03/02/2012 - Brasilianas.org discute o espaço urbano

O Brasil urbano possui um déficit habitacional de seis milhões de casas, segundo o Ministério das Cidades. Cerca de metade da população mora em condições precárias, ou seja, em favelas, cortiços, loteamentos irregulares ou nas ruas.

A formação de enclaves territoriais é um fenômeno recorrente em diversas regiões urbanas no mundo. De um lado, devido aos fluxos desordenados de movimentos migratórios, pessoas à procura de melhores condições de trabalho. De outro, a especulação fundiária. E, junto a esses fatores, a falta de planejamento adequado dos governos.

Repensando o uso do espaço urbano é o tema do próximo Brasilianas.org, que irá ao ar na segunda-feira (06), às 22h. Os grupos sociais excluídos, dentre eles a população que mora nas favelas, são considerados por especialistas como agentes modeladores do espaço, ao lado do Estado e capital privado.

02/02/2012 - ESPECIAL CAPS - parte IV - A saúde mental em São Bernardo do Campo

Em entrevista, Arthur Chioro, secretário de Saúde do município, conta como está sendo estruturada a rede de saúde mental e como São Bernardo se tornou referência no país

01/02/2012 - As implicações da modernidade nacional

O Brasil é um país em busca de um conceito, repensado continuamente. Isso ocorre quando a nação não se mostra como ideal pressuposto e muda de rumo. Quando o conteúdo foge ao nosso referencial idealizado nos voltamos, portanto, à questão nacional. Episódios em que a nação esteve em contexto de formação são comuns em nossa história, o que faz com que este debate persista no tempo. São exemplos a Independência (1822); a Lei Áurea (1888); a Primeira República (1889); Segunda República (1930); Primeira Democracia (1945); Início do Regime Militar (1964) e Redemocratização (1988). São estes diversos começos o que nos inspira a repensar o país, sempre com o propósito de equacionar problemas e enquadrar a nação em seu molde ideal.

01/02/2012 - ESPECIAL CAPS - parte III - A experiência de Embu das Artes

ESPECIAL CAPS - parte III - A experiência do CAPS-Álcool e Drogas em Embu das Artes

"A reforma psiquiátrica no Estado de São Paulo não avança, pois o governo não acredita neste modelo", afirma a coordenadora do CAPS-ad de Embu, considerado referência no Estado de São Paulo.

31/01/2012 - ESPECIAL CAPS - parte II - Integração com o SUS

ESPECIAL CAPS - parte II - Integração com o SUS - entrevista com Wilma Mascarenhas, psicóloga do CAPS-Belford Roxo e representante do Movimento Antimanicomial

30/01/2012 - Brasilianas.org sobre regulação da Internet

Recentemente, dois projetos de leis norte-americanos movimentaram a internet: o Sopa(Stop Online Piracy Act) e o Pipa(Protect Intellectual Property Act), um na Câmara dos Representantes e outro no Senado, respectivamente. Ambos tem como objetivo combater a pirataria, impedir o compartilhamento gratuito de músicas e filmes online e proteger o mercado de propriedade intelectual. Devido à pressão dos usuários e à oposição grandes empresas da internet, como o Google, Facebook e Amazon, a votação dos dois projetos foi adiada. Além deles, o Acta é um tratado internacional discutido por um grupo fechado de países e que tem como objetivo criar padrões internacionais para a pirataria na web, e é considerado ainda mais rigoroso que o Sopa. Serão abordados os projetos de lei dos EUA, e também a lei Azeredo, o Marco Civil da Internet e maneiras de se combater crimes virtuais sem afetar a liberdade de expressão

30/01/2012 - ESPECIAL CAPS - a reforma psiquiátrica

Considerada o marco da reforma psiquiátrica no Brasil, a lei nº 10.216/2001 não chega a citar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dispositivo que está no centro da saúde mental no país e que surgiu a partir da década de 1980. Contudo, está indicado no artigo 4º que a internação só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes, e que a finalidade do tratamento deve ser a reinserção social do paciente em seu meio. Em nenhum momento é vetada a internação; apenas são definidas algumas restrições. O portador de transtorno mental não pode ser encaminhado para instituições com características asilares e incapazes de proporcionar a integração social, por meio do lazer, assistência social e ocupacional e atendimento psicológico. A internação psiquiátrica não é amaldiçoada, mas se torna apenas umas das vias possíveis, em casos agudos, sob orientação médica e em leitos de hospitais gerais.

