Em entrevista, Dilma fala sobre proposta de educação.
Enviado por Fernando August..., seg, 23/08/2010 - 11:09Para Dilma, valorizar professor é base para ensino de qualidade; programa não detalha aumento de recursos
A valorização do profissional da educação é um dos pontos que a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff, destaca dentre suas propostas para o setor. “Porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado”, afirma em entrevista exclusiva concedida ao Portal Aprendiz por e-mail, na última semana.
Parte dos profissionais da educação básica ainda não recebe o piso salarial, como previsto na lei do piso nacional do magistério, aprovado em 2008, pelo Congresso Nacional. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professores de cinco estados brasileiros (RS, SC, CE, MS e PR), por exemplo, já entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a implementação do piso.
Na entrevista, Dilma aponta também, entre outras metas, a construção de seis mil creches e a ampliação do programa Mais Educação. No entanto, não detalha como será garantida a ampliação de recursos para o setor – de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7%. Pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgada em junho deste ano, mostra que apenas uma em cada cinco crianças de zero a três anos tem acesso a creches no país.
A menos de um mês e meio das eleições, os programas de governo de todos os candidatos não estão concluídos. Segundo a Comissão de Programa de Governo de Dilma, para a efetivação do documento, reuniões setoriais estão sendo realizadas com representantes de todos os partidos que apoiam a candidatura (PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN).
A página oficial da candidata Dilma é http://www.dilma13.com.br
Portal Aprendiz - O que foi feito pelo governo Lula na área da educação que manterá em seu governo? Qual é o foco principal para elevar a qualidade de ensino?
Dilma Rousseff - O governo do presidente Lula promoveu muitos avanços na educação. O compromisso da minha coligação é o da continuidade. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], por exemplo, chegou a 4,6 em 2009, superando a meta prevista de 4,2. Não imagino que seja possível educação de qualidade sem professor bem pago e com uma formação continuada garantida. A valorização do professor é a base de tudo.
Aprendiz - Pelo Twitter, você disse que pretende elevar os gastos destinados à educação de 5,1% do PIB, em 2010, para 7%. Essa elevação de recursos virá de onde e qual é o prazo?
Dilma - O crescimento será alcançado, porque o forte comprometimento do governo do presidente Lula com isso terá continuidade em meu governo. O Brasil tem todas as condições de se tornar uma potência desenvolvida e, para isso, é preciso investir mais e mais em educação. É o meu compromisso.
Aprendiz - Recentemente, você declarou que o Brasil está longe do cenário satisfatório para educação e prometeu construir seis mil creches, além de ajudar os municípios a mantê-las. Em quanto tempo isso será realizado? Há financiamento previsto para a construção?
Dilma - Ao contrário, o que temos hoje é um governo que cuida da educação. Foram feitos convênios para construção de mais de duas mil creches desde 2007, com investimentos de R$ 1,8 bilhão. Até 2014, construiremos seis mil creches, o que significa 1,5 mil unidades por ano, proporcionando aumento da taxa de frequência de 18% para 27%, uma elevação de 50%, além da universalização do atendimento em pré-escola na faixa etária de quatro e cinco anos. Os recursos estão garantidos pelo PAC2.
Aprendiz - Sobre a educação integral, o programa Mais Educação buscou ampliar o tempo e o espaço educacional dos alunos nas escolas. O programa será mantido? Como aprimorá-lo?
Dilma - O programa atenderá, até o final de 2010, dez mil escolas com mais de dois milhões de alunos, desenvolvendo atividades relacionadas ao esporte, cultura, lazer e outras, no contraturno das aulas regulares. Vamos seguir com isso. A meta é implantar o Mais Educação em 32 mil escolas até 2014.
Aprendiz - Uma das metas explicitadas na prévia do seu programa é a erradicação do analfabetismo no país. Como isso será feito? Quais foram os erros cometidos pelo atual programa Brasil Alfabetizado?
Dilma - Em 2003, quando o presidente Lula criou o programa Brasil Alfabetizado, a taxa de analfabetismo no país era de 14%. Neste ano, ela está em 9,9% e vamos alcançar, em 2015, a meta de Dakar [metas estabelecidas em 2000 pelo Fórum Mundial de Educação de Dakar, que devem ser alcançadas até o ano citado] de redução de 50%, alcançando a taxa de 6,7%. A expectativa é de que até o final da próxima década, o Brasil terá erradicado o analfabetismo, o que quer dizer que teremos menos de 4% de analfabetos. O Brasil Alfabetizado contribuiu para isso. O programa beneficiou mais de 11 milhões de cidadãos e atenderá mais 2,5 milhões até o final de 2010. Minha proposta é continuar a executá-lo e não teríamos avançado sem a parceria dos estados e municípios.
Aprendiz - Em seu plano de governo prévio está previsto o ProUni para o ensino médio. Como funcionará? Não seria melhor investir na educação pública de qualidade ao invés de beneficiar apenas alguns estudantes com entrada em uma escola particular?
