70 mortes em Salvador após greve da PM

Do Correio Braziliense

Mortes em Salvador chegam a 70 após a greve da Polícia Militar

A situação continua tensa na capital baiana. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registrou 70 mortes nos seis dias de greve dos policiais militares do estado, desde o dia 31 de janeiro até a manhã deste domingo. Até a tarde deste sábado, o número era de 56 homicídios, mas entre a noite de ontem e a madrugada de hoje foram 14 assassinatos nos bairros de Salvador. Os crimes serão investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Grevista convoca famílias de PMs para protesto na assembleia baiana

Ameaçado de prisão, o presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, está convocando as famílias dos grevistas, incluindo crianças, para se juntar aos policiais concentrados desde quarta-feira na Assembleia Legislativa do estado.

Para distrair os filhos dos soldados, os organizadores da paralisação instalaram pula-pulas no local. De acordo com o capitão Marcelo Pita, porta-voz do Comando da Polícia Militar, Prisco está na lista dos 12 líderes grevistas com mandado de prisão expedido pela Justiça baiana. Mas o governador Jaques Wagner (PT) já descartou a possibilidade de invasão da Assembleia. Wagner disse que não negociará enquanto a greve continuar.

No fim da tarde de sábado, a PM conseguiu recuperar as 16 viaturas levadas dos quartéis pelos grevistas. O líder Marco Prisco disse que o movimento está disposto a reduzir a pauta de reivindicações, mantendo apenas a incorporação de gratificações e a anistia aos grevistas.

Nenhum voto
69 comentários
imagem de Thelma Oliveira
Thelma Oliveira

Não sei não, mas acho que a análise do tema deve ser ampliada com mais informações:

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/02/04/dilma-enfrentou-motim...

 

 

Thelma Oliveira

 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Thelma, li o texto no PHA, e aparentemente tem coerência, exceto num ponto: quando fala de "minoria", como se fossem muito poucos PMs a participar, e isso não pode ser verdade, ou o caos não teria ocorrido como ocorreu. O segundo ponto, é que esse tipo de greve é anunciado com antecedência, o governador teria que se previnir pedindo auxílio prévio ao governo federal, ou dialogando com os grevistas. Não podemos é aplaudir todas as greves de funcionários públicos que ocorram contra governos tucanos e demonizar as greves contra governos petistas. TODA A GREVE TEM LÍDERES, normalmente eles serão ou filiados ou simpatizantes de um partido, isso é comum. Não é isso que torna uma greve "mais válida" ou o contrário.

Aqui no Rio, uma das atitudes mais incoerentes e desumanas do governador Sérgio Cabral é a forma mesquinha com que trata policiais e bombeiros. Certamente um dos piores salários do Brasil, sendo que exige cada vez mais das corporações, até porque se tornou um dos poucos pontos fortes de seu governo, a melhoria na segurança em alguns setores.

A verdade, é que como disse o frei Leonardo Boff, alguém postou aqui, no fora de pauta, se não me engano, os governadores não tratam essa questão com a urgência e a prioridade que ela merece. Não sei se a solução é a PEC 300,  alguns acham que os salários do DF é elevado demais para alguns estados, mas dizem que a diferença chega a mais de 200% entre o DF e os estados que pagam menos, aí já entramos no absurdo.

Por fim, me perdoem todos os sindicatos do mundo: greve de policiais e médicos, jamais poderiam ser feitas de modo a afetar a população, tinha que ser crime a partir do ponto em que vidas fossem postas em risco. Há formas e formas de se fazer greve, uma delas não pode ser a que cause a morte de pessoas inocentes.

 
 
imagem de Thelma Oliveira
Thelma Oliveira

O bom é que aqui a gente troca informações, pois como não acompanhei muito as notícias, fiquei boiando e esperando outras análises para conhecer o problema. Por isso, os comentários seu, do Assis e dos outros comentaristas foram importantes para ajudar a entender melhor o processo, a partir de diferentes visões. Claro que as coisas não ficam completamente esclarecidas, porque existem muitos lados, mas serve até para que se conheça os muitos lados. Isso é o que a imprensa deveria fazer e que reclamamos sempre que não faz, e muitos ainda não entendem: mostrar sempre as diversas faces e interpretações de um acontecimento, abrindo espaço para o contraditório.

E viva, mais uma vez, os blogs ditos progressistas, por falta de melhor definição, e seu amplo espaço democrático.