20/01/2012 - As funções do Conselho Nacional de Justiça

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é um órgão do Poder Judiciário Brasileiro, instituído em  junho de 2005, de acordo com a Emenda Constituicional 45, de dezembro de 2004. Uma de suas principais funções é a de controle financeiro e administrativo do judiciário, julgando processos relacionado a estas questões, recebendo reclamações e denúncias sobre membros e servidores desse poder. Além disso, o CNJ desenvolve programas que buscam agilizar e melhorar as atividades da Justiça brasileira, como o Judiciário em Dia, mutirão para acelerar julgamentos de processos antigos; o Espaço Livre, que tenta remover os aviões que estão parados nos aeroportos sob custódia; e a padronização dos números dos processos, entre outros.

20/01/2012 - Saúde mental: o CAPS e a alta complexidade

A Reforma Psiquiátrica brasileira, que completou 10 anos em 2011, foi importante para o país, pois instituiu a psiquiatria comunitária, ou seja, o atendimento do indivíduo dentro de sua comunidade, a começar pelo atendimento primário nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). As mudanças, formalizadas em 2001 por meio da lei nº 10.216, colaboraram para a prevenção do agravamento de muitos distúrbios mentais, ao promover a discussão sobre a humanização do tratamento de distúrbios mentais, ancorada na luta antimanicomial. Contudo, o sistema precisa melhorar o acesso ao atendimento de fases agudas e críticas, o que deve ser feito em hospitais psiquiátricos, e não nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). Essa é a avaliação do psiquiatra Mauro Aranha, presidente do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (CONED-SP).

19/01/2012 - Falhas da América Latina no combate à pobreza

Os programas de transferência de renda de México, Brasil e Peru convergem para a necessidade da criação de estratégias de integração com as demais políticas de estado. As ações de combate à pobreza são implementadas pelos dois primeiros países há pelo menos 15 anos, e no Peru há 6. Ainda assim, cerca de 20% das populações do Brasil e México estão situadas abaixo da linha da pobreza, assim como mais de 30% dos habitantes peruanos.

A análise é de Luciana Rosa de Souza, realizada em sua tese de doutorado, recentemente defendida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp, e orientada pelo professor Walter Belik. Ela conclui que os três países pecam nos mesmos pontos: desprezo pelo que foi feito nos governos anteriores, assim como na falta de integração entre as demais políticas existentes no estado.

17/01/2012 - A Emenda 29 e os dilemas na Saúde Pública

A recente aprovação da Emenda Constitucional 29 pelo senado e consequente sanção presidencial, permite uma análise das perspectivas do SUS a partir de suas bases de financiamento.

Em primeiro lugar é necessário reconhecer a vitória que foi a definição conceitual de gastos em saúde. Isso permitirá um monitoramento mais adequado do cumprimento da legislação por estados e municípios, além da captação de recursos adicionais estimados em cerca de três bilhões de reais /ano, embora seja consenso que esse volume de recursos será claramente insuficiente para atender as necessidades do financiamento setorial.

De outro lado, ficou o sentimento de frustação trazido pela manutenção das atuais regras de participação da União no financiamento do SUS. A rejeição pelo Senado da proposta de 10% das receitas como critério de participação da União, ao lado da retirada do dispositivo que permitiria a criação de uma nova fonte específica de recursos; trouxeram a certeza de que ainda teremos muita luta pela frente para dar ao SUS a base econômico-financeira que lhe permita cumprir o mandato constitucional.

16/01/2012 - Prós e contras do programa Rede Cegonha

O Ministério da Saúde lançou no dia 28 de março de 2011 o programa Rede Cegonha com o objetivo de reduzir a mortalidade materna no país, de mais de 65 mulheres a cada 100 mil parturientes - termo que designa mulheres na fase final da gestação ou que acabaram de dar a luz.

Com a medida, o governo espera alcançar, até 2015, todos os oito objetivos das Metas do Milênio, das Nações Unidas, do qual o Brasil é signatário junto a mais de 190 países: diminuir pela metade a pobreza extrema e a fome, melhorar o ensino básico, promover a igualdade entre sexos, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater a AIDS e outras doenças, promover a sustentabilidade ambiental e a parceria mundial para o desenvolvimento. O único objetivo que o país corre o risco de não atender, no campo da saúde, é justamente a atenção materna.

