1964 e o filho de Jango

Por João Vicente Goulart

Jango: o Golpe e a saudades do que ficou para trás.

publicada em 26 de março de 2011

Sempre que se aproxima mais um 1° de abril, ano a ano vamos nos distanciando daquele 1964 e aproximando-nos de 2014, onde teremos nós brasileiros de fazer uma profunda reflexão histórica da lembrança dos 50 anos após, e ainda sentirmos o reflexo maligno produzido pelo Golpe de Estado, dado não contra Jango, mas contra a Constituição brasileira, contra o povo e contra as "Reformas de Base" que transformariam a economia de nosso país produzindo tal vez o maior avanço social que este país necessitava.

Como mudam os aspectos e as lembranças?

È só voltarmos um pouco na história e relembrar naquele ano a posse tumultuada do então Vice-Presidente por estar abrindo, em viagem oficial em agosto de 1961 o mercado da China para o Brasil; quase impedido constitucionalmente de assumir a presidência por estar no país comunista-Maoísta e ser recebido pelo próprio Mao quando da renúncia, ainda hoje não bem explicada, do Presidente Jânio Quadros.

Era uma ofensa aos bons costumes das elites aristocráticas do país, um vice-presidente brasileiro estar na China comunista, onde dizia a direita "comiam criancinhas" por lá, e poder assumir o cargo constitucional de Presidente da República, mesmo eleito para isto como determinava a nossa Constituição.

Nixon, o presidente americano, dez anos depois da viagem de Jango, teve que botar a cartola embaixo do braço e visitar a China, pois não podia mais ignorar o mercado consumidor e a potencialidade econômica daquele país, tendo que engolir a exigência de reconhecer Taiwan como província rebelde e estabelecer o comercio bilateral China-EUA.

Que visão teria Jango naquele momento?

A de construir para o Brasil uma alternativa comercial de independência econômica do eixo americano e dar potencialidade a economia nacional com outros parceiros no desenvolvimento de relações globais.

Tudo isto foi ignorado quando construiu-se um argumento para não lhe darem posse: se tinha estado por lá, era por que era comunista.

Hoje o Mundo mudou.

Hoje o maior credor dos títulos públicos americanos é o Governo da China.

Hoje o maior parceiro comercial do Brasil é a China, superando inclusive o comercio bilateral BRASIL-EUA.

Não bastassem essas acusações levianas e de cunho político, sabiam as elites que Jango era um árduo defensor dos trabalhadores e assim o tinha demonstrado quando em 1953, apesar de ter que deixar o Ministério do Trabalho de Vargas, legou patente os 100% de aumento no salário mínimo, conquista até hoje refletida no atual salário mínimo nacional, pois ainda traz embutida aquela correção.

Após muita discussão a respeito da posse e depois do memorável Movimento da Legalidade produzido e conduzido pelo então governador Leonel de Moura Brizola no Rio Grande do Sul, Jango consegue assumir através da emenda adicional N° 4, tirada dos porões do Congresso Nacional o regime parlamentarista, em uma manobra casuística, para tirar poderes constitucionais das mãos do Presidente Jango que sem dúvidas assumiria o comando da Nação levando consigo o seu compromisso com a classe trabalhadora do país.

Jango não traiu seus compromissos.
Depois de algum tempo de parlamentarismo parte para o plebiscito nacional pedindo a volta do presidencialismo.
Era início de 1963 quando o povo brasileiro em memorável consulta devolve a Jango os poderes presidencialistas com mais de 83% favoráveis ao SIM.

O Presidente João Goulart parte então para a transformação da sociedade brasileira através da proposta das "Reformas de Base".

Constituem-se elas na Reforma Agrária, na Reforma Educacional, na Reforma Urbana, na Reforma Bancaria, no controle da Remessa de Lucros das empresas estrangeiras para suas matrizes, e na desapropriação das refinarias de petróleo passando o controle da exploração e refino para as mãos da PETROBRAS, fundada pelo governo Vargas da qual Jango era herdeiro político.

"Mais uma vez" como pregava a Carta Testamento às forças da reação tornaram-se contra os interesses populares e começava então a conspiração para a derrubada do governo constitucional do Presidente Jango.

A união das forças civis e militares conservadoras de nosso país unem-se com os interesses multinacionais e exploradores do povo brasileiro e Latino-americano programando em 1964 o Golpe de Estado, financiado pela CIA e o Governo americano que posteriormente alastrou-se como dominó por todos os países democráticos da América do Sul servindo os interesses dos capitais internacionais.

Acusado mais uma vez de comunista, Jango caiu.

Mas caiu de pé, pois hoje, quase cinqüenta anos depois, vemos os exemplos comerciais que Jango queria instalados independentemente de colorações ideológicas.
Lamentavelmente ainda pairam sobre nós os interesses das elites, não nos permitndo ainda a distribuição de renda pretendida por Jango para a nossa população menos favorecida e nem tampouco permitindo o acesso ao crédito controlado pelo excessivo abuso dos banqueiros, de lucros escorchantes, encima de taxas SELIC de mais de 10% anuais sobre uma dívida interna superior ao trilhão de reais, que o Governo do Brasil tem de pagar religiosamente, suprimindo assim a sua capacidade de investir no desenvolvimento social da Nação.

