Esqueleto no armário - naufrágio Príncipe de Astúrias

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Esqueleto no armário, está expressão ganha nova roupagem com o naufrágio do navio Príncipe das Astúrias em Ilhabela, se a hipótese dos imigrantes ilegais, mais de 1000, se confirmar, este é o maior naufrágio de navios de passageiros, maior até do que o do Titanic e o pior, com suspeitas de crimes graves e uma verdadeira conspiração envolvendo seu afundamento.

Começo com este artigo para situar no tempo e no espaço.

 Príncipe de Astúrias -  O transatlântico considerado como o " Titanic brasileiro"

 

Sex, 18 de Fevereiro de 2011 15:05 

O naufrágio ocorreu em Ilhabela-SP

O Príncipe de Astúrias
O destino e os mistérios de nosso arquipélago reservaram um dos maiores desastres registrados pela costa brasileira. Por mais de nove décadas, histórias impressionantes, sobretudo, perguntas sem respostas envolvem a todos que tiveram contato com a trajetória do transatlântico Príncipe de Astúrias. Era madrugada de 5 de março de 1916. Noite chuvosa, onde o cinza da tempestade contrastava com as cores e a alegria do carnaval, celebrado nos luxuosos salões do navio. De repente, um grande estrondo. A música deu lugar a gritos e aflição. Nas classes mais pobres, onde todos dormiam, o sono mergulhou no caos. Em apenas cinco minutos, toneladas, e principalmente, milhares de sonhos, foram a pique.A Europa vivia anos turbulentos. A Primeira Grande Guerra
imprimiu no velho continente destruição e desordem. O desemprego entre os mais pobres e o medo entre os mais abastados foram fatores que motivaram milhares de cidadãos a imigrarem para países mais tranquilos e com melhores oportunidades de vida. A América do Sul, destino livre da guerra, com forte agricultura e industrialização incipiente que demandavam mão-de-obra, surgia como destino preferencial. Neste cenário, as companhias de navegação eram os vetores deste fenômeno, e as rotas para a América eram as mais lucrativas, pois levavam imigrantes e bens industrializados e traziam de volta produtos agrícolas, principalmente o café. A empresa espanhola Pinillos, Yzquierdo & Co. investiu neste filão. Instalou a primeira linha regular América do
Sul - Europa. Para alcançar seu objetivo, aumentou sua frota com dois dos mais modernos navios da época, o Infanta Isabel e o Príncipe de Astúrias.Lançado ao mar apenas dezesseis dias após o desastre do Titanic e, portanto, ainda sob o impacto e a comoção daquela terrível tragédia, Astúrias representava o que de melhor a engenharia naval poderia produzir. Naquele dia o navio fazia sua sexta viagem à América do Sul e tinha como destino, Buenos Aires. Transportava, dentre uma extensa lista de carga, 40 milhões de libras esterlinas em ouro destinadas a pagar alimentos e suprimentos fornecidos pela Argentina durante a Primeira
Grande Guerra. Levava ainda a bordo 11 toneladas de ouro, que serviriam como lastro monetário para abertura de um novo banco. Porém, o que havia de mais valioso, culturalmente, eram as nove estátuas em bronze.
O conjunto era destinado a compor e finalizar o monumento De Los Espanholes, uma homenagem que a colônia espanhola na Argentina prestava ao centenário da independência platina. O luxuoso transatlântico podia transportar até 1890 passageiros, dos quais 150 na primeira classe, 120 na segunda, mais 120 na segunda
econômica e 1500 em alojamentos para imigrantes. Naquela madrugada, sob o comando experiente do ainda jovem Capitão Lotina, o navio navegava pelas águas de Ilhabela. Não fazia o caminho usual, ao largo das ilhas, mas passava perigosamente próximo à costeira, entre Ilha da Vitória e Ilha de Búzios. A escuridão reinava. Diante da pouquíssima visibilidade, Lotina ordenara apito de sereia, destinado a alertar possíveis embarcações e evitar qualquer colisão. No passadiço, diante de um raio, vislumbrou bem próximo o paredão rochoso da Ponta da Pirabura.
Diante do pior, perguntou:
- É terra?
Sem esperar resposta, prontamente ordenou, no telégrafo:
-Toda a força à ré, todo o leme à boreste!Nada mais podia ser feito. Um grande estrondo se ouviu. O Príncipe de Astúrias chocou-se com a única laje submersa da região, o que provocou um rasgo de 44 metros no casco. Vários estalos precederam duas grandes explosões, decorrentes do contato da água fria com as caldeiras. Neste momento, centenas de imigrantes e viajantes, em suas camas, apereceram. Muitos dos que conseguiram chegar ao convés ainda com vida perderam suas vidas ao serem jogados contra as pedras, pelas terríveis ondas. Tudo isto aconteceu em apenas cinco minutos. Os pedidos de socorro não puderam ser transmitidos, em razão da rapidez do naufrágio, o mar não lhes deu tempo.
                                                  Jeannis Michail Platon, mergulhador, escritor e empresário