 

Thelma Oliveira

 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Greve de setores essenciais é assunto delicado, quantas vezes não soube como posicionar... "É justo ou injusto?" - Mas acredito que alguns limites, TODOS têm que ter, o mais óbvio, penso, não colocar vidas em risco por causa do "meu direito" de greve. A coisa se complica, quando autoridades e grevistas são xiitas radicais! Quem viu o filme sobre o Lula, notou o quanto ele desde aquela época MESMO NUM MOVIMENTO COM TINTAS RADICAIS, era partidário do diálogo honesto até a última instância.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Não exerco cargo de confiança  nomeado pelo Governador J. Wagber, portanto   me  considero independente  para  expor minhas opiniões.

A verdade é que, no que pese  ficarmos  recolhidos em casa por medo de  agerssões e etc,  achamos que o Governador Jacques Vagner  está  se comportando  de forma  exemplar. Socitou  ajuda  ao Governo  Federal e  foi prontamente  atendido. O Governador, em momento algum,  agiu   com violencia, ou excessos. Os baderneiros  estão a postos  com seus  familiares em frente a Assembléia e não  existe notícia de que as  forças da União dispararam um tiro  sequer.

O Governador  Jaques Wagner provou saber lidar  com uma  situação gravíssima sem usar de violencia, coisa que os demotucanos jamais vão  aprender.

Ponto para Wagner e Dilma.

 
 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Marcia, infelizmente parece que, de fato, marginais fardados se aproveitaram da greve (ou a criaram para isso, não sei...) para criar um ambiente de caos e terror na Bahia, obviamente priorizando Salvador, de maior visibilidade política. Digo infelizmente, porque policiais no Brasil inteiro quase, ganham um salário muito aquém do que merecem, e a greve, COM PAUTA JUSTA E BEM ARQUITETADA, me parece um caminho justo. Não foi o caso aqui. Só agora li o post da Letícia, e fiquei estarrecido, os fatos são graves. Me permita discordar de você em um ponto: o governador demorou a agir! Há momentos, que sendo do PT ou PSDB, ou PV, pouco importa, um governador tem que agir IMEDIATAMENTE, e com firmeza, não há como deixar a população se tornar refém desses vândalos! Confesso que não sei quantos dias ele demorou a pedir ajuda ao governo federal, e parece que agora está tomando as medidas corretas, mas não tem como CULPAR os PMs pelo que aconteceu. Houve omissão do governador, na minha opinião. Democracia, e não querer agir de modo arrogante, trazem consigo o limite da ordem pública, da defesa do cidadão. Às vezes, ser democrático é agir duramente, contra aqueles que estão impondo a lei do terror.

Abraço!

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Oi, Eduardo, estou aqui trancada. A violencia  continua.

Já  contei, aqui, sobre o que passei no começo da  "greve", quinta feira  á tarde. Terror. Estava num  supermercado  de um bairro nobre, de repente tiros, correria. Foi um corre-corre. Vc pode imaginar.

Não  acho que o Governador  demorou para  agir. Desde  a madrugada de  sexta feira  as  forças da União  estão  em Salvador.

Ontem eu saí de casa para visitar meu pai. A  cidade  estava  tranquila, não vi bandidos nem policiais.

Pelo que tenho lido não  se trata de greve mas de  barbárie encabeçada por um  ex soldado da  PM  filiado  ao PSDB.

A verdade é que quem perde   com tanta violencia é  a população que  fica impedida de ir  e vir, como é o meu caso.

Estou muito nervosa com tudo isso.

Um  abraço.

 
 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Fico feliz então, que a coisa esteja acalmando! Agora comos fatos surgindo, fica cada vez mais nítido que os grevistas, ou parte deles, ou agiram de fato como bandidos, ou tentaram politizar a greve, constrangendo o governador, usando táticas de terror urbano como método, o que é imperdoável e criminoso, espero que sejam descobertos e expulsos da PM, no mínimo! Quanto ao governador, quis dizer que demorou mais em relação a não ter se previnido, ter deixado Brasília de prontidão, por ser uma greve anunciada, entende? Mas como não dá para julgar corretamente essas coisas à distância - rs - o tempo demonstrará tudo, e o importante é que sirva de lição a todos, principalmente aos governadores - serem mais ágeis ou dialogarem melhor - e os policiais - não agirem como bandidos contra aqueles que deveriam defender. Abraço!

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Outro.

Fique na paz.