Relembrar todos os 1° de abris a queda de Jango é relembrar de um patriota que morreu no exílio lutando por um país mais justo, mais solidário, mais digno para com seus cidadãos mais humildes, mais equitativo e com mais oportunidades para os mais desamparados, mais nosso, mais soberano e principalmente mais livre.

A saudade existe, quando existe a vontade de relembrar os valores perdidos, os valores a serem lembrados e reconquistados, os valores dignos dos homens que ficaram pelo caminho lutando por uma sociedade mais justa, com atitudes certas no momento histórico oportuno.

Estes valores sim são dignos de serem lembrados.
Lembro-me no exílio quando jornalistas americanos da revista "Time" perguntaram a Jango: - "O Sr. Presidente não acha que não era ainda a hora das reformas?"
Ao que Jango respondeu: "Se achasse os Srs. tenham certeza não me encontrariam aqui no exílio".

Só sentindo estas saudades do que ainda temos a fazer é que devemos lembrar todos os primeiros de abris, para que nunca mais existam, para que nunca mais aconteçam. 

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82 comentários
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Nena Noschese

Esquecer jamais ! Este fato histórico precisa ser rememorado ano a ano.Obrigada por lembrar-me.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

É um Fato Histórico, muito triste, mas, precisa, mesmo, ser relembrado.

Isto, porque, apesar de todas as atrocidades cometidas com o aval de, pelo menos, dois  dos sucessores militares de Castelo, o Brasil não recebeu um legado, igual ao que Brizola deixou, para o Rio. Este (está nas estatísticas), geraram, em função do domínio dos morros e favelas do Rio, por traficantes e marginais de toda espécie, mais de 10.000 mortes.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Horridus Bendegó

Essa é boa!

Atribuir o descalabro social dos morros cariocas a Leonel Brizola é o mesmo que atribuir à bomba do Rio-centro aos comunistas.

Militares são contumazes deturpadores da história. (Por vergonha do papel que exerceram)

 
 
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Andre Araujo

Fatos historicos precisam ser analisados para deles tirar-se conclusões. Aqui não há nenhuma analise objetiva da queda de Jango, só passionalismos, xingamentos, torcidas postumas, mitificações.

O Presidente Jão Goulart caiu por razões claras e objetivas, não houve na época e não ha hoje entre os melhores historiadores do periodo muitas duvidas sobre o desenrolorar desses eventos. Não cabe aqui gastar espaço com isso, mesmo porque ve-se pelos comentarios que não há interesse algum em objetividade. Os fatos foram simples:

1.João Golart herdou o Governo por acaso e sem esperar porisso. Teve um papel discreto como Vice Presidente de dois Governos mas era evidente para todos, inclusive no seu partido, o PTB, que ele não tinha perfil para ser Presidente e nem tinha preparo, vontade e disposição para esse papel.

2.Jango tentou fazer o melhor que pode mas sempre foi muito mal assessorado e não tinha bom julgamento. Errou na politica economica e na organização de suas forças politicas no Congresso.

3.Havio desde o suicidio de Getulio um grande corrente da opinião publica que era contra a continuidade do grupo politico varguista no comando do Estado. Foi essa a razão pela esmagadora votação de Janio Quadros. Jango representava mais que JK esse grupo continuador de Vargas. Tornou-se indigesto desde o inicio para esse grande corrente, representada no Congresso pelo PSD e pela UDN, tambem não tinha o apoio do empresariado, da Igreja, das grandes associações (OAB, ABI, ABL). Na area externa não teve tantos problemas porque não agiu pro-ativamente na politica exterior.

4.A partir de um certo momento, que podemos dizer ser janeiro de 64 mostrou-se muito confuso politicamente, dando a entender que Brizola estava piolotando o Governo como um todo, inclusive a politica economica. Jango que sempre soube ser um equilibrista no manejo dos sindicatos e frentes propulares parece que perdeu o ponto e o controle desses movimentos, cometendo ai seu erro fatal. Sem esse ero não teria dado pretexto para a ção militar e não teria caida, se arrastaria até o fim do mandato.

O erro fatal foi permitir agitações dentro das corporações militares, um erro que poucos governos, mesmo de esquerda cometem. Os movimentos em março de 64, dos sargentos e dos marinheiros contra seus oficiais foi considerado o estopim por que esse tipo de agitação é percebido em qualquer força armada como um risco intoleravel para a força, cheirando a motim, crime punido em todos os exercitos do mundo com as penas mais severas.