Dilma - A minha proposta é de criação de um programa voltado exclusivamente para a melhoria do ensino médio: melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas, com investimentos na qualificação e salário dos professores; integrar o ensino médio ao profissionalizante também nas escolas públicas.
Aprendiz – Será mantida a criação de novas universidades federais e institutos federais de educação tecnológica? Quais são as novas metas?
Dilma - Sim, continuaremos a expansão com o foco sempre na interiorização do acesso ao ensino superior público. Se eleita, vamos construir escolas técnicas federais em municípios com mais de 50 mil habitantes e em cidades polos das microrregiões. Desde 1909, foram feitas no país apenas 140 escolas técnicas. No governo Lula, em menos de oito anos, foram construídas outras 140 novas escolas.
Aprendiz - Uma das pretensões é melhorar a situação da carreira dos professores com salários dignos e formação. O que será feito para efetivar essa melhora? Muitos professores ainda não ganham o piso implantado no país. Como garantir que isso ocorra?
Dilma - Criamos um piso nacional para o magistério, por lei. Ainda não alcançamos o ideal, mas vamos avançar, porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado. Nossa meta é cumprir as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que são garantir remuneração condigna, progressão salarial, melhores condições de trabalho dos educadores e formação dos profissionais da educação.
Aprendiz - Diversas propostas para o Plano Nacional da Educação foram construídas em conjunto com a sociedade civil durante a Conferência Nacional de Educação (Conae) 2010. Pretende adotar alguma delas? O Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) seria interessante?
Dilma - A Conae é um exemplo de espaço democrático para que todos possam participar do desenvolvimento da educação. As decisões são muito importantes para a construção de diretrizes e políticas públicas, como é o caso do nosso programa de governo que está sendo elaborado pelos partidos coligados.
Aprendiz - Promover a inclusão digital também é uma promessa sua. Quais são as medidas a serem tomadas?
Dilma - Vamos continuar com o Programa Banda Larga nas Escolas que alcançou quase 73% das instituições públicas de ensino do país, 47.204 escolas públicas urbanas de todo o Brasil já têm banda larga. O número de instituições beneficiadas representa 72,75% dos estabelecimentos municipais, estaduais e federais localizados em zona urbana. O Gesac é outro programa de inclusão digital que terá prosseguimento. Funciona principalmente em áreas afastadas. Por exemplo, na Amazônia, coloca-se uma antena que funciona via satélite, e por meio disso você tem acesso à Internet. Funciona como complemento, porque atinge as escolas rurais.
Aprendiz - No programa de governo há a promessa de implantar o Sistema Nacional Articulado de Educação. Quando estará pronto? Como vai funcionar?
Dilma - A proposta ainda está sendo debatida e construída pelos partidos da coligação na elaboração do programa de governo.
Aprendiz - Como pretende fortalecer a política de educação no campo?
Dilma - Vamos implementar a Política Nacional de Educação do Campo do Ministério da Educação e fortalecer o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Nossos investimentos vão beneficiar, inclusive, as crianças de zero a cinco anos de idade que vivem no campo.
Aprendiz - Qual é a estratégia para assegurar a educação de minorias como indígenas, afrodescendentes e pessoas com deficiência?
Dilma - Sou favorável às cotas raciais e socioeconômicas para o ingresso nas universidades. No ProUni, que combina cotas raciais e cotas socioeconômicas, 40% dos estudantes são afrodescendentes. O programa tem dado muito certo, distribuiu 600 mil bolsas de estudo para jovens pobres em faculdades particulares.
http://aprendiz.uol.com.br/content/tregenecot.mmp



PubliCA, SIM, E COM EDUCAÇÃO EXEMPLAR
23-Ago-2010
O LIBERAL - PA
O que é uma boa escola para você? Em julho deste ano, o Ministério da Educação (MEC) divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e estabeleceu um ranking das melhores e piores escolas do país. No Pará, duas escolas federais e uma escola estadual lideram a relação das melhores instituições públicas para se cursar o ensino médio e fundamental. A reportagem de O Liberal visitou as três escolas e conversou com alguns dos administradores das instituições e apresenta, agora, um retrato das melhores escolas públicas do Estado.
Antes, porém, é preciso explicar os critérios utilizados pelo MEC. O Ideb é um indicador de qualidade que combina o desempenho em exames realizados ao final de cada etapa escolar (5° e 9° ano do ensino fundamental e 3° ano do ensino médio) e o rendimento escolar, ou seja, a aprovação dos estudantes. A nota que cada instituição recebe é estabelecida através de um cálculo que leva em consideração a média obtida em avaliações como a Prova Brasil e o tempo médio de conclusão de cada série. Para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela elaboração do Ideb, a escola ideal é aquela onde os alunos aprendem e não perdem tempo com repetência.