 

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imagem de Alexandre Weber - Santos -SP

Acervo Digital: O naufrágio do “Príncipe das Astúrias” em IlhabelaAcervo Digital: O naufrágio do “Príncipe das Astúrias” em Ilhabela

 Lançado em novembro de 2007 em Santos, o livro "Príncipe das Astúrias" do jornalista José Carlos Silvares constitui-se hoje em uma das mais importantes fontes de uma história que ainda mexe com o inconsciente das pessoas. Trata-se do maior acidente marítimo ocorrido em costa brasileira e que vitimou os passageiros de um luxuoso navio vapor espanhol em um domingo de carnaval.
O vapor "Príncipe das Astúrias" havia zarpado de Barcelona no dia 11 de fevereiro, com paradas em Cádiz e Las Palmas (Ilhas Canárias), de onde partiu no dia 23 de fevereiro, com destino a Santos. Levava uma carga de 12 estátuas de bronze, componentes para a construção do Monumento dos Espanhóis do Parque Palermo, de nome "La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas", em Buenos Aires, e um valor de 40.000 libras-ouro além de grande quantidade de metais como estanho, amianto, cobre, zinco, aços, fios elétricos e vinho português, hélices de bronze para navio, dinheiro e jóias dos passageiros e correios em geral s.
A construção e viagem
Posto ao mar em Barcelona em 1913 para atender demandas de carga de passageiros para o Brasil e Prata, o navio "Príncipe das Astúrias" teria um período curto de atividades.Até hoje, o motivo do naufrágio que deixou apenas 144 sobreviventes dos 1.300 passageiros ainda é desconhecido e intrigante.Coincidentemente, o "Titanic", navio da empresa White Star Line de Liverpool, Inglaterra, que havia naufragado quatro anos antes, também fora construído nos mesmo estaleiro Russel & Co, em Glasgow, na Escócia. 
Orgulho da Marinha Mercante espanhola, o vapor tinha no comando o Capitão José Lotina. Na madrugada daquele dia 5 de março, a forte tempestade lá fora era a única que rompia o silêncio dos passageiros que dormiam. Raios iluminavam parte do salão de festas onde a orquestra ainda tocava marchinhas carnavalescas, afinal, era um domingo de carnaval.
Faltavam poucos quilômetros para a parada no Porto de Santos. De repente, uma descarga elétrica iluminou as encostas rochosas da Ponta da Pirabura, sul da Ilhabela. Sobressaltado, o 2º piloto gritou: "É terra!". Desesperadamente, tentou através do telégrafo passar a ordem de recuar. Porém, não havia mais tempo para evitar o desastre! 
Desaparecia o "Príncipe das Astúrias"
Ao bater em uma laje submersa, um grande estrondo sacudiu o transatlântico e acordou os passageiros. Após abrir-se um rasgo de 45 metros na lateral do casco, a água começou a invadir rapidamente a casa das máquinas, o que causou a explosão de duas caldeiras.Em apenas cinco minutos,  o "Príncipe das Astúrias" desapareceria na costa de Ilhabela.
Um cenário de horror se espalhou nas águas naquela região do Litoral Norte. Após aquela tragédia, às 04h20 de 5 de março de 1916, cadáveres chegavam até a Ilha de São Sebastião, Ilha de Castelhanos em Ilhabela e Praia Grande em Ubatuba. Sobreviventes (muito deles agarrados a fardos de cortiça) e cadáveres foram recolhidos pelo navio inglês Veja. 
O acontecimento foi de grandes proporções e repercussão em todo o mundo. O vapor espanhol "Príncipe das Astúrias" tinha 150 metros de comprimento e cogita-se que o número de mortos foi muito maior do que os registros. Entre passageiros oficiais, pereceram 477 pessoas, entre elas seis mulheres e duas crianças. 
Boatos e teorias conspiratórias
Depois do ocorrido, circulou boatos que o "Príncipe das Astúrias" teria sido perseguido por uma embarcação responsável pelo patrulhamento da costa brasileira, cruzador Glasgow , pelo fato de que um número aproximado de 1.000 pessoas viajavam clandestinamente nos porões do navio. Seriam imigrantes que fugiam da Primeira Guerra Mundial que devastava a Europa.
Outras versões dão conta que o vapor  havia feito uma parada na costa de São Sebastião para a transferência de 11 toneladas de ouro para outro navio, mas o transtorno causado pelas ondas gigantescas e falta de visibilidade fez com que fosse levado para a correnteza até o local do choqueHá também suposições sobre o forte magnetismo da região, que chegou a causar alterações na bússola do "Príncipe das Astúrias", provocando o acidente.
No ano de 1989, foi instalado um teleférico para o recolhimento de material do navio afundado, entre eles, garrafas, talheres de pratas, louças e metais. No ano seguinte, duas estátuas de mulheres, em bronze, foram também recolhidas. Era parte do material que iria compor o monumento "La Carta Magma y las Cuatro Regiones Argentinas", em comemoração ao Centenário da Independência da Argentina.06/03/2009 - 13h34 (Ocimar Barbosa) 
Imagem(s): arquivo Lançado em novembro de 2007 em Santos, o livro "Príncipe das Astúrias" do jornalista José Carlos Silvares constitui-se hoje em uma das mais importantes fontes de uma história que ainda mexe com o inconsciente das pessoas. 
Trata-se do maior acidente marítimo ocorrido em costa brasileira e que vitimou os passageiros de um luxuoso navio vapor espanhol em um domingo de carnaval.