Quem incentivou os ""almirantes do povo"" (Paulo Suzano)  e ""generais do povo"" (Osvino Ferreira Alves)  aparentemente foi Brizola e com isso assinou a sentença de Jango. As agitações foram incentivadas de dentro do Governo, os comicios dos saldados e marinheiros tinham verba e apoio do Governo, Jango realmente cometeu um suicidio politico, parecia inconciente das consequencias dessa movimentação dentro da força fardada, não percebeu que isso só poderia dar errado para o Pais e para ele. Ao mesmo tempo seu dispositivo militar, que deveria existir, coordenado pelo Chefe da Casa Militar, Gen.Assis Brasil, era um ectoplasma, simplesmente não existia, quanfoi foi acionado não apareceu.

 

5.O movimento de deposição do Governo foi visto dentro e fora do Pais como legitimo, foi imediatamente reconhecido pelo Congresso em duas etapas, a da vancancia do cargo, 4 de abril e a da eleição do novo Presidente, 10 de abril. O novo Governo foi reconhecido por todos os Governos com os quais o Brasil tinha relações diplomaticas, sem qualquer restrição.

A queda do Governo Jango foi um fato historico, não tinha como ser evitada, não encontrou resistencia na população, foi na epoca considerada como um fato na ordem natural das coisas.

A queda de Jango deu-se em um contexto muito diferente da queda de Salvador Allente, ambos os fatos não tem semelhança, Allende era um lider de maior envergadura ideologica e seu partido tinha enraizamento muito maior na sociedade do que o PTB janguista, porisso foi uma queda muito mais brutal e sangrenta, o que não ocorreu no Brasil.

Há uma unica duvida que permanece e para a qual poucos tem resposta: Jango poderia resistir?

Jango foi grandioso saindo do Pais sem tentar resistir, o que em tese poderia ter tentado.

Acho que não ganharia mas poderia ter causado grandes danos, sua aceitação pacifica da deposição foi um serviço que prestou ao Pais, do ponto de vista da Historia, permitindo uma transição rapida parta o novo regime, que a meu ver foi injusto com ele, punindo-o sem razão com o exilio eterno.

 
 
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Diogo Costa

Bueno, apenas algumas considerações para não cansar demais os leitores do blog:

 

-Se João Goulart perdeu por completo o apoio do PSD no congresso (o da UDN ele nunca teve), então porque a UDN e o PSD não o depuseram de forma legal, democrática e constitucional, através de um simples pedido de impeachment? Qualquer país mínimamente civilizado faria isso, e nós temos hoje a experiência do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que foi deposto do cargo de forma ampla, geral e irrestritamente constitucional... Porque o golpe militar? Qual a justificativa para essa arbitrariedade em relação à um governo supostamente fraco, débil e sem apoios consistentes em nenhum dos setores da sociedade civil?

 

-Seguindo o mesmo suposto raciocínio da possível debilidade política de João Goulart, porque não esperaram o término constitucional de seu mandato (não havia reeleição)? João Goulart sairia do governo e daria posse a seu sucessor oriundo das eleições de outubro de 1965, sem problema algum! Mas não, optaram pelo golpe contra um presidente supostamente debilitado... Porque não esperar pela soberana vontade popular, que certamente escolheria para suceder Jango um entre os três mais fortes pré-candidatos da época, quais sejam, Juscelino Kubitschek (PSD), Carlos Lacerda (UDN) ou Leonel Brizola (PTB)?

 

Enfim, não se pode compactuar com a fácil tese da "legitimidade" do golpe de 64. Não, não foi legítimo, foi ilegal, arbitrário destruiu os sonhos de uma geração inteira de brasileiros e brasileiras. Os golpistas podiam muito bem, como já vimos anteriormente, ter-se utilizado de táticas legais, democráticas e constitucionais para apear Jango do poder, podiam ter solicitado seu impeachment ou poderiam eleger o seu candidato normalmente em outubro de 1965... Preferiram a truculência do golpe, e a história tem que chamá-los pelo que eles foram, gostemos ou não! A história tem de chamá-los de golpistas! Não há outra definição possível...

 

 

 

 

 

 

Diogo Costa

 
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Andre Araujo

Meu caro, parabens pelo seu comentario equilibrado e instigante. Vou tentar explicar com meus parcos conhecimentos, por razões de acaso acompanhei por dentro esse processo no Rio de Janeiro e depois convivi com muitos personagens dos dois lados, fui filiado ao PTB e tive um grande amigo que era deputado federal, foi cassado e depois da redemocratização foi um dos principais dirigentes desse partido.