 
 
imagem de josé justino de souza neto
josé justino de souza neto

SINDICATO é uma coisa. ASSOCIAÇÃO é outra coisa. Salvo engano, perante a lei, a ASSOCIAÇÃO cuida dos interesses individuais dos trabalhadores e, portanto, não tem respaldo para decretar greve. Por outro lado, é preciso ter certeza a respeito do processo de relacionamento da representação dos PMs com o governo estadual. Isto é, houve mesmo uma negociação prévia com pauta definida? É verdade que a única pauta definida pelos "grevistas" incluia como primeiro, ou um dos primeiros itens, uma ANISTIA? Se houve um item desse antes mesmo de qualquer negociação está configurada de forma descarada a ação criminosa da liderança dos... "grevistas".

 
 
imagem de Marcia
Marcia

A Globo News, Foia, Uol, IG, etc, enfim  todo o PIG está  adorando esses tristes  acontecimentos perpetrados por um elemento  do PSDB para tentar desequilibrar a Bahia.

Tenho nojo dessa imprensa marrom e golpista.

 
 
imagem de bocó-de-mola
bocó-de-mola

Esse tipo de greve de corporações "intocáveis" (médicos , policiais, etc) que tem muito poder de vida e morte , é sempre preocupante.  Melhor não ir a Salvador, creiam.

 
 
imagem de Paulo Erivan de Sousa
Paulo Erivan de Sousa

A polícia já não trabalhava, e agora tá matando a três por quatro. Pode-se pagar qualquer salário a estes policiais que os mesmos continuarão atuando do mesmo modo, em benefício da elite e contra os trabalhadores.Os salários dos professores deveriam ser superiores aos dos policiais e mesmo assim não vemos manifestações dos mestres com armas não mãos. As armas usadas pelos professores são as palavras, que muitas vezes são combatidas pelos policias com cassetetes, com bombas, gás de pimenta e balas de borracha.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Dirigente da Aspra, que representa grevistas, é preso na BahiaGoverno informa que ele representa um dos 12 mandados de prisão. Prisco diz que dirigente não estava acampado na Assembleia Legislativa.

05/02/2012 - 12:32

Globo.com/G1

Alterar o tamanho da letra A-A+

Um soldado da PM e dirigente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra) foi preso na madrugada deste domingo (5), segundo o governo do estado, e encaminhado a sede da Polícia do Exército, na Avenida Paralela, em Salvador.

O PM é lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). Segundo o governo, ele é suspeito de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público, referente à retenção das viaturas.

A prisão dele é a primeira cumprida dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça da Bahia contra integrantes do movimento grevista. De acordo com o governo, as outras 11 prisões devem ser executadas durante este domingo.

O presidente da Aspra, Marco Prisco, informa que o soldado, apesar de ser dirigente da associação, não estava acampado na Assembleia Legislativa e trabalhava no momento em que foi preso. Prisco diz que ele é auxiliar do major Nilton Machado e que, por isso, não teria paralisado as atividades. Já o governo do estado relata que foi o próprio major que efetuou a prisão. Prisco afirma ainda que foi informado sobre a prisão pela esposa do soldado.

Homicídios
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registrou 70 homicídios ao longo dos seis dias de greve dos policiais militares do estado. Os dados são referentes aos casos ocorridos entre as 21h de terça-feira (31), dia em que os policiais começaram a abandonar os seus postos, até as 9h40 deste domingo (5).

Carros de polícia recuperados
A Polícia Militar recuperou, na tarde deste sábado, 16 carros oficiais que estavam em poder dos grevistas, na Assembleia Legislativa, em Salvador. Os manifestantes são filiados à Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra). Os mandados de reintegração de posse foram expedidos na manhã do sábado (4).

Negociação
O presidente da Aspra, Marco Prisco, e os policiais filiados à entidade, esperam espaço para negociação das pautas reivindicatórias com representantes do governo do estado. "A palavra é negociação", diz Prisco neste sábado (4), na sede da Assembleia Legislativa, onde está desde a noite de terça-feira (31).

Autuação federal
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que já fez o pedido de reserva de vagas em presídios de segurança máxima para encaminhar, caso seja necessário, os policiais militares que tenham cometido algum tipo de crime durante a mobilização grevista, que já dura cinco dias na Bahia. Durante coletiva à imprensa, realizada na manhã deste sábado (4) ainda na Base Aérea, onde desembarcou, o ministro frisou a relação que o governo federal mantém com as políticas de segurança estadual.

Pronunciamento do governador
O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população do estado em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV por volta das 20h15 desta sexta-feira (3). Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos quatro dias, que tem resultado no fechamento antecipado do comércio, violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirma.

http://eptv.globo.com/noticias/NOT,0,0,391949,Dirigente+da+Aspra+que+rep...