O vapor "Príncipe das Astúrias" havia zarpado de Barcelona no dia 11 de fevereiro, com paradas em Cádiz e Las Palmas (Ilhas Canárias), de onde partiu no dia 23 de fevereiro, com destino a Santos. 
Levava uma carga de 12 estátuas de bronze, componentes para a construção do Monumento dos Espanhóis do Parque Palermo, de nome "La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas", em Buenos Aires, e um valor de 40.000 libras-ouro além de grande quantidade de metais como estanho, amianto, cobre, zinco, aços, fios elétricos e vinho português, hélices de bronze para navio, dinheiro e jóias dos passageiros e correios em geral s.

A construção e viagem

Posto ao mar em Barcelona em 1913 para atender demandas de carga de passageiros para o Brasil e Prata, o navio "Príncipe das Astúrias" teria um período curto de atividades.
Até hoje, o motivo do naufrágio que deixou apenas 144 sobreviventes dos 1.300 passageiros ainda é desconhecido e intrigante.
Coincidentemente, o "Titanic", navio da empresa White Star Line de Liverpool, Inglaterra, que havia naufragado quatro anos antes, também fora construído nos mesmo estaleiro Russel & Co, em Glasgow, na Escócia. 

Orgulho da Marinha Mercante espanhola, o vapor tinha no comando o Capitão José Lotina. Na madrugada daquele dia 5 de março, a forte tempestade lá fora era a única que rompia o silêncio dos passageiros que dormiam. Raios iluminavam parte do salão de festas onde a orquestra ainda tocava marchinhas carnavalescas, afinal, era um domingo de carnaval.

Faltavam poucos quilômetros para a parada no Porto de Santos. De repente, uma descarga elétrica iluminou as encostas rochosas da Ponta da Pirabura, sul da Ilhabela. Sobressaltado, o 2º piloto gritou: "É terra!". Desesperadamente, tentou através do telégrafo passar a ordem de recuar. Porém, não havia mais tempo para evitar o desastre! 

Desaparecia o "Príncipe das Astúrias"

Ao bater em uma laje submersa, um grande estrondo sacudiu o transatlântico e acordou os passageiros. Após abrir-se um rasgo de 45 metros na lateral do casco, a água começou a invadir rapidamente a casa das máquinas, o que causou a explosão de duas caldeiras.
Em apenas cinco minutos,  o "Príncipe das Astúrias" desapareceria na costa de Ilhabela.