O ambiente entre janeiro e março de 64 estava muito agitado, agitação de rua, a sensação das forças politicas conservadoras no Congresso e dos Governadores dos grandes Estados era a de que haveria um golpe de esquerda liderado por Brizola contra a democracia. Brizola não era de brincar, era um lider de massas e mostrou isso em 1961, quando garantiu a posse de Jango através de um movimento iniciado a partir do Rio Grande do Sul, aonde ele era governador. Depois, Brizola foi fundamental para o plebiscito que devolveu os poderes presidencialistas a Jango.  E Brizola fazia tudo para que o Pais acreditasse que ele é que comandava e que ele puxaria o processo das Reformas de Base, que só poderia existir fechando o Congresso. Isso não era imaginação das forças conservadoras, era o que realmente se pesnava que fosse acontecer logo. Pior ainda, Brizola e Jango faziam questão de dar a entender que esse era o caminho, Jango não fazia declarações claras de que respeitaria sempre a Constituição. Ele tinha uma má fama antiga, que vinha de seu periodo em que foi Ministro do Trabalho de Getulio, já era então considerado na area conservadora como um elemento perigoso para a democracia. Tinha grande ligação com sindicatos de esquerda e naquele tempo esses sindicatos sofriam grande influencia do Partido Comunista de Luis Carlos Prestes. Portanto Jango carregava consigo a fama de um caudilho disposto a desfechar um auto golpe e fechar o Congresso. Nessa clima não havia como fluir um processo de impeachment e muito menos se esperar o fim do mandato dele, não se esperava que ele deixaria o poder e permitisse eleições livres, a Revolução Cubana estava no auge e Cuba era o exemplo que aterrorizava os conservadores aonde tambem se incluiam as Forças Armadas, estavamos em plena Guerra Fria e a URSS tinha instalado rampas de misseis am Cuba apontando para os EUA.

Então esse era o cenario e essa percepção dos rumos do Governo Jango era geral, não eram meia duzia de fanaticos nas forças armadas. O Governador de Minas, Magalhaes Pinto, era um politico muito equilibrado, nunca foi um radical, ele foi um dos lideres da deposição de Jango, vc ve então que essa percepção de que não havia outro caminho atingiu até Magalhães Pinto. O Governador de S.Paulo, Adhemar de Barros, tivera o inicio de sua biografia politica com Getulio e nem porisso apoiava Jango, herdeiro de Getulio. Jango não teve o apoio nem do Comandante do II Exercito em São Paulo, o gaucho General Amaury Kruel, seu amigo pessoal e padrinho de seus filhos. Vc então vê que a percepção de fim de linha era geral, não era restrita aos radicais de Lacerda e da UDN. Se Jango tivesse um fiapo de apoio o desfecho não seria esse, teria havido alguma resistencia, que não houve.

As Forças Armadas por outro lado, nesse primeiro momento, fizeram questão de manter o Congresso e os partidos funcionando, coisa que não aconteceu no Chile e depois na Argentina. Nessa primeira etapa o movimento tentou manter ao maximo o arcabouço democratico, a deterioração veio depois mas ai já é outra nalise que não cabe nesta.

A palavra GOLPE tècnicamente não se aplica a esses eventos porque a parte civil foi muito importante e fundamental. Golpe se entende como uma operação militar em sua essencia, em Março de 64 houve uma grande articulação civil, os militares funcionaram como arma mas tinham o suporte basicamente de todos as forças politicas majoritarias e de grande parte da sociedade civil e o processo deve ser analisado dentro desse contexto.

Quanto ao PSD, que vc mencionou, houve se não me engano no dia 6 de abril uma reunião no apartamento do deputado Joaquim Ramos (irmão do ex-Presidente Nereu Ramos) em Copacabana aonde estavam os grandes caciques do PSD, como Valadares, JK, Amaral Peixoto, Jose Maria Alkmin, que garantiu apoio do partido à eleição no Congresso de Castelo Branco, eleição que se realizaria em 10 de abril. Um personagem muito importante que avalizou o movimento foi um grande democrata, o Marechal Eurico Gaspar Dutra, que tinha excelente imagem por te sido o patrono da Constituição de 46.

Essa reunião foi decisiva para fechar o apoio do Congresso ao novo regime.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Caro André Araújo,

Concordo em gênero número e grau.

Após o comício da Central do Brasil, Castelo Branco recebeu dezenas de ligações, tanto de generais febianos (menos pacientes), como dos mais moderados: tinham receio de, ali, estar sendo dado início ao golpe planejado por Brizola. Castelo, ainda, tentou acalmá-los, pois, sabia que, de apoio, mesmo, ele só tinha de dois generais do Sul e um do Leste (e, ainda indecisos, dado a inferioridade) e alguém da Aeronáutica (que não teria êxito; lá também, Castelo tinha aliados).

Ele estava tranquilo, pois, como sabia "quem", já tinha oficiais prontos para lhes dar ordem de prisão àqueles, "se dessem um passo em falso".  

Amenidades: Existem dois comentaristas, aqui, desesperados, pois trabalham, remuneradamente, para o "Neto". Um(a) soft e sorrateiro e outro casca grossa. Já me ligaram dando a informação. Todas as vezes que o assunto envolve o "estanciero"(RIP), eles aparecem mais atuantes e não saem do Poster. Chega a ser ridículo.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Diogo Costa

E a prática de mentir descaradamente permanece!!! Qualquer semelhança com 1964 não é mera coincidência...

