Mostra de casamento para público gay tem segunda edição

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Do IGMostra de casamento para público gay tem segunda ediçãoOpen Wedding mostra que não há muita diferença entre casamento hetero e celebração de união homoafetiva. Veja fotos do evento

Renata Losso, especial para o iG São Paulo | 04/03/2012 08:25

 

 

 

Foto: Edu Cesar/Fotoarena Ampliar

Open Wedding: mostra de serviços de casamento para casais gays teve segunda edição em SP

 

 

Em maio de 2011, a união civil entre pessoas do mesmo sexo passou a ser reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Casais homossexuais, então, começaram a colocar no papel aquilo que já viviam ou começavam a viver na prática, obtendo os benefícios legais anteriormente permitidos apenas a casais heterossexuais. Foi o momento para a criação da primeira feira de casamento voltada para o público gay, o Open Wedding, que teve sua segunda edição realizada na última quinta-feira (1), em São Paulo.

 

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A assessora Alê Loureiro, uma das organizadoras, conta que a ideia do evento surgiu logo após o reconhecimento do STF. Com a organização da união de um casal de lésbicas no currículo, Alê conta que a proposta principal do Open Wedding é mostrar que um casamento homossexual pouco difere de um casamento hetero. “O que vai ser diferente? O topo do bolo”, resume.

 

Em parceria com Regiani de Oliveira e Maíra Tamberlini, Alê entrou em contato com parceiros e selecionou uma lista de fornecedores capaz de dar aos casais do mesmo sexo a oportunidade de realizar um casamento dos sonhos – e sem correr o risco do preconceito. Fernanda Ruggiero, da Sushi com Macarrão, empresa especialista em lembranças ecocriativas, é um deles. “A gente acredita na celebração independentemente do sexo das pessoas que irão se casar”.

 

Outros fornecedores acompanham a tônica e não veem diferença entre a organização de uma união homoafetiva e um casamento hetero. Para Adriana Pincherle, da Biscotteria – Cookie & Cake Design, os docinhos e o bolo decorado irão depender principalmente do gosto do casal, seja ele gay ou hetero.

 

Quase a mesma

 

No mais, a celebração acaba sendo a mesma. Ou quase. Embora não reconhecida pela Igreja Católica, a união homoafetiva pode contar com celebrantes. O reverendo Cristiano Valério, do ICM – Igrejas da Comunidade Metropolitana, em São Paulo, é um deles. “Lá, 90% dos membros são gays”, comenta. Na luta contra a homofobia, o reverendo abre as portas para a realização de cerimônias homossexuais.

Foto: Edu Cesar/Fotoarena

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O casal formado por Thiago e Paulo, por exemplo, é membro do ICM e estava no Open Wedding para descobrir mais sobre o que o evento poderia propiciar. Ambos com 28 anos, eles fazem eco aos propósitos da organização da feira: mostrar aos casais homossexuais que eles podem ter um casamento sem problemas e que há empresas e pessoas dispostas a dar assistência à realização da celebração. “É muito importante um evento como esse para dar visibilidade ao reconhecimento das uniões homoafetivas”, disse Thiago.

Celso e Raphael, juntos há dois anos, sentiram-se tranquilos para planejar a própria cerimônia. “Aqui, eu sei que posso estar à vontade e ver tudo o que quiser para a minha festa, sem receio”, contou Celso. Receios e temores não tiveram mesmo espaço em um evento como o Open Wedding – apenas as descobertas de novas possibilidades para uma antiga tradição.

>>> VEJA GALERIA DE FOTOS COM NOVIDADES DO OPEN WEDDING

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