VAGAS
Públicas sim, para todos nem tanto. Eleitas as melhores escolas de ensino médio do Pará, a Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), antigo Núcleo Pedagógico Integrado (NPI), e a Escola Tenente Rêgo Barros, da Aeronáutica, têm em comum, além do fato de serem instituições federais, a dificuldade de acesso. A escola da Aeronáutica é restrita praticamente aos dependentes de militares e civis da instituição. Desde 2007, a escola deixou de realizar o teste de seleção que disponibilizava vagas para a comunidade em geral. A diretora, Deusélia Nogueira, admite que não tem como atender todo mundo. "A fama da escola repercute e todos querem uma vaga, mas é bem difícil. Não temos como atender toda a comunidade", ponderou
Cidades com apostilas têm queda no Ideb
p://www.educacionista.org.br/jornal/index2.php?option=com_content&task=view&id=6617&pop=1&page=0&Itemid=49" target="_blank">Fábio Mazzitelli - JORNAL DA TARDE
Duas cidades paulistas que apostam em sistemas apostilados e já foram destaque nas avaliações educacionais do País tiveram quedas significativas no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2009. Dois Córregos e Santa Fé do Sul, no interior do Estado, não atingiram as metas do Ideb no ensino fundamental. Santa Fé cogita deixar o sistema apostilado e voltar a aderir ao livro didático.
Os dois municípios fazem parte do grupo das 143 prefeituras paulistas que não aderiram neste ano ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O PNLD gasta R$ 1 bilhão por ano na distribuição gratuita de cerca de 130 milhões de livros às escolas públicas do País, de ensino fundamental e médio.
Prefeituras que deixam o programa param de receber um material sem custo aos cofres municipais para pagar por sistemas que vendem apostilas e capacitação de profissionais. A efetividade do material, que estrutura as aulas por capítulos e direciona o trabalho do docente, gera divergências entre os educadores. Os defensores apontam maior organização didática e garantia do ensino de um conteúdo mínimo. Os críticos reclamam da falta de autonomia do professor e da escola e da qualidade das apostilas.
Após atingir um dos índices mais altos do País nos anos iniciais do fundamental no Ideb 2007 (7,1), Dois Córregos caiu para 5,6 e ficou um ponto abaixo da meta de 2009. "O problema não foi a apostila. São outras variáveis que determinaram essa queda", justifica Rosa Laura Garcia Calacina, secretária de Educação.
Esa pagina não estar obijetiva no termo proposta para eucação.
So ha comentarios vagos i nada de concreto.
Etrei para fazer uma pesquisa para a faculdade mais não achei produtivo.
Sugiro que sejão mais claros.
A ETERNA BUSCA PELO DITO PROFESSOR IDEAL
(...)
Vejamos... Salas lotadas, alunos desmotivados e desinteressados, simplesmente apáticos; professores igualmente desmotivados – não todos obviamente - e/ou desinteressados. As questões que se seguem são: os alunos e professores estão num estado letárgico por quê? Por que para os alunos as aulas não são tão estimulantes quanto as redes sociais? Por que não precisam se preocupar, pois seus pais lhes bancarão até seus 87 anos? Ou porque a busca por uma vida mais digna, menos mesquinha e hipócrita não os interessa? E os professores, estariam eles despreocupados com seus pupilos, pois não se faz necessário um mundo melhor? Ou estariam desinteressados porque seu salário é efêmero, sua rotina é maçante, a lógica conteudista é reducionista demais, e por fim, porque sua profissão é desprestigiada por pais, alunos, diretores, pedagogos, lixeiros, engenheiros, administradores, médicos, governantes, professores... professores?! Exatamente, professores!
Como chegamos ao ponto em que alguém menospreza a sua própria profissão? Simples, a lógica educacional brasileira é excludente e voltada para uma pseudo-educação desde o momento em que iniciaram o processo “civilizatório” após a chegada dos europeus no território brasileiro. A mais de cinco séculos o Brasil apresenta um déficit no âmbito educacional. E como mudar? Fulano promete “vamos investir milhões em educação!”; Beltrano afirma, “se eu for eleito a educação será minha prioridade. Mentiras e mais mentiras, a verdade é dura, não há o real interesse de que investimentos sejam direcionados para educação, pois uma massa pensante é uma massa de difícil controle.
(...)
ver texto completo em: http://supersimceros.blogspot.com/
Tive acesso a algumas cartas e redações de crianças do ensino fundamental das escolas públicas do DF e fiquei assustada. Parecia que escreviam em outra lingua que não fosse o Português. Fico pensando como faremos com o Brasil crescendo e seu povo sem o menor desenvolvimento. Acredito que devemos não só melhorar a performance e o salário dos professores mas também ampliar o investimento para a educação básica e técnica. Senão onde encontraremos mão de obra que atenda as demandas de um país em desenvolvimento como o nosso?
Não posso deixar de falar que o conceito do Programa Bolsa Família tambpem deveria ser revisto. Acredito que só colocar as crianças na escola para ganhar o benefício já não é o bastante. Por que não ampliar para "só recebe o benefício os pais que acompanharem o rendimento do desenvolvimento de seus filhos, isto inclui boletim e notas que obriguem as crianãs a passarem de ano e assim continuarem os estudos.
Postar novo Comentário