16/01/2012 - Políticas colocam em debate direitos femininos

O Brasil mantém taxas preocupantes de mortalidade materna no mundo, segundo a UNICEF (Fundação das Nações Unidas para a Infância), o índice é de pelo menos 68 mortes de mulheres a cada 100 mil partos, sendo a meta das Nações Unidas de 35 para cada 100 mil, até 2015.

O Ministério da Saúde avalia que o falecimento de parturientes (mulheres na fase final da gestação ou que acabaram de dar a luz) poderia ser evitado em 92% dos casos. As principais causas de óbitos são as doenças hipertensivas (23%), infecções generalizadas (10%), hemorragias (8%) e complicações de aborto (8%).

Esses problemas estão diretamente ligados a qualidade na atenção à saúde, a exemplo de um médico que não soube tomar a pressão da paciente, ou pela falta de adesão ao pré-natal, por parte da gestante.

09/01/2012 - A maneira profissional de combater o crack

Na última terça-feira (3), a Polícia Militar de São Paulo iniciou uma operação para reprimir o tráfico de drogas na região da Cracolândia, no centro da capital. A primeira etapa consistiu na remoção de dependentes que se aglomeravam na região e na limpeza das ruas, com caminhões-pipa. A iniciativa foi batizada de Operação Sufoco, e depois da dispersão dos dependentes químicos, a polícia fecha o cerco para identificar na multidão quais são usuários e quais são traficantes. Os primeiros, se não suportarem a abstinência ou não encontrarem outros locais para obter crack, espera-se que aceitem a assistência social; e o últimos serão presos.

A medida tem sido criticada por especialistas, por promover a dispersão de usuários, que se espalham por outros pontos da cidade. Além disso, a ação ocorre antes da inauguração de um complexo voltado para usuários de crack, com equipamentos de saúde. Segundo a PM, a assistência virá numa próxima etapa. Em comunicado na semana passada, o prefeito Gilberto Kassab disse que a medida não é “enxugar gelo” e que “já é um avanço elas [as pessoas doentes e dependentes] estarem numa região que tem polícia”.

05/01/2012 - "Paixão por modelos abstratos ainda é forte", diz Bresser-Pereira

“A paixão dos intelectuais por modelos platonistas, absolutamente abstratos, independentes da realidade concreta, é muito forte. Há muitos intelectuais que acham que todo o poder e o prestígio deles vem do fato de serem capazes de fazer idéias loucas e absurdas”. É dessa maneira que o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira avalia a atuação de acadêmicos que insistem na defesa das teorias neoclássicas para sustentar o neoliberalismo. Dedicado exclusivamente à atividade intelectual, desde que deixou o PSDB, ano passado, o ex-ministro do governo FHC tem se debruçado criticamente sobre o tema econômico que mais lhe encanta: o novo desenvolvimentismo.

02/01/2012 - Brasilianas.org Especial com Danilo de Miranda

O primeiro Brasilianas.org de 2012 traz uma entrevista especial com Danilo de Miranda, diretor do SESC do Estado de São Paulo, as 22h na TV Brasil. Filósofo e especialista em ação cultural, Danilo atual também como conselheiro em diversas entidades, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e é vice-presidente da Federação Pan-Americana de Esportes para Todos.

Entre os temas discutidos, estão o modelo de gestão cultural desenvolvido pelo SESC; a mobilização da indústria para a importância da cultura; as ferramentas e programas de mobilização e disseminação cultural e quais os critérios utilizados pela instituição para selecionar artistas.

Não perca. É hoje (02), as 22h na TV Brasil.

UHF Analógico Canal 62 (SP)
UHF Digital Canal 63 (SP)
VHF Canal 2 (RJ), (DF) e (MA)
Net - Canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA)
Sky-Direct TV - Canal 116
TVA digital - Canal 181

Fotos: Bruno de Pierro

22/12/2011 - A gestão participativa de Vila Velha
 
 
 

O município mais antigo do Espírito Santo, Vila Velha, de pouco mais de 400 mil habitantes e a 12 Km da capital Vitória, possui umas das primeiras experiências bem sucedidas de gestão participativa do país. Criado em 1983, o Conselho Comunitário de Vila Velha (CCVV) atualmente agrega todas as associações de moradores dos 92 bairros da cidade, constituíndo a Federação de Associações de Bairros, e mais de 20 movimentos específicos, dos mais variados temas, como saúde, saneamento básico, segurança pública e direito dos idosos.

