Direitização e radicalismo no debate da atuação do CFP?
Enviado por Eduardo Rocha, qui, 22/09/2011 - 14:09Tenho participado de algumas discussões em torno do forte viés político-ideológico contido nas ações do Conselho Federal de Psicologia.
Minha opinião aqui colocada é influenciada por uma percepção esquerdista, crítica ao neo-liberalismo, além de refratária aos grandes mecanismos de divulgação da informação na mídia.
Acredito que seja muito tênue a separação entre as ecolhas adotadas pela atual Gestão do Conselho Federal de Psicologia para os debates junto à sociedade e a utilização da instituição como plataforma de expressão de concepções políticas de seus dirigentes.
Cabe colocar que sou a favor das ações dos inúmeros Movimentos Sociais os quais o CFP se associou para criar o debate sobre temas da Sociedade. No entanto, percebo que estas discussões não são conduzidas de modo a trabalhar a inserção do Psicólogo na Sociedade. As temáticas são debatidas muitas vezes sem a presença de Profissionais da área, até mesmo sem uma linha de ação que insira o Papel da Psicologia como Ciência nesse debate.
Tal posicionamento tem feito aflorar manifestações entre a classe que beiram as propagandas midiáticas do tea party na fox news. O que me faz refletir sobre como podemos quando situação vir a adotar posicionamentos que antes combatíamos quando oposição, sem qualquer crise ou demonstração de dissonância cognitiva.
Claro que defendo e acredito que a Psicologia possa vir a contribuir com a questão da terra em nosso País, que devemos estar inseridos e fornecendo embasamento para o debaate sobre as cotas sociais, porém, quando nossa entidade abre discussão sobre temas como os citados sem vinculá-los às formas de atuação do Psicólogo nessa temáticas, tenho que admitir, estamos fazendo propaganda midiática também! Impedindo na maioria das vezes que posicionamentos contrários aos nossos sejam colocados, aliás, funcionando inclusive como plataforma para os condutores do pseudo-debate.
Creio que adotar um posicionamento plural para as questões a serem debatidas com a chancela do CFP torna-se mister, fundamentalmente inserindo a Psicologia como Ciência com espinha dorsal dos debates, de modo a contribuir efetivamente na solução de problemas intrínsecos à nossa formação histórica.
Abrindo mão de tal perspectiva, possibilitaremos a expressão de vozes cada vez mais acaloradas e extremadas, uma extrema direita da Ciência do Comportamento. Além de dificultar um visão positiva das teses que historicamente são de posse da Esquerda, ainda mais em nosso Brasisilsil.
Cabe uma reflexão urgente e profunda do CFP acerca de seu posicionamento, sem o qual teremos que admitir: Falhamos!



Eduardo, concordo com seu posicionamento. Contudo, acho que podemos ser mais cautelosos ao defender a Psicologia como sendo esta Ciência com C maiúsculo. Penso que nossa espinha dorsal deva ser mais flexível e menos rija, tensa. Pois penso que esta CIÊNCIA, sedimenta reflexões, pensamentos e a própria história.
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