 
 
imagem de Marcia
Marcia

O PIG induz  a erro, o ex policial Prisco NÃO  foi preso, na verdade o preso é um dos   soldados  que  participa da barbárie  em Salvador.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

Tropa de Elite da Polícia Federal desembarca em Salvador

Da Redação

Desembarcaram no início da tarde deste domingo, 5, em Salvador, o Comando de Operações Táticas da Polícia Federal. Considerada a tropa de elite da Polícia federal, o Comando de Operações Táticas veio numa aeronave própria da PF, trazendo um efetivo de 40 homens, com a missão de executar os mandados de prisão contra integrantes do movimento grevista da Polícia Militar. Além de trazer os policiais, a aeronave ficará à disposição para a remoção dos detidos aos presídios federais. O Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal na Bahia dará apoio às operações.

Mais reforços - Estão previstos mais três desembarques, com cerca de 300 homens da Força Especial do Exército e da Brigada de Paraquedistas na Base Aérea de Salvador. Eles reforçarão a segurança, se juntando aos outros 2.350 homens que já estão atuando no estado.

Eles ajudarão na manutenção da ordem e segurança à população de todo o estado.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o primeiro desembarque trará 135 militares do Batalhão de Infantaria Paraquedista do Rio de Janeiro e 15 militares de Brasília. Já o segundo desembarque que trará os outros 150 militares está previsto para às 21h. Estes últimos pertencem ao Exército Brasileiro de Recife.

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5807015&t=Tropa+de+Elite...

 
 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Boas novas! Bom ver a parceria governo federal/estadual funcionando. Ao menos - isso reconheço - ao "despertar" - rs - o governador agiu corretamente. E a Justiça, no meu entender, diante do banditismo, fez bem em decretar as prisões.

 
 
imagem de Marcia
Marcia

de fevereiro de 2012 às 21:50

Emiliano José: “O espírito maligno da PM da Bahia se volta contra o povo”

Espírito autoritário da Polícia Militar baiana vem desde a ditadura militar

por Emiliano José

O governo da Bahia precisa correr contra o tempo, para desarmar a bomba que é a Polícia Militar da Bahia. Não se pode dizer que não se sabia. Uma tese acadêmica do professor George Ocohama mostrou o espírito autoritário da Polícia, ao analisar a greve da PM em 1981. Não por acaso, o jornalista, professor e hoje deputado federal Emiliano José assinou o prefácio do livro de Ocohama.  Desde o golpe militar de 1964, a PM baiana se constituiu no braço armado voltado para reprimir manifestações populares.

E a violência, pode-se dizer, vem sendo o método de trabalho da PM baiana, entranhada na corporação pela ideologia do carlismo. Chega a ser ridículo, os discursos oportunistas de políticos como o deputado ACM Neto (DEM) e do deputado derrotado José Carlos Aleluia. O guru deles, ACM, incutiu na PM a ideologia da violência. Agora, este espírito maligno se volta contra o povo da Bahia.

Leia na íntegra a análise de Emiliano no livro de Georgeocohama:

Quando a greve da Polícia Militar baiana de 1981 ocorreu, eu trabalhava na sucursal do jornal O Estado de S. Paulo, em Salvador, como repórter. Para os jornalistas de então, um fato inusitado. Estávamos acostumados a cobrir a ação da PM no decorrer de movimentações de operários e estudantes, e tal ação revestia-se sempre de um cunho repressivo. A PM, nos anos posteriores a 1964, especialmente até o fim da ditadura em 1985, se constituiu no braço armado mais prontamente à disposição das classes dominantes para reprimir quaisquer movimentos populares. Era a PM que tornava dramaticamente real o lado coercitivo do Estado brasileiro. Em todo o País, simultaneamente ao controle a que foram submetidas pelo Exército, as PMs foram modernizadas em sua aparelhagem repressiva, modernização que se expressava no maquinário de guerra de combate às manifestações de rua. Assim perplexos, cobríamos aquela greve.

A análise do professor George Ocohama sobre as causas daquele movimento revela muita ousadia. Enfrentou tema pouco visitado pela Academia. O livro que agora ganha as ruas foi escrito há mais de 20 anos. Tem, quem sabe, os defeitos de uma análise feita a quente, mas também as qualidades desse tipo de incursão. Só os bons historiadores, os menos acomodados, são capazes de produzir obras assim: poderíamos chamá-las de análise de conjuntura, numa visão bastante ampliada dessa noção; ou, para ousar avançar por terreno conceitual desconhecido, denominá-la de história mergulhada no acontecimento.

