Prefeito e governador querem profissionalizar samba carioca

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Prefeito e governador querem profissionalizar o samba carioca Paes e Cabral criticam gestão das escolas

Rafael Galdo

Fábio Vasconcelos

 Divulgação

O prefeito Eduardo Paes faz reverência a bandeira da São Clemente e diz que a escola da Zona Sul é exemplo de transparência no uso dos recursos Divulgação

O prefeito Eduardo Paes, que assistiu ao desfile da São Clemente —escola em que o pai do governador Sérgio Cabral desfilou — disse que falta gestão profissional a algumas escolas. Segundo ele, é necessário transparência na aplicação de recursos das agremiações:

— Reparem a São Clemente. É um exemplo de como os recursos à disposição das escolas de samba permitem um grande carnaval. Precisa de gestão profissional, precisa de gente séria. Você está vendo esta escola? Entrou um cara, um superprodutor, o Calainho, que está fazendo um carnaval que está deixando a Beija-Flor com vergonha. Então, mostra que dá para fazer muita coisa com aquilo que é disponibilizado às escolas. A gestão profissional é a transparência de recursos que são aplicados de fato no desfile.

Ao fazer um balanço dos blocos na cidade, o prefeito defendeu a limitação no número. Segundo Paes, a Zona Sul já está no limite e a região já não tem como acomodar mais festas do tipo.

Já o governador Sérgio Cabral, que também bateu ponto na Sapucaí, defendeu que as escolas de samba têm que sair do controle de patronos ligados a atividades ilegais, como o jogo do bicho e a milícia:

— No carnaval carioca, a gente precisa cada vez mais tirar esses patronos das escolas e dar a elas um sentido profissional. No desfile, as escolas são profissionais, mas a gestão administrativa e financeira também tem que ser profissional para que não fiquem respondendo a alguém ligado a uma atividade ilegal. Antigamente, como o tráfico de drogas, o jogo do bicho era visto como algo romântico, mas agora verifica-se que é uma atividade ilegal, que envolve ilegalidade em cima de ilegalidade, com mortes e banditismo. Isso não tem cabimento.

Cabral revelou ainda que o estado negocia com a Petrobras venda do prédio na Rua Evaristo da Veiga, no Centro, onde fica o Quartel General da PM, por R$ 400 milhões. Com a venda, a cúpula da PM seria transferida para o Batalhão de Choque, no Estácio, que iria para um antigo quartel do Exército em Ramos.

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