Um cenário de horror se espalhou nas águas naquela região do Litoral Norte. Após aquela tragédia, às 04h20 de 5 de março de 1916, cadáveres chegavam até a Ilha de São Sebastião, Ilha de Castelhanos em Ilhabela e Praia Grande em Ubatuba. Sobreviventes (muito deles agarrados a fardos de cortiça) e cadáveres foram recolhidos pelo navio inglês Veja. 

O acontecimento foi de grandes proporções e repercussão em todo o mundo. O vapor espanhol "Príncipe das Astúrias" tinha 150 metros de comprimento e cogita-se que o número de mortos foi muito maior do que os registros. Entre passageiros oficiais, pereceram 477 pessoas, entre elas seis mulheres e duas crianças. 

Boatos e teorias conspiratórias

Depois do ocorrido, circulou boatos que o "Príncipe das Astúrias" teria sido perseguido por uma embarcação responsável pelo patrulhamento da costa brasileira, cruzador Glasgow , pelo fato de que um número aproximado de 1.000 pessoas viajavam clandestinamente nos porões do navio. Seriam imigrantes que fugiam da Primeira Guerra Mundial que devastava a Europa.

Outras versões dão conta que o vapor  havia feito uma parada na costa de São Sebastião para a transferência de 11 toneladas de ouro para outro navio, mas o transtorno causado pelas ondas gigantescas e falta de visibilidade fez com que fosse levado para a correnteza até o local do choque
Há também suposições sobre o forte magnetismo da região, que chegou a causar alterações na bússola do "Príncipe das Astúrias", provocando o acidente.

No ano de 1989, foi instalado um teleférico para o recolhimento de material do navio afundado, entre eles, garrafas, talheres de pratas, louças e metais. No ano seguinte, duas estátuas de mulheres, em bronze, foram também recolhidas. Era parte do material que iria compor o monumento "La Carta Magma y las Cuatro Regiones Argentinas", em comemoração ao Centenário da Independência da Argentina.

 

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imagem de Alexandre Weber - Santos -SP

Este artigo fala das onze toneladas de ouro, 40 milhões de libras esterlinas que os Inglêses mandaram para a argentina para pagar o alimento comprado, tesouro avaliado nos dias de hoje em U$ 1,82 bilhões. Ouro que nunca ninguém viu.

Acervo Digital: O naufrágio do “Príncipe das Astúrias” em Ilhabela06/03/2009 - 13h34 (Ocimar Barbosa) 
Imagem(s): arquivo Lançado em novembro de 2007 em Santos, o livro "Príncipe das Astúrias" do jornalista José Carlos Silvares constitui-se hoje em uma das mais importantes fontes de uma história que ainda mexe com o inconsciente das pessoas. 
Trata-se do maior acidente marítimo ocorrido em costa brasileira e que vitimou os passageiros de um luxuoso navio vapor espanhol em um domingo de carnaval.

O vapor "Príncipe das Astúrias" havia zarpado de Barcelona no dia 11 de fevereiro, com paradas em Cádiz e Las Palmas (Ilhas Canárias), de onde partiu no dia 23 de fevereiro, com destino a Santos. 
Levava uma carga de 12 estátuas de bronze, componentes para a construção do Monumento dos Espanhóis do Parque Palermo, de nome "La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas", em Buenos Aires, e um valor de 40.000 libras-ouro além de grande quantidade de metais como estanho, amianto, cobre, zinco, aços, fios elétricos e vinho português, hélices de bronze para navio, dinheiro e jóias dos passageiros e correios em geral s.

A construção e viagem

Posto ao mar em Barcelona em 1913 para atender demandas de carga de passageiros para o Brasil e Prata, o navio "Príncipe das Astúrias" teria um período curto de atividades.
Até hoje, o motivo do naufrágio que deixou apenas 144 sobreviventes dos 1.300 passageiros ainda é desconhecido e intrigante.
Coincidentemente, o "Titanic", navio da empresa White Star Line de Liverpool, Inglaterra, que havia naufragado quatro anos antes, também fora construído nos mesmo estaleiro Russel & Co, em Glasgow, na Escócia. 