Ao fazê-lo, o autor contribuiu para abrir a vereda que tem possibilitado uma discussão ampliada sobre o papel das PMs numa sociedade democrática. Inegavelmente há um vezo preconceituoso entre as esquerdas, ontem mais do que hoje, em analisar o papel dos militares na vida política brasileira, salvo sob o ângulo da repressão, da violência, do arbítrio, características marcantes da ação militar num País acentuadamente marcado pelo autoritarismo.

A discussão sobre a PM baiana e o movimento grevista de 1981 implica análise aligeirada sobre o Estado brasileiro, especialmente o moderno Estado construído desde os anos 30 do século passado. Esse Estado constituiu-se à base de estruturas mais ou menos autoritárias, que passaram pela ditadura getulista do Estado Novo, pelo populismo nacionalista da primeira metade dos anos 50, pelo desenvolvimentismo de Juscelino, pelo reformismo de Goulart e pela modernização conservadora da ditadura pós-64. O crescimento da sociedade civil, de modo geral, sempre enfrentou obstáculos, sejam aqueles menos coercitivos, como os levantados pelo populismo, sejam os repressivos, como os do Estado Novo.

O crescimento do movimento operário-popular em 1964 provocou a reação das classes dominantes e redundou em ditadura. A marca autoritária em nossa história não é pequena. Os militares, não por acaso, acreditaram-se demiurgos de um projeto nacional, baseado na Doutrina da Segurança Nacional, cuja inspiração, também não por acaso, veio dos EUA, fundada em pressupostos da Guerra Fria, marcada então por um anticomunismo visceral. Tal doutrina desenvolvia a tese do inimigo interno, que justificava todas as violências praticadas contra aqueles que tinham uma visão diversa. Desde o final dos anos 40, esse tipo de visão esteve presente em nossa história, e corporificou-se com absoluta transparência em 1964 e naqueles anos seguintes de terror e de sombras.

A presença militar era tão forte que, para selar o fim da ditadura, fez-se uma espécie de pacto com as Forças Armadas, baseado numa anistia que perdoava os torturadores e assassinos dos porões repressivos. É possível que não houvesse outro caminho dado à correlação de forças do momento, mas o fato é que isso ocorreu. A sociedade civil e a sociedade política não conseguiram desenvolver até muito recentemente mecanismos institucionais que colocassem as Forças Armadas sob controle, na dependência de regras democráticas sólidas.

Só após o fim da ditadura, em 1985, iniciou-se um processo, relativamente lento, onde, paulatinamente, as Forças Armadas passaram a se submeter de forma mais clara aos ditames da lei. Isso foi possível devido à dinâmica interna – a democratização da sociedade brasileira –, e externa –, o fim da Guerra Fria, com o desmoronamento de toda a experiência socialista na URSS e nos países do Leste Europeu. Recente episódio – o da revelação pela imprensa de fotos de prisioneiros nus nos porões da ditadura – mostrou a autoridade do presidente Lula sobre os militares, evidenciando que os tempos são outros, mais democráticos. Vamos caminhando de modo mais rápido e seguro para uma sociedade amparada na lei.

Para dizer de forma simplificada, se tentarmos situar o episódio analisado por Georgeocohama, podemos dizer que as PMs de então eram um subproduto do quadro nitidamente autoritário que predominou até 1985. Enquadradas rigorosamente após 64, elas foram submetidas aos interesses e conceitos globais do Exército, a instituição que dá as cartas nas Forças Armadas. Passam, então, a ser “tropa de choque” do Estado brasileiro para “sedições internas”, especialmente as movimentações urbanas, das greves operárias às manifestações estudantis.

A greve de 1981, com as conseqüências trágicas dela decorrentes, talvez seja um daqueles momentos em que a PM da Bahia toma consciência de si mesma, recusa-se a ser simples massa de manobra, embora, como é evidente, limite-se a seus interesses meramente corporativos, temendo até a solidariedade de outros setores sociais, o que decididamente reduziu o alcance do movimento. As paixões do momento não foram sistematizadas numa orientação política conseqüente, como foi diagnosticado pelo professor Georgeocohama corretamente. Não custa lembrar movimento recente, de 2001, quando outra greve, e esta com impressionante participação da soldadesca, colocou Salvador em estado de choque e o governo paralisado. Essa movimentação, à espera de análises mais cuidadosas, produziu alguns líderes, um dos quais, sargento Isidório, tornou-se deputado estadual pelo PT com expressiva votação.

