Comentário ao post "Cenas da Cracolândia"

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Concomitantemente à de SP, Goiânia também teve a sua "Operação Sufoco"

Moradores de ruas foram levados para o 1º Distrito Policial (Foto: Adalberto Ruchelle)

Por Lis Lemos, no site A Redação


Viciados em crack e moradores de rua são recolhidos pela PM

A Polícia Militar deflagrou, na manhã desta terça-feira (10/1), uma operação que visa identificar pessoas em situação de rua em Goiânia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), o objetivo da Operação Salus é tirar consumidores de crack das ruas, embora pessoas que não sejam usuárias também sejam alvo da operação.

Ao todo, 71 policiais militares do Choque e do Giro, além de 20 guardas municipais, estiveram em diversos pontos da capital para recolher essas pessoas. Segundo o comandante da Operação, Tenente Coronel Queiroz, os locais mais visados foram os terminais de ônibus, terminais rodoviários e casas abandonadas, conhecidas como "mocós". "Eles se concentram em locais de maior circulação de pessoas, geralmente cometendo pequenos delitos". Mais de 50 pessoas foram encaminhadas para o 1º Distrito Policial.

Segundo ele, outro objetivo é recapturar foragidos da justiça. Questionado sobre a possibilidade de pessoas que não cometeram delitos se recusarem a seguir com os policiais, já que não são obrigadas, o coronel foi categórico: "não existe essa alternativa de não querer".

Tratamento
A Secretaria Municipal de Assitência Social não acompanhou a abordagem dos policiais, mas participou da triagem dessas pessoas no 1º DP. Segundo a assessoria de imprensa os "moradores de rua que não possuírem vínculo familiar serão encaminhados à Casa de Acolhida Cidadã" e as crianças e adolescentes serão levados para o Complexo 24 Horas.

Ainda segundo a Semas, as pessoas em situação de rua usuárias de drogas serão encaminhadas para o Caps Girassol e Caps Álcool e Drogas. No entanto, a conselheira do Conselho Federal de Psicologia e diretora da Divisão de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Heloiza Massanaro, afirma que não foi notificada pela secretaria, mas que "as portas dos Caps estão abertas para acolher essas pessoas".

Sobre a ausência de outros agentes, além dos policiais, no recolhimento das pessoas em situação de rua, Heloíza se diz apreensiva, pois sabe que essa população é tratada com preconceito. "A população de rua não é respeitada como gente e sim, considerada como resto social". Para ela, "é preciso que se busque uma solução de verdade e não fazer uma higienização da cidade".

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Goiás (OAB-GO), Alexandre Prudente Marques, compartilha da opinião de Heloíza. Ele defende que a operação não deveria ser encabeçada pela Polícia Militar e sim pela Secretaria de Saúde ou de Cidadania e Trabalho. "Esse não é só um problema de Segurança Pública, mas muito mais um problema social", defende. Segundo o advogado a triagem não deveria ser feita em um distrito policial. "Quem tem que ser encaminhado para a delegacia é quem foi preso em flagrante", defende.http://aredacao.com.br/noticia.php?noticias=7113Atualização - 13/01/2012 A  "Operação Sufoco Daqui" foi bem semelhante à daí. Por aqui os resultados foram decepcionantes,  o que deve se repetir aí, assista ao vídeo:"Após operação da PM, moradores voltam para as ruas de Goiânia.Polícia recolheu 140 moradores de rua, mas apenas seis foram abrigados.Semas alega que antes de abrigá-los é preciso que eles aceitem ir."http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/01/apos-operacao-da-pm-moradores-voltam-para-ruas-de-goiania.htmlUsuários e andarilhos de volta às ruas da capitalPessoas abordadas pela Operação Salus voltaram a frequentar os mesmos locaishttp://www.sinpolgo.org.br/v2/index.php?option=com_content&task=view&id=3920&Itemid=1



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