 
 
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Jean

Ivan,

 

O que tem de errado na parte da matéria do The Guardian que você citou? 

 
 

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