A história registra movimentos de soldados como momentos heróicos, evidência de um alto grau de politização. Não custa lembrar a Revolta da Chibata, do marinheiro João Cândido, contra os castigos absurdos de que era vítima a marujada. Ou a luta dos sargentos por seus direitos no pré-64, objeto até hoje de muitas discussões. Ou, mais distante de nós, a extraordinária participação de soldados na Revolução Russa. A politização dos soldados, no Brasil pós-64, no entanto, foi reprimida de todas as maneiras. Greves em corporações como a PM não são boas companhias da democracia. São perigosas para todos se se tornam incontroláveis. Estamos falando de homens – e agora mulheres – armados.

A greve de 2001 foi um exemplo disso. Quando se prolongou por vários dias, criou uma situação de caos social em Salvador. No primeiro momento, recebeu o apoio da população, que sabia dos baixos salários e péssimas condições de trabalho dos soldados, sargentos e mesmo oficiais. Num segundo momento, o povo fechava-se em casa com medo e queria o fim rápido do movimento. A PM, nesse caso, saiu relativamente fortalecida. Houve, por caminhos tortuosos, o reconhecimento do quanto ela é necessária, embora não se possa desconhecer o quanto ela precisa mudar para se tornar uma polícia cidadã, que tenha como missão principal proteger o cidadão e cidadã comuns.

As diferenças entre os dois movimentos não são pequenas, e posso lembrar alguns deles, arriscando-me a palpitar. O primeiro é que o de 1981 não teve o alcance de massa que teve o de 2001. Aquele foi uma ação  concentrada na ousadia de alguns oficiais. O segundo aspecto é que o de 1981 foi barrado de modo sangrento – a lembrar que o governador biônico era Antônio Carlos Magalhães, prócer querido da ditadura – enquanto que o de 2001 acabou sendo resolvido pela negociação, em decorrência especialmente da ação de parlamentares da oposição, que praticamente socorreram um governador inerte, quase perplexo diante da greve. Os tempos eram outros. Já não era mais possível mandar matar, como em 1981. O terceiro é que a movimentação de 2001 durou um bom número de dias, teve um impressionante impacto político-social e obrigou o governo a ter mais atenção com a PM, enquanto que a de 1981, estancada na ponta do fuzil, acabou rapidamente e suas conseqüências nem de longe se aproximaram das de 2001.

Mas tudo isso é palpite. O que importa aqui é a análise feita por Georgeocohama a respeito da movimentação de 1981. É essa ousadia dele que nos convida a uma reflexão sobre a PM na sociedade que vivemos hoje, muito mais democrática. Nos tempos mais recentes, desincumbida parcialmente da tarefa anterior de reprimir movimentos populares, devido à situação democrática, a PM, educada para a violência, continuou como “tropa de choque” contra os pobres e negros, especialmente nas grandes cidades. A questão posta para todos nós, que temos compromisso com a continuidade da democratização da sociedade brasileira, é a definição do papel dos militares na vida política nacional, e aí inclui-se também as polícias militares. Aqui, pode ocorrer a um leitor mais atento lembrar, acompanhando Norberto Bobbio, ser o Estado sempre um instrumento de repressão, o que ninguém contestaria. Mas isso não quer dizer, e isso também é Bobbio, que todos os Estados sejam igualmente repressivos. Nós, aqui e agora, queremos um Estado democrático, com os militares submetidos aos ditames da lei, incluindo-se aí a PM enquanto ela existir, para que se garanta um estado de paz civil.

É necessário que se estimulem ouvidorias autônomas das PMs de modo a facilitar ao cidadão e à cidadã recorrerem dos arbítrios, das violências, contribuindo para uma vigilância efetiva da sociedade civil sobre a instituição. É fundamental que seja incrementada a educação dos efetivos da PM no campo dos direitos humanos. Não podemos, em nome de uma teoria abstrata do Estado como instrumento da repressão, descuidar da importância de uma espécie de revolução cultural entre os policiais militares.

É possível forjar um novo espírito, que fortaleça mais o aspecto preventivo do que o repressivo. Um espírito que faça os policiais militares enxergarem cidadãos no negro pobre, no sujeito sem posses. Um espírito que pretenda sempre, em primeiro lugar, proteger o povo. Sem isso, continuaremos a assistir a essa impressionante guerra civil que assola o País principalmente nas grandes cidades. Ninguém ignora a necessidade da repressão contra a criminalidade de qualquer natureza, especialmente contra o crime organizado, e no quadro institucional ainda vigente, a PM cumpre um papel importante. Mas é preciso um novo espírito para que a população pobre e trabalhadora não continue a ser a principal vítima.

Emiliano José é jornalista, escritor e deputado federal (PT-BA)

http://www.viomundo.com.br/denuncias/emiliano-jose-o-espirito-maligno-da-pm-da-bahia-se-volta-contra-o-povo.html

 
 
imagem de Assis Ribeiro
Assis Ribeiro

Thelma, realmente as matérias estão bastante truncadas.