 

Isso é típico de golpistas... Quando perdem um debate, de maneira sutil ou fragorosa, partem para a mentira e para a ignorância.

 

Cite para os leitores do blog do Nassif, nobre lambedor de botas de milicos, quais são as duas pessoas que são "remuneradas" pelo deputado federal Brizola Neto!

 

Isso é um desafio! Prove para os leitores do blog quais são as duas pessoas que escrevem nesse espaço de forma remunerada a serviço de um deputado federal do PDT!

 

Antecipadamente adianto que o rapazote aí de cima não vai provar coisa alguma (a direitalha golpista nunca prova nada), só lançou mais uma mentirinha no ar para tentar desqualificar seus contendores, visto que no debate de idéias ele foi ampla, geral e irrestritamente derrotado nesse post sobre o golpe de 64.

 

Diogo Costa

 
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Horridus Bendegó

Tem gente que escreve aqui pensando que os frequentadores do blog têm o padrão intelectual dos leitores da revista Veja.

João Goulart foi eleito vice-presidente e depois confirmado com a rejeição plebiscitária ao parlamentarismo.

É que para a corrente Veja de pensamento, Democracia não é exatamente a manifestação da vontade da maioria nas urnas, quando esta ameaça privilégios enraizados.

 
 
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diogojfaraujo

A culpa é dos paulistas! - PHA

 

ANTIFA!

 
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Nilson Fernandes

Negativo, a conspiração começou em Minas. Agora ela está mais democrática.

 

Nilson Fernandes

 
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Fuhgeddaboudit™

Desculpe-me  N. Fernandes, Castelo não teve tempo de abrir, ao Brasil, a verdade sobre o início da Revolução, mas, eu sou uma das poucas pessoas que pode contar:

Prezado Sr. João Vicente Goulart:

PELA ENÉSIMA VEZ: “A BEM DA VERDADE”

O “MOVIMENTO MILITAR”  ou “GOLPE MILITAR” (como queiram) só foi concretizado porque BRIZOLA insuflou a revolta dos sargentos, cabos e marinheiros e, Castelo Branco, que segurava os demais generais, que o pressionavam,  não teve mais o que dizer: diante da insubordinação escancarada, deu a ordem para depor Jango que, entretanto, sabia, seria incapaz de, por sua própria vontade, gerar convulsões internas. Castelo, particularmente o admirava como cidadão, e o sabia um homem íntegro, nacionalista  e de bons princípios, que, em nenhuma hipótese, se, no comando efetivo (não mais estava), tomar a iniciativa de qualquer movimento que levasse ao derramamento de sangue, “ao contrário do cunhado”.

O problema da EVENTUAL “implantação do comunismo”, por Jango, e coisas afins, era, como dizia Castelo, histeria da imprensa  e dos fanáticos de ultra-direita.

E o maior vácuo da História do Brasil (e este Vácuo tem de ser preenchido, e por isto tenho me empenhado) diante do que presenciei e pelas informações que tive, de dentro do seio da família, em especial, de onde Castelo fazia algumas ligações (o que jamais faria de sua casa ou de seus gabinetes), é o real motivo, pelo qual, ele, Castelo(***), resolveu dar início ao MOVIMENTO.

(***) A liderança de Castelo, no Exército, àquela época, já era inconteste. Gradualmente,  desde a ida para a reserva, após a morte de Getúlio, em 1954, do Mal. Mascarenhas de Moraes, ele foi, sutilmente, se tornando o líder maior do Exército Brasileiro. E, este fato não era imprevisível, ao contrário, era o inevitável, após a “dupla, imbatível”, formada na FEB, na 2ª Guerra Mundial (aí, a aposta errada e irresponsável de Brizola)

Para finalizar, o que já disse inúmeras vezes (a maioria do que está nos livros é fantasia, em função da morte precoce de Castelo Branco e, até porque, o filho de Castelo preferiu o silêncio). Meu avô, já na reserva e dois de seus irmãos, também generais, e a própria irmã de Castelo, uma das colaboradoras das caridosas e perigosas idosas do “Aparelho do Convento de Santo Antônio", sabiam o que a imprensa jamais soube. CB era, antes de tudo DISCRETO, mas, não escondia a verdade aos de sangue, na hora em se fazia prudente, revelar.

Os contatos com os americanos foram feitos, sim, mas,  muito antes do movimento de 1964. Eles se deram em função de outro GOLPE que chegou a ser iniciado, mas, anulado pelo movimento de 1964: o que Brizola planejava dar em seu próprio cunhado, desde o final de 1961, como restou provado nas interceptações telefônicas do político gaúcho, com dois generais do Sul e um do Sudeste, onde era, sempre,  mencionado o apoio de alguém  graduado, da Aeronáutica (um dos insatisfeitos com o respaldo que a corporação deu à Lacerda, 10 anos, antes).

