Metade dos executivos no Rio está com estresse excessivo, mostra pesquisa da Vita Check-Up
Enviado por Eduardo Rocha, sex, 23/09/2011 - 15:26Primeiro li no Guilherme Barros a notícia:
Pesquisa realizada pelo Vita Check-Up, centro especializado em medicina preventiva no Rio de Janeiro, com sete mil clientes, revelou que 42,6% dos executivos e 54,6% das executivas estão em faixas de estresse excessivo, consideradas as de graus 3 e 4.
Apenas 0,7% dos homens e 1,1% das mulheres estão no grau zero de estresse.
“Estes níveis podem, frequentemente, trazer reflexos na saúde, no relacionamento pessoal, familiar e profissional, acarretando queda de desempenho de produtividade no trabalho, intelectual e sexual”, explica Antonio Carlos Till, diretor do Vita Check-Up. O reflexo é um aumento na procura por serviços integrados de check-up para diagnosticar estes sintomas.
O Vita Check-Up registrou este ano um crescimento de 46% do número de atendimentos em comparação com agosto do ano passado.
FONTE: Guilherme Barros/ IG Colunistas
http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/09/23/metade-dos-executivos-no-rio-estao-com-estresse-excessivo-mostra-pesquisa-da-vita-check-up/
Cabe uma reflexão:
Esses números não são surpresa nemn diferentes dos encontrados em qualquer amostra similar , de qualquer metrópole mundo afora. O que espanta de verdade é que estudos de Ergonomia e Qualidade de Vida apontam que estes sintomas são majoritariamente encontrados após a consolidação de padrões de comportamento no trabalho cada vez mais comuns no Mundo hoje. Dificuldade em administrar o tempo no trrabalho, a urgência contínua na execução de atividades, a exagerada padronização de tarefas, tudo contribui para termos um cenário onde o ambiente laboral é reforçador de hábitos belicosos à nossa saúde psíquica e consequentemente à somatizações, patologias cada vez mais diversas.
É fundamental compreender tal fato como um processo, um continuum, como certa vez aprendi com um Professor de Psicopatologia. Os dados do levantamento trazem anteriormente a percepção de que inúmeras disfunções menos aparentes, porém letais ao bem-estar do Trabalhador, esteja ele em que nível funcional esteja. Lembro que grande parte das somatizações inerentes à Psicodinâmica do Trabalho se traduzem em cronicidade, aprende-se a viver...Viver? Sobreviver, inúmeras vezes, com dores, taquicardia, movimentos involuntários, toc.
Cabe lembrar que uma importante variável para tal cenário é a ausência de sentido para o trabalho executado. A ausência de uma percepção de onde está a contribuição do Trabalhador no Produto Final de uma cadeia produtiva é fundamental para o estabelecimento da Patologias como o a Síndrome de Burnout. Claro que na maior parte dos casos, é a área Operacional que padece de condições mais limitadoras, como repetitividade de movimentos ou tarefas, pouca autonomia para executar atividades ou falta de participação no processo decisório, mas, cresce muito o número de Gestores, Executivos, que apresentam os mesmos sintomas identificados, por que? Só tenho sugestões:
- Para que serve o meu trabalho?
- Como as pessoas veem meu trabalho/empresa?
- Consigo usufruir dos frutos do meu trabalho?
- Me identifico com meu trabalho?
- Como me relaciono com meus Colegas ( Pares, subordinados e chefias ) de trabalho?
Lembro que fica cada vez mais claro, e espero que vire lugar comum, que o avanço tecnológico não vem acompanhado de melhoria na qualidade de vida do Trabalhador.
PS: Anteriormente postei um artigo sobre a Síndrome de Burnout aqui no Brasilianas, acho reveladora a leitura do material.



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