O objetivo do conselho é manter a fiscalização permanente da administração municipal, por meio da participação ativa da população. O fator inovador está no canal de comunicação que se estabeleceu entre a prefeitura e os habitantes, que fazem o levantamento dos principais problemas de cada bairro e discutem quais são as prioridades.

21/12/2011 - Corrupção é só parte do desperdício público

País não investe o suficiente na qualidade dos gastos feitos com compras e serviços. Com isso pode estar jogando no ralo 50%, ou mais, dos recursos que são mal aplicados – a outra metade que se esvai, continuaria por conta da corrupção.

Durante o 20º Fórum de Debates Brasilianas.org, sobre a Reforma do Estado, realizada em São Paulo, o diretor da Escola de Administração Fazendária (ESAF), Alexandre Motta, explicou que a ineficiência no uso de recursos corresponderia a cerca de metade do dinheiro das contas públicas que simplesmente vai para o ralo, se baseando em estudo de três pesquisadores italianos (Bandieira, Prat e Valletti), publicado, em 2009, na revista American Economic Review.

Eles dividem os desperdícios do governo italiano em dois: o ativo, a partir da corrupção; e o passivo, a partir da ineficiência no controle e aplicação do dinheiro, por exemplo, em compras mal efetuadas, pagamentos de serviços desorganizados, investimentos em obras problemáticas, etc.

21/12/2011 - Porto Alegre entra em nova etapa do OP

Após 22 anos de condução do Orçamento Participativo (OP), Porto Alegre (RS) encontra-se em nova etapa do seu processo de mudanças do modelo de gestão. Após a criação de uma rede de participação democrática, com a consolidação de associações de moradores e comitês formados por representantes da sociedade, a fase atual concentra-se na construção da mobilidade a partir dos bairros e na aproximação de governo e população por meio da territorialidade.

“Sempre trabalhamos com regiões, mas nos demos conta de que as pessoas tem identidade com o bairro, elas não moram na região”, explica Cezar Busatto, secretário de Coordenação Política e Governança Local da Prefeitura de Porto Alegre. Nessa nova dinâmica, o foco está no fortalecimento da democracia do cotidiano, ou seja, das bases da sociedade, por meio, entre outras coisas, da Wikicidadania, termo criado para expressar o empoderamento do cidadão em locais públicos por meio de redes sociais na Internet.

20/12/2011 - Araguaia: país não cumpre sentença da OEA

Um ano e Brasil não executa julgamento de crimes de violação aos direitos humanos

O Brasil teve um ano para cumprir a sentença que recebeu da Corte Interamericana de Direitos Humanos por crimes de tortura, morte e desaparecimento forçado de pessoas durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1975), na ditadura militar.

Na avaliação de movimentos sociais, parte importante das ações sentenciadas ainda não foi atendida. Paira nas atividades governamentais “uma letargia muito grande envolvendo esse tema”, corrobora a procuradora do Ministério Público Federal, Eugênia Gonzaga.

No último dia 14, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República enviou seu relatório final, e obrigatório, à Corte justificando suas ações em resposta à sentença. Se o júri interamericano entender que o Estado brasileiro não cumpriu toda a sentença por má vontade, o país poderá ser excluído da Organização dos Estados Americanos (OEA). Além disso, uma possível desmoralização frente às demais nações diminuiria as chances do Brasil conseguir algum assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

19/12/2011 - Crise revelou teia de corrupção e abusos, diz Ha-Joon Chang

Crise é momento para reexaminar ortodoxia

“Se a crise, que acontece no coração do sistema econômico neoliberal, não fizer com que as pessoas reexaminem as teorias ortodoxas de livre comércio, eu não sei o que o fará”. Essa é a avaliação do economista sul-coreano e professor da Universidade de Cambridge, Ha-Joo Chang, um dos principais críticos do modelo neoliberal na atualidade.

 Em 2007, um ano antes da eclosão da crise econômica nos Estados Unidos, Ha-Joon publicou Maus Samaritanos, livro dedicado à desmistificação do mito do livre comércio. Espectador privilegiado do grande salto dado pela Coréia do Sul a partir dos anos 1970, Ha-Joon mostrou que países desenvolvidos, como Estados Unidos, Inglaterra e a própria Coréia, só deram certo porque, no início, mantiveram políticas protecionistas, abrindo seus mercados gradativamente, e exercendo controle sobre seus mercados.