Brizola foi um irresponsável ao tentar peitar os militares mais unidos que o Brasil já teve, FEBIANOS e seu simpatizantes, em enorme maioria, todos ocupando  postos estratégicos. Ele é o principal responsável pelo que Dilma e seus companheiros  de luta, e os que se incorporaram em defesa da causa, sofreram (embora, este fato, ela jamais irá reconhecer). À época, como todos lembram, Brizola foi para o paraíso de seus ricos latifúndios no Uruguai, comer churrasco e tomar chimarrão. Ingênuos foram e são aqueles que acreditaram e continuam a acreditar nele.

Porém, os contatos mais próximos da  época da Revolução, não eram feitos, só,  com Lincoln Gordon. Ele conversava com os seus velhos companheiros de Academia Militar, nos EUA, já super graduados em 1964. Mas, aí, apenas por um único motivo: a única coisa que Castelo receava, a princípio,  era a posição de alguns comandantes da Aeronáutica.  Aí, sim, pediria ajuda. Mas, dias antes do desfecho, já a sabia desnecessária; por isso, não disparou um tiro,  sequer, e não permitiu que irmãos brasileiros entrassem em luta e o derramamento de sangue (as atrocidades que vieram, após a sua morte, ele não pode ser culpado, até porque, foi morto quando ia para uma reunião que iniciaria as conversações para dar um basta no que já começava a ocorrer e o aborreciam expressivamente).

Não esqueçam: Castelo foi censurado e responsabilizado pela perda de 32 vidas na 1º tentativa da tomada de Monte Castelo, o que só mais tarde Mascarenhas de Moraes entendeu. Se não morressem os 32, morreriam, depois, de 10.000 a 15.000. Castelo, com isso, conseguiu segurar o ímpeto de Mascarenhas, e a FEB, em maior parceria com os americanos, pode reiniciar a escalada com segurança, após duas tentativas frustradas (há coisas que não constam em  “Livros de Memórias e Auto-Biografias”)

 

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Diogo Costa

Esse cara vem sempre com esse discurso cínico, hipócrita e mentiroso!

 

Esse cara é da turma dos que reverberam a imbecilidade de afirmar que a culpa é das vítimas, e não dos algozes!

 

Esse cara tem uma implicância torpe com Leonel Brizola, que defendeu a Legalidade e a Constituição em 1961, permitinco a posse de João Goulart e esvaziando o discurso golpista!

 

Esse cara não diz um ai sobre o fato de que os golpistas no Brasil atuavam desde a segunda presidência de Getúlio Vargas para dar o golpe, e que Jango e Brizola, em todos esses momentos, atuaram fortemente junto à constituição e a legalidade!

 

Esse cara defende a tese de que a mulher que foi estuprada à noite (vítima) é a culpada pois foi irresponsável ao sair à noite desacompanhada... E o estuprador (algoz)? Pois é... E o estuprador?!

 

Esse cara, resumindo pois poderiam ser usadas ainda inúmeras frases sobre isso, defende o discurso dos golpistas, dos sequestradores, dos torturadores, dos assassinos e dos ocultadores de cadáveres da pestilenta ditadura militar!

 

É uma lástima que em pleno século XXI ainda existam defesas repugnantes, como a que esse rapaz faz do injustificável golpe de primeiro de abril e das teses falidas dos que defenderam esse mesmo golpe...

 

 

 

Diogo Costa

 
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Nilson Fernandes

Colocoquei um post onde o jornalista diz que Brizola era legalista, mas se encontrou com Che Guevara. Que não tem nada de mais. Guevara era um Pop Star em 1961 que até o Jânio o condecorou.

 

Nilson Fernandes

 
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Diogo Costa

Leonel Brizola se encontrou com Che Guevara em uma Conferência na cidade de Punta del Este, no Uruguai, em agosto de 1961.

 

E no final de agosto do mesmo ano, organizou a Campanha da Legalidade, para defender a constituição e dar cabo no sonho golpista dos brutamontes de plantão...

 

Brizola fez inúmeros discursos à época em nome da democracia e da legalidade, esse pequeno trecho é de 27 de agosto de 1961:

 