Mas, como comentei ontem em um Post aqui no blog, o movimento perde força visivelmente, como mostra a matéria abaixo:

PMs grevistas reduzem lista de reivindicações

comando do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia admitiu, na tarde deste sábado, 4, ter diminuído a lista de exigências para que a paralisação seja concluída e que a Assembleia Legislativa, ocupada por manifestantes desde a terça-feira, 31, seja liberada.

Segundo o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), entidade que deflagrou o movimento, Marco Prisco, a pauta de reivindicações, que inicialmente listava seis itens, como incorporação de gratificações aos salários e regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente, foi reduzida a dois: anistia dos grevistas e o pagamento da gratificação por atividade de polícia.

"Veja que são pedidos simples, um é relativo ao retorno ao trabalho dos colegas e o outro é apenas cumprir o que já determina a lei", diz Prisco. Ele acrescenta que também abriu mão de participar das negociações com o governo do Estado - a associação que dirige não é reconhecida pelo comando da PM no Estado como entidade de classe. "O que falta ao governo é apenas dialogar com seriedade, porque já diminuímos bastante a pauta para colaborar com a sociedade, que está clamando por segurança."

Quando informado de que o governador não negociaria a anistia aos grevistas e que ainda havia acusado os participantes do movimento de crimes, incluindo homicídios, Prisco disse concordar que a anistia não se aplique nesses casos, se comprovados.

"Se o governador diz ter certeza de que há policiais praticando crimes pelo Estado, esses crimes devem ser investigados e punidos como determina a lei, sem dúvida", afirmou. "Não é o nosso caso, aqui, e nenhuma prática criminosa partiu ou foi pedida pela gente. Estamos em um movimento pacífico na Assembleia e o pedido de anistia é apenas para os integrantes desse movimento."

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5806919&t=PMs+grevistas+...


 

Assis Ribeiro

 
imagem de Assis Ribeiro
Assis Ribeiro

Até o dia de hoje a polícia informa:

Confira os números do boletim da Central de Polícia:

Terça-feria (31)

3 homicídios
2 tentativas de homícidos

Quarta-feira (01)
7 homicídios
4 tentativas de homícidos

Quinta-feira (02)

14 homicídios
9 tentativas de homícidos

Sexta-feira (03)
32 homicídios
16 tentativas de homícidos

Sábado (04)
2 homicídios
4 tentativas de homícidos

http://www.ssp.ba.gov.br/boletim-stelecom/

 

Assis Ribeiro

 
imagem de Marinho
Marinho

Quando Jaques Wagner tomou posse na Bahia, o PT encontrou o índice de 23,5 mortos por 100 mil habitantes; em três anos, esse número saltou para 37,7.

Em 2000, SP tinha uma taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2010, o número foi para… 13,9! Caiu! E drasticamente! Continua ruim, é óbvio, pois qualquer morte é uma desgraça, mas não se deve deixar de aplaudir quando tais números caem.

O PT vaia. Não porque esteja ligando para esse tipo de coisa, mas porque quer o poder – e talvez fazer de SP o que fez com a Bahia, destruindo tudo.

 
 
imagem de Assis Ribeiro
Assis Ribeiro

Marinho.

Mei irmão é delegado de policia e apartidário a historia é um pouco mais complexa.

 depois se tiver oportunidade explico melhor

 

Assis Ribeiro

 
imagem de Luccas Jr
Luccas Jr

Por aqui a regra é clara, depende de quem está no poder:

PT - grevista bandido

PSDB - governo bandido

Se Pinheirinho fosse na Bahia o Naji Nahas teria razão e seria santificado pelo Nassif. Como foi em SP a única frustração é que não teve nenhum morto para fazer a festa. Em Salvador pode ter 70 mortos que está tudo OK.

 
 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

O que você escreveu não se sustenta, porque a melhor coisa do blog é a capacidade do pessoal em trazer informações de todo lado contribuindo para o debate. Haver preferência pelo PT por parte da maioria, e até mesmo alguns radicais, nunca impediu a manifestação de diversas idéias/ideologias.

 
 
imagem de Luccas Jr
Luccas Jr

Eduardo concordo em termos com essa pluraridade que você cita, admito que há um pequeno espaço para o contraditório. Proponho o seguinte exercício: imagine como seria a cobertura aqui se Pinheirinho fosse na Bahia e a greve da PM, com 70 mortos até o momento, fosse em SP.

Houve um tempo em aqui esse espaço era um defensor ardoroso da coerência na imprensa. Só que para pregar a coerência deve-se ser coerente também e isso foi se esvaindo rapidamente, acelerando após os contratos da TV Brasil.

 
 
imagem de Avelino
Avelino

Caro Luccas

Se a greve dos policiais fosse aqui, eles seriam vistos como bandidos, enquanto o governo tucano santificado. As mortes seriam no minimo ampliadas e divulgadas ao máximo, afinal eles são grevistas. É so ver como a mídia está tratando a questão de Pinheirinho, silêncio total, não pode aparecer nada, e o que aparece, sempre os bandidos são do Pinheirinho.

O presidente do Sindicato da PM de Minas, não pertence ao PSDB?! Aqui a APEOESP era sempre acusada de ser manipulada pelo PT, cuja presidenta pertence ao PT.E aja reportagens contra.

Saudações

 
 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Luccas, quero crer que você não quis ser levianoao fazer essa acusação pouco sutil - rs - Seu argumento também não se sustenta, sou testemunha particular disso, porque há muito pouco tempo, o Nassif escreveu num espaço de uma semana, três artigos críticos contra a Dilma, citando claramente receios pessoais dele, de que ela "não respondesse à altura" os desafios que o momento apresenta em relação ao apoio à indústria. A crítica foi tão pesada, tão radical, a descrença que ele manifestou,  me pareceu injusta, e postei argumentos longos, defendendo a Dilma e meio que criticando a postura do Nassif, em relação a um pretenso exagero - na crítica - e pelo fato dele não dar mais tempo à presidente. Assim como ele sempre meteu o sarrafo no governo Lula pela questão juros/câmbio. O jornalista em questão tem história, o blog idem, não começou hoje. Gente totalmente oposta, como o André e o Aliança Liberal, entre outros, postam aqui, sem problemas. Agora, diante de uma mídia tendenciosa, mentirosa e manipuladora, todos os que se acham "à esquerda", só têm a blogosfera para se manifestar. Inclusive os radicais, que são por natureza, os que mais se manifestam, e tendem a patrulhar às vezes, as opiniões contrárias. Mas pegue os blogs dos RA da vida, e veja se ali há contraditório... Leia os jornalões, e veja se há contraponto às opiniões dominantes!

A blogosfera tem muito o que aprender em termos de convívio democrático! Sugiro a você, até para ver o espírito desse blog, que leia o artigo do Nassif, em 31/12/2011 se não me engano, após o falecimento do jornalista Daniel Piza, sobre TOLERÂNCIA. Vai ver a diferença fundamental deste para os outros blogs que provavelmente você frequenta.

 
 
imagem de Luccas Jr
Luccas Jr

Eduardo,

Primeiramente receba meu abraço de agradecimento pelas palavras respeitosas. Como você provou é totalmente possível discordar sem atacar e muito menos rotular. Obrigado por agir assim.

Em relação ao artigo do último dia do ano irei pesquisar. Nesse período estava de férias e longe da web, agradeço a dica. Sobre o RA, concordo. Na minha opinião o RA e o PHA só divergem em relação ao lado em que estão, pois o estilo, os argumentos, etc são exatamente iguais, levando o RA uma vantagem na quesito de "escrita" que no caso dele não leva à absolutamente nada enquanto o PHA mau consegue escrever. De qualquer forma leio muito pouco dos dois e quando o faço é mais por curiosidade do que busca por conteúdo.

Porém continuo defendendo a idéia de que para cobrar coerência é necessário ser coerente e isso é algo que anda em falta generalizada. Em relação ao meu argumento "pouco sutil" (rsrs) é apenas uma questão de não acreditar em coincidências.

 Um grande abraço... vou torcer (sofrer..rsrs) um pouco pelo meu Palmeiras.

 
 
imagem de SáeBenevides
SáeBenevides

Lamentável, caro Luccas Jr. É decepcionante constatar o uso de argumentos desse tipo.

 
 
imagem de joão33
joão33

   deixa de fazer o jogo da direita , o organizador PRISCO é filiado ao PSDB, e andou por vários estados , treinando para fazer o que está fazendo , há muito o PSDB ,DEM ,PPS , O PIG , O INSTITUTO MILENIUM , sabem que no voto , e principalmente com eleições , limpas com apurações sem fraudes , eles não ganham eleição , e vem adotando essas táticas de desestabilização , aparelhando procuradoria geral com o gurgel , a currou  , e a corja toda. ESPERO QUE HÁ VERDADE VENHA A TONA , PARA DESMARCARAR DE VÊZ , OUTRO RIO CENTRO NÃO.

 
 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!