16/12/2011 - Dados sobre saúde precisam de integração

A sistematização de dados sobre a saúde enfrenta hoje, no Brasil, dois problemas de organização. O primeiro é a dificuldade para integrar todos os sistemas do maior banco de dados na área, o DATASUS, ligado ao Ministério da Saúde. O segundo, o entrave da redundância, ou seja, muitas informações colhidas pelo governo sendo repetidas em vários outros bancos de dados e que poderiam ser enxugadas. A constatação é do diretor do DATASUS, Augusto César Gadelha Vieira, que participou na última quarta-feira do 19º Fórum de Debates Brasilianas.org, sobre Novas Mídias, em São Paulo.

Segundo Gadelha, em 2004, o Ministério da Saúde contava com 15 bancos de dados e 399 schemas em produção. Foram realizadas algumas ações que reduziram pela metade esses números. Em 2010, passaram a ser 5 bancos de dados e 195 schemas.

14/12/2011 - Acesso à internet não determina liberdade na rede

A criação e popularização da internet aceleram mudanças na estrutura interna dos tradicionais meios de comunicação e, principalmente, estão tirando dos jornais a função de serem unicamente os mediadores da notícia. Um exemplo disso é o fortalecimento dos blogs e redes sociais na difusão e especialização de informações. ‘As Novas Mídias’ é o tema do 19º Fórum de Debates Brasilians.org, que acontece agora em São Paulo.

O debate coloca em xeque antigos conceitos da medicação na comunicação e de cultura de massa e levanta novas possibilidades da interpretação do fenômeno. Célio Turino, historiador e um dos idealizadores dos pontos de cultura, convidado para falar do assunto, destaca o papel importante das redes sociais, e da internet em si, nas revoluções sociais que se seguem nos países árabes, Estados Unidos, Europa e, mais recentemente, na Rússia. O ambiente da web tem proporcionado a troca e a construção de informações que tanto servem para fomentar e organizar ações que estão resultando na queda de ditadores como para questionar o sistema econômico vigente e em crise.

14/12/2011 - George Yudice defende regulação das novas mídias

A internet é uma plataforma que possibilita a convergência de inúmeras mídias e mudanças nas relações sociais. O usuário torna-se multifuncional, tanto tem acesso como produz a informação de forma cada vez mais simples e práticas. Mas, “as novas mídias”, como são chamados os meios de comunicação que se desenvolvem nesse ambiente, “não são a solução de tudo. Facilitam os processos sociais, mas também podem atrapalhá-los”, ponderou George Yudice, diretor do Observatório de Comunicação e Economia Criativa da Universidade de Miami, e autor do livro “A conveniência da cultura”, convidado para falar no 19º Fórum de Debates Brasilians.org, que acontece agora, em São Paulo. 

A ideia relevante no ambiente web, de conectar vários dispositivos tecnológicos numa relação de interdependência, ainda orienta o fluxo da comunicação, ao contrário do que se espera com o avanço do uso da internet, que é a socialização da produção e do acesso a informação.

13/12/2011 - O disciplinamento transnacional da UE

O acordo anunciado por chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) na última sexta (9) estabeleceu um sistema jurídico para assuntos fiscais, possibilitando ao disciplinamento virar objeto de legislação transnacional, talvez o único fato relevante do novo pacto. A análise é do professor da Faculdade de Economia e Administração da USP e presidente do Intituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi.

"O que há de novo no acordo é que agora isso acaba sendo jurisdicionado. Cada país deve se reportar ao tribunal europeu. Então, cada país ou coloca no seu ordenamento jurídico local este limite de déficit orçamentário ou terá que se reportar ao tribunal europeu", explicou o professor à reportagem da Agência Dinheiro Vivo.

12/12/2011 - O futuro do tratamento da doença de Alzheimer

Novas descobertas sobre o funcionamento do mal de Alzheimer devem resultar nos próximos cinco anos em medicamentos mais eficientes. Pesquisas cientificas também prometem melhorar o diagnóstico e até reduzir em anos o início do tratamento. E linhas de trabalho caminham para tratamentos parecidos com aqueles aplicados em portadores de diabetes do tipo 2. Sim, o Alzheimer começa a ser chamado na literatura científica de diabetes do tipo 3.