Orgulho da Marinha Mercante espanhola, o vapor tinha no comando o Capitão José Lotina. Na madrugada daquele dia 5 de março, a forte tempestade lá fora era a única que rompia o silêncio dos passageiros que dormiam. Raios iluminavam parte do salão de festas onde a orquestra ainda tocava marchinhas carnavalescas, afinal, era um domingo de carnaval.

Faltavam poucos quilômetros para a parada no Porto de Santos. De repente, uma descarga elétrica iluminou as encostas rochosas da Ponta da Pirabura, sul da Ilhabela. Sobressaltado, o 2º piloto gritou: "É terra!". Desesperadamente, tentou através do telégrafo passar a ordem de recuar. Porém, não havia mais tempo para evitar o desastre! 

Desaparecia o "Príncipe das Astúrias"

Ao bater em uma laje submersa, um grande estrondo sacudiu o transatlântico e acordou os passageiros. Após abrir-se um rasgo de 45 metros na lateral do casco, a água começou a invadir rapidamente a casa das máquinas, o que causou a explosão de duas caldeiras.
Em apenas cinco minutos,  o "Príncipe das Astúrias" desapareceria na costa de Ilhabela.

Um cenário de horror se espalhou nas águas naquela região do Litoral Norte. Após aquela tragédia, às 04h20 de 5 de março de 1916, cadáveres chegavam até a Ilha de São Sebastião, Ilha de Castelhanos em Ilhabela e Praia Grande em Ubatuba. Sobreviventes (muito deles agarrados a fardos de cortiça) e cadáveres foram recolhidos pelo navio inglês Veja. 

O acontecimento foi de grandes proporções e repercussão em todo o mundo. O vapor espanhol "Príncipe das Astúrias" tinha 150 metros de comprimento e cogita-se que o número de mortos foi muito maior do que os registros. Entre passageiros oficiais, pereceram 477 pessoas, entre elas seis mulheres e duas crianças. 

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Depois do ocorrido, circulou boatos que o "Príncipe das Astúrias" teria sido perseguido por uma embarcação responsável pelo patrulhamento da costa brasileira, cruzador Glasgow , pelo fato de que um número aproximado de 1.000 pessoas viajavam clandestinamente nos porões do navio. Seriam imigrantes que fugiam da Primeira Guerra Mundial que devastava a Europa.

Outras versões dão conta que o vapor  havia feito uma parada na costa de São Sebastião para a transferência de 11 toneladas de ouro para outro navio, mas o transtorno causado pelas ondas gigantescas e falta de visibilidade fez com que fosse levado para a correnteza até o local do choque
Há também suposições sobre o forte magnetismo da região, que chegou a causar alterações na bússola do "Príncipe das Astúrias", provocando o acidente.

No ano de 1989, foi instalado um teleférico para o recolhimento de material do navio afundado, entre eles, garrafas, talheres de pratas, louças e metais. No ano seguinte, duas estátuas de mulheres, em bronze, foram também recolhidas. Era parte do material que iria compor o monumento "La Carta Magma y las Cuatro Regiones Argentinas", em comemoração ao Centenário da Independência da Argentina.

 

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Este artigo fala das onze toneladas de ouro, 40 milhões de libras esterlinas que os Inglêses mandaram para a argentina para pagar o alimento comprado, tesouro avaliado nos dias de hoje em U$ 1,82 bilhões. Ouro que nunca ninguém viu.

Acervo Digital: O naufrágio do “Príncipe das Astúrias” em Ilhabela06/03/2009 - 13h34 (Ocimar Barbosa) 
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Trata-se do maior acidente marítimo ocorrido em costa brasileira e que vitimou os passageiros de um luxuoso navio vapor espanhol em um domingo de carnaval.

O vapor "Príncipe das Astúrias" havia zarpado de Barcelona no dia 11 de fevereiro, com paradas em Cádiz e Las Palmas (Ilhas Canárias), de onde partiu no dia 23 de fevereiro, com destino a Santos. 
Levava uma carga de 12 estátuas de bronze, componentes para a construção do Monumento dos Espanhóis do Parque Palermo, de nome "La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas", em Buenos Aires, e um valor de 40.000 libras-ouro além de grande quantidade de metais como estanho, amianto, cobre, zinco, aços, fios elétricos e vinho português, hélices de bronze para navio, dinheiro e jóias dos passageiros e correios em geral s.