"O Governo do Estado do Rio Grande do Sul cumpre o dever de assumir o papel que lhe cabe nesta hora grave da vida do País. Cumpre-nos reafirmar nossa inalterável posição ao lado da legalidade constitucional. Não pactuaremos com golpes ou violências contra a ordem constitucional e contra as liberdades públicas. Se o atual regime não satisfaz, em muitos de seus aspectos, desejamos é o seu aprimoramento e não sua supressão, o que representaria uma regressão e o obscurantismo.
A renúncia de Sua Excelência, o Presidente Jânio Quadros, veio surpreender a todos nós. A mensagem que Sua Excelência dirigiu ao povo brasileiro contém graves denúncias sobre pressões de grupos, inclusive do exterior, que indispensavelmente precisam ser esclarecidas. Uma Nação que preza a sua soberania não pode conformar-se passivamente com a renúncia do seu mais alto magistrado sem uma completa elucidação destes fatos. A comunicação do Sr. Ministro da Justiça apenas notifica o Governo do Estado da renúncia do Sr. Presidente da República.
Por motivo dos acontecimentos, como se propunha, o Governo deste Estado dirigiu-se à Sua Excelência, o Sr. Vice-Presidente da República, Dr. João Goulart, pedindo seu regresso urgente ao País, o que deverá ocorrer nas próximas horas.
O ambiente no Estado é de ordem. O Governo do Estado, atento a esta grave emergência, vem tomando todas as medidas de sua responsabilidade, mantendo-se, inclusive, em permanente contato e entendimento com as autoridades militares federais. O povo gaúcho tem imorredouras tradições de amor à pátria comum e de defesa dos direitos humanos. E seu Governo, instituído pelo voto popular - confiem os riograndenses e os nossos irmãos de todo o Brasil - não desmentirá estas tradições e saberá cumprir o seu dever."

 

 

Diogo Costa

 
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Fuhgeddaboudit™

Chora, filho, chora, A VERDADE DÓI, MAS É A VERDADE.

VOCÊ É DAQUELES QUE, NO DIA QUE TIVER QUE IR A UMA GUERRA, VAI BORRAR AS CUECAS.

Brizola não conseguiu enganar o maior estrategista de guerra que o Brasil já teve; em 1961, repito, já estava no seu rastro, quando de suas tratativas para dar um golpe no cunhado, com táticas amadoras (como se viu).

"AS SUAS DEZENAS DE LIGAÇÕES, NESSE SENTIDO, FORAM GRAVADAS" !!!!

Se o cunhado sublevou as tropas, o governo de Jango já não tinha legitimidade, e foi colocado na ILEGALIDADE por Brizola. Assim, não tinha como este se auto-proclamar o criador da "Rede da Legalidade" (tão grande quanto a rede de um modesto pescador)

E.T.: 1) Votei em Dilma, no mesmo lugar onde vota Serra.

        2) Se vivos fossem, dois dos sucessores militares de Castelo, deveriam ser condenados à prisão perpétua e ficar nas mesmas celas dos marginais sanguinários como eles.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Diogo Costa

Tu és um legitimador de golpistas.

 

E mente, tergiversa, distorce os fatos exatamente como faziam os covardes golpistas de 1964.

 

Tem que ser muito contorcionista (ou golpista...) para colocar Brizola como vilão e Castelo Branco e os golpistas como heróis...

 

Essa prática nojenta de mentir descaradamente será sempre desmascarada quando algum energúmeno insistir com ela aqui no blog!

 

Tua tese golpista não vai prosperar aqui.

 

Diogo Costa

 
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A grande diferença entre nós, não é política, pois, estamos do mesmo lado. Ela se encontra no fato de eu não ser um idiota, como os inocentes úteis, que acreditam "no que ouviu dizer".

EU ESTOU APENAS RELATANDO UM FATO QUE, SEI, COM CERTEZA, SER VERDADEIRO:

Eu VI e OUVI; não ouvi falar.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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miguelmnapoli

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Fuhgeddaboudit™, estais exigindo demais dos frequentadores do blog que deixem convicção bem fundamentada, de anos, para acreditar na tua tese, com base no teu saber de ouvir com os próprios ouvidos (o que é suficiente para ti, mas não para exigires outro tipo de colocações que não as que recebestes Re: 1964 e o filho de Jangoaté agora neste post). Se pretendes convencer alguém e não meramente fazer colocações polêmicas no vazio, dê mais consistência aos teus argumentos ou apresente fatos, como essas gravações do Brizola, que mencionas.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

lol, lol, lol, lol, dude !!!

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Fuhgeddaboudit™

Bah ....  é uma pena que aí no Sul não tenha uma Rua e Viaduto Santa Efigênia. talvez, lá, encontres, Tchê. Bueno, agora vais descansar que amanhã começa a tranqueira junto às sinaleiras.

Coma uma bergamota, por mim.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Flics

Solidário contigo... tem muita gente incrédula por aqui... e por outros lugares também... eu VI e OUVI discos voadores... mas ninguém acredita...

 

Flics

 
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Fuhgeddaboudit™

Porque você não manda alguém na Santa Efigênia ou na Central do Brasil. Se lá eles tem cadastros as de CNPJ e CPF, podem ter as tais  "Fitas Cassetes". Lol !!!

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Ninguém

Então telefonemas do Brizola foram grampeados e gravados? Como é que essas preciosidades históricas jamais apareceram? Será que é porque são idênticas às gravações do grampo no STF? Ou estão nas mãos da Falha de S. Paulo?

Já vi muita gente defender o Golpe de 1964 lançando mão das teorias mais mirabolantes, mas nunca vi alguém escrever tamanha patetice.

 

Alô, Verônica Serra, na hora de processar deus e o mundo, não se esqueça de mim. Também estou divulgando o livro do Amaury aos quatro ventos. Leiam A Privataria Tucana!

 
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Fuhgeddaboudit™

Castelo autorizou fazê-las, para convencer a si mesmo. NÃO PRECISAVA DELAS PARA SE JUSTIFICAR perante ninguém. Sua palavra era o suficiente; era reconhecido por seus pares como um homem digno e HONESTO. Eu ouvi duas das gravações trazidas por minha madrinha, em 1965, para mostrar a família, a seu pedido, que ele não tinha liderado um movimento que depôs um presidente, sem a suficiente e robusta razão: a de não permitir que o país entrasse em uma Guerra Civil, onde centenas de milhares poderiam morrer.

E, ademais, "se lixava", para Magalhães Pinto, Lacerda, Jânio ou JK. E, este último, foi cassado por "falta de origem para comprovação dos bens que possuia". Está nos registros oficiais. 

Pela sua CREDIBILIDADE Castelo liderava, sem constestações, as Três Armas. Contrários haviam, mas, a minoria da minoria.

 

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Ninguém

Ah, então devemos nos fiar na sua palavra, né? E que fim levaram essas gravações? Desapareceram? Como é que nestes 47 anos essas gravações jamais vieram à tona?

Meu caro, o negócio é o seguinte, por mais que você queira acreditar na tese fantasiosa de que Castello era um homem honrado, isso não vai mudar a realidade. A realidade é uma só: Castello et caterva eram GOLPISTAS. GOLPISTA é quem dá GOLPE DE ESTADO. Castello teve papel fundamental na derrubada de um governo democraticamente eleito e na ditadura que se seguiu. Ele e seus defensores só merecem uma coisa: o eterno opróbrio.

 

Alô, Verônica Serra, na hora de processar deus e o mundo, não se esqueça de mim. Também estou divulgando o livro do Amaury aos quatro ventos. Leiam A Privataria Tucana!

 
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Patricia R

Parabéns, Diogo !

Faço minhas as suas palavras.

E quanto ao colega, ele precisa desencanar do Brizola. Essa luta de fazer de Castello um herói que não foi já está perdida. Usando a gíria: " perdeu, playboy, perdeu"

Brizola - com todas as suas contradições - foi e será mais importante do que o militar que inverteu seu papel. Castello deveria ter protegido a democracia e o chefe das Forças Armadas de então, o presidente eleito João Goulart. Só que fez o oposto. Que seus defensores aceitem o lugar reservado na história para quem esfaqueia a democracia, como fez Castello.

 
 
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Diogo Costa

É isso aí Patricia R!!!

 

Não podemos compactuar com as mistificações históricas dos golpistas...

 

Perguntinhas básicas que os golpistas nunca conseguirão responder:

 

-Porque não entraram com um pedido de impeachment contra João Goulart no Congresso Nacional, atuando dentro da legalidade e da Constituição?

 

-Porque não mantiveram a lei e não respaldaram a constitucionalidade das eleições de outubro de 1965, onde concorreríam Juscelino Kubitschek pelo PSD, Carlos Lacerda pela UDN e Leonel Brizola pelo PTB?

 

Simplesmente não fizeram nada disso porque eram golpistas à soldo de Washington.

 

 

 

Diogo Costa

 
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Fuhgeddaboudit™

Patrícia,

Castelo Branco foi o único presidente do Brasil, de GETÚLIO, para cá,  que pode apresentar sua Declaração de Imposto de Renda sem maquiagens, após deixar o Governo.

A seu crédito ficou o afastamento "na marra" de seu próprio irmão, Superintendente da Receita Federal, por ter recebido "um mimo".

Na verdade, de valor 100 vezes menor do que o Aporte de Capital de R$ 5.000.000,00  recebido "sem a menor justificativa", da Telemar,*** pela empresa do "Filhão".

***1) entenda-se: por acordo com sócios Pessoas Físicas, que não, Jereissati.

      2) existe uma Ação Judicial em andamento (que, sabemos, vai acabar em Pizza) sobre o assunto.

E.T.: Sou ardoroso fã de LULA. Abomino FHC, Serra & Cia.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Patricia R

Colega de nome complicado que não consigo escrever:

É impressionate a sua devoção ao Gen. Castello Branco. Humildemente, atrevo-me a dizer que, se você não redimensionar isso, poderá ver afetada a visão que as pessoas têm de você. Daí para alguém dizer que você vive em um mundo paralelo será um pulo. Ops, já fiz isso...

Nem São Pedro defendeu Jesus com tamanha devoção !

Mais uma coisa: o Sarney também vota no Lula e odeia o Serra. E isso não faz dele o píncaro da honestidade, não. Lula foi presidente e ponto. Ele não é alguém que transforma as pessoas da água para o vinho só por estarem com ele, não.

O Brasil é um país esquisito em algumas coisas...

 
 

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