O neurônio sem insulina sofreu perdas da sinapses depois de exposto em laboratório a oligômeros tóxicos (beta amilóide). O neurônio da esquerda foi tratado com insulina e exposto aos oligômeros, permanecendo saudável. Fonte: UFRJ

08/12/2011 - Jatene: "recursos do SUS devem ser duplicados"

Antes da votação do projeto de regulação da Emenda 29, ontem (7) no Senado, o ex-ministro da Saúde Adib Jatene conversou, por telefone, com a reportagem do Brasilianas.org sobre os fatores que permeiam a discussão sobre o projeto, que foi aprovado horas depois.

Jatene explicou que, após a criação da emenda, em 2000, Estados e municípios colocaram como despesas de Saúde outros gastos, como saneamento. Bolsa Família e obras do PAC também passaram a entrar na conta, expondo a necessidade da regulação da emenda, para que fosse definido exatamente o que deve ser gasto com Saúde.

O projeto de regulamentação do Senador Tião Viana propõe os 10% fixos do orçamento do governo federal, independentemente do PIB. Atualmente, os gastos da União com Saúde correspondem ao valor empenhado no ano anterior acrescido da variação nominal do PIB nos dois anos anteriores.

Segundo o médico, grande número de municípios despende mais de 15% de seu orçamento para a Saúde. O município de Votuporanga, em São Paulo, por exemplo, aplica 22,5%. A cidade de São Paulo, mais de 20%. E Diadema, repassa cerca de 30%.

08/12/2011 - Senado aprova regulamentação da Emenda 29

O Senado aprovou nesta quarta (7), por 70 votos contra 1, o texto-base do projeto que regulamenta a Emenda 29 e define o repasse de recursos para a Saúde. O projeto de lei nº 121/2007, enviado pela Câmara, foi aprovado pelos senadores, com parecer favorável do relator, o senado Humberto Costa (PT-PE). A proposta agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff

O texto aprovado, porém, manteve a formulação atual do cálculo dos repasses da União, que afirma que o governo federal deve investir o montante do ano anterior mais a variação nominal do PIB (Produto Interno Bruno). Os Estados devem aplicar 12% do arrecadado em impostos, e os municípios precisam investir 15%. A proposta do projeto sugeria que a União repassasse 10% de seu orçamente, independentemente do PIB.

05/12/2011 - O futuro do profissional da saúde

Todos os anos são formados no mundo um milhão de novos médicos e enfermeiros, número que, apesar de chamar atenção, está longe de atender as expectativas da demanda. Segundo o presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, Rubens Belfort Jr., o problema está no direcionamento das vagas de especialização dos cursos ligados à saúde.

Durante o 18º Fórum de Debates Brasilianas.org, realizado em São Paulo, Belfort Jr. destacou que para operar todos os chineses com problemas de catarata hoje, seriam necessários 250 mil oftalmologistas, sendo que existem atualmente, no mundo, apenas 150 mil formados.

Os custos para a formação de profissionais da saúde no mundo também precisam ser reavaliados, considerou o médico. Em média, se gasta US$ 113 mil para formar um médico e cerca de US$ 50 mil para formar uma enfermeira.

“Em 2009, se gastou 55 bilhões de dólares ao ano para todas as atividades de preparo de profissional de saúde, de técnicos ao mais alto nível de formação na área. Entretanto, isso foi apenas 2% do que foi gasto na área de saúde naquele ano. Sendo que o correto deveria ser 12%”, considerou.

04/12/2011 - Gastos federais com medicamentos triplicam

Em 2010, Ministério da Saúde alocou R$ 7 bilhões com a compra de medicamentos, o equivalente a 12,5% do orçamento da pasta, naquele ano. O valor também é três vezes maior do que o ministério gastou em 2003, cerca de R$ 2 bilhões, para a aquisição de medicamentos, ou 5,8% do seu orçamento na época.

Segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do MS, José Miguel do Nascimento, o Programa Farmácia Popular, criado em 2004, contribuiu para esse avanço. No primeiro ano da iniciativa, que consiste em oferecer medicamentos de graça ou com até 90% de desconto para a população, o governo gastou R$ 400 milhões. Hoje, o orçamento do programa é de R$ 1 bilhão.

Convidado para falar no 18º Fórum de Debates Brasilianas.org, Nascimento explicou que 24% dos custos com o programa são pagos pelos usuários e que, em outubro deste ano, o faturamento da rede que hoje atinge mais 430 municípios do país foi de R$ 85 milhões.