A construção e viagem

Posto ao mar em Barcelona em 1913 para atender demandas de carga de passageiros para o Brasil e Prata, o navio "Príncipe das Astúrias" teria um período curto de atividades.
Até hoje, o motivo do naufrágio que deixou apenas 144 sobreviventes dos 1.300 passageiros ainda é desconhecido e intrigante.
Coincidentemente, o "Titanic", navio da empresa White Star Line de Liverpool, Inglaterra, que havia naufragado quatro anos antes, também fora construído nos mesmo estaleiro Russel & Co, em Glasgow, na Escócia. 

Orgulho da Marinha Mercante espanhola, o vapor tinha no comando o Capitão José Lotina. Na madrugada daquele dia 5 de março, a forte tempestade lá fora era a única que rompia o silêncio dos passageiros que dormiam. Raios iluminavam parte do salão de festas onde a orquestra ainda tocava marchinhas carnavalescas, afinal, era um domingo de carnaval.

Faltavam poucos quilômetros para a parada no Porto de Santos. De repente, uma descarga elétrica iluminou as encostas rochosas da Ponta da Pirabura, sul da Ilhabela. Sobressaltado, o 2º piloto gritou: "É terra!". Desesperadamente, tentou através do telégrafo passar a ordem de recuar. Porém, não havia mais tempo para evitar o desastre! 

Desaparecia o "Príncipe das Astúrias"

Ao bater em uma laje submersa, um grande estrondo sacudiu o transatlântico e acordou os passageiros. Após abrir-se um rasgo de 45 metros na lateral do casco, a água começou a invadir rapidamente a casa das máquinas, o que causou a explosão de duas caldeiras.
Em apenas cinco minutos,  o "Príncipe das Astúrias" desapareceria na costa de Ilhabela.

Um cenário de horror se espalhou nas águas naquela região do Litoral Norte. Após aquela tragédia, às 04h20 de 5 de março de 1916, cadáveres chegavam até a Ilha de São Sebastião, Ilha de Castelhanos em Ilhabela e Praia Grande em Ubatuba. Sobreviventes (muito deles agarrados a fardos de cortiça) e cadáveres foram recolhidos pelo navio inglês Veja. 

O acontecimento foi de grandes proporções e repercussão em todo o mundo. O vapor espanhol "Príncipe das Astúrias" tinha 150 metros de comprimento e cogita-se que o número de mortos foi muito maior do que os registros. Entre passageiros oficiais, pereceram 477 pessoas, entre elas seis mulheres e duas crianças. 

Boatos e teorias conspiratórias

Depois do ocorrido, circulou boatos que o "Príncipe das Astúrias" teria sido perseguido por uma embarcação responsável pelo patrulhamento da costa brasileira, cruzador Glasgow , pelo fato de que um número aproximado de 1.000 pessoas viajavam clandestinamente nos porões do navio. Seriam imigrantes que fugiam da Primeira Guerra Mundial que devastava a Europa.

Outras versões dão conta que o vapor  havia feito uma parada na costa de São Sebastião para a transferência de 11 toneladas de ouro para outro navio, mas o transtorno causado pelas ondas gigantescas e falta de visibilidade fez com que fosse levado para a correnteza até o local do choque
Há também suposições sobre o forte magnetismo da região, que chegou a causar alterações na bússola do "Príncipe das Astúrias", provocando o acidente.

No ano de 1989, foi instalado um teleférico para o recolhimento de material do navio afundado, entre eles, garrafas, talheres de pratas, louças e metais. No ano seguinte, duas estátuas de mulheres, em bronze, foram também recolhidas. Era parte do material que iria compor o monumento "La Carta Magma y las Cuatro Regiones Argentinas", em comemoração ao Centenário da Independência da Argentina.

 

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Um documento que cita o estaleiro onde foi construído, o mesmo do Titanic na Escócia e provavelmente com o mesmo aço ruim do primeiro e o Monumento da Carta Magna de Buenos Aires, conhecido com Los Espagnoles.

 

O naufrágio do “Príncipe das Astúrias” em Ilhabela!!!

 



O vapor "Príncipe das Astúrias" havia zarpado de Barcelona no dia 11 de fevereiro, com paradas em Cádiz e Las Palmas (Ilhas Canárias), de onde partiu no dia 23 de fevereiro, com destino a Santos.Levava uma carga de 12 estátuas de bronze, componentes para a construção do Monumento dos Espanhóis do Parque Palermo, de nome "La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas", em Buenos Aires, e um valor de 40.000 libras-ouro além de grande quantidade de metais como estanho, amianto, cobre, zinco, aços, fios elétricos e vinho português, hélices de bronze para navio, dinheiro e jóias dos passageiros e correios em geral.
Posto ao mar em Barcelona em 1913 para atender demandas de carga de passageiros para o Brasil e Prata, o navio "Príncipe das Astúrias" teria um período curto de atividades.Até hoje, o motivo do naufrágio que deixou apenas 144 sobreviventes dos 1.300 passageiros ainda é desconhecido e intrigante.
Coincidentemente, o "Titanic", navio da empresa White Star Line de Liverpool, Inglaterra, que havia naufragado quatro anos antes, também fora construído nos mesmo estaleiro Russel & Co, em Glasgow, na Escócia. Orgulho da Marinha Mercante espanhola, o vapor tinha no comando o Capitão José Lotina.
Na madrugada daquele dia 5 de março, a forte tempestade lá fora era a única que rompia o silêncio dos passageiros que dormiam. Raios iluminavam parte do salão de festas onde a orquestra ainda tocava marchinhas carnavalescas, afinal, era um domingo de carnaval.Faltavam poucos quilômetros para a parada no Porto de Santos.
De repente, uma descarga elétrica iluminou as encostas rochosas da Ponta da Pirabura, sul da Ilhabela. Sobressaltado, o 2º piloto gritou: "É terra!". Desesperadamente, tentou através do telégrafo passar a ordem de recuar. Porém, não havia mais tempo para evitar o desastre!
Desaparecia o "Príncipe das Astúrias"Ao bater em uma laje submersa, um grande estrondo sacudiu o transatlântico e acordou os passageiros. Após abrir-se um rasgo de 45 metros na lateral do casco, a água começou a invadir rapidamente a casa das máquinas, o que causou a explosão de duas caldeiras.
Em apenas cinco minutos, o "Príncipe das Astúrias" desapareceria na costa de Ilhabela, transformando-se no maior acidente marítimo ocorrido em costa brasileira e que vitimou os passageiros de um luxuoso navio vapor espanhol em um domingo de carnaval.Um cenário de horror se espalhou nas águas naquela região do Litoral Norte.
Após aquela tragédia, às 04h20 de 5 de março de 1916, cadáveres chegavam até a Ilha de São Sebastião, Ilha de Castelhanos em Ilhabela e Praia Grande em Ubatuba. Sobreviventes (muito deles agarrados a fardos de cortiça) e cadáveres foram recolhidos pelo navio inglês Veja.
Entre passageiros oficiais, pereceram 477 pessoas, entre elas seis mulheres e duas crianças, mas suspeita-se que estes números foram muito maiores! Depois do ocorrido, circularam boatos que o "Príncipe das Astúrias" teria sido perseguido por uma embarcação responsável pelo patrulhamento da costa brasileira, cruzador Glasgow , pelo fato de que um número aproximado de 1.000 pessoas viajavam clandestinamente nos porões do navio.
Seriam imigrantes que fugiam da Primeira Guerra Mundial que devastava a Europa.Outras versões dão conta que o vapor havia feito uma parada na costa de São Sebastião para a transferência de 11 toneladas de ouro para outro navio, mas o transtorno causado pelas ondas gigantescas e falta de visibilidade fez com que fosse levado para a correnteza até o local do choque. Há também suposições sobre o forte magnetismo da região, que chegou a causar alterações na bússola do "Príncipe das Astúrias", provocando o acidente.
No ano de 1989, foi instalado um teleférico para o recolhimento de material do navio afundado, entre eles, garrafas, talheres de pratas, louças e metais. No ano seguinte, duas estátuas de mulheres, em bronze, foram também recolhidas. Era parte do material que iria compor o monumento "La Carta Magma y las Cuatro Regiones Argentinas", em comemoração ao Centenário da Independência da